A razão de ouro é uma ideia com cerca de 2 400 anos de idade. Nada mau para uma ideia tão simples, isto é, simples o suficiente para poder ser expressa através de um único número:
Bem, admito que escrito desta forma não parece um número simples como 2, ou 10 ou mesmo 58,3. Mas é verdade que a expansão decimal(1) da razão de ouro é apenas um número situado algures entre o 1,5 e o 2. Porém, ao longo de dois milénios e meio de História este número ganhou designações tão nobres como Razão de Ouro, Proporção Áurea ou Proporção Divina. Porquê? Pela ideia que leva a esse número. Imaginem que possuem uma certa quantidade inicial de algo (não importa o quê nem quanto – ver Fig. 1). Querem agora juntar uma certa quantidade da mesma coisa de forma a que a quantidade total e a quantidade acrescentada estejam na mesma proporção que essa mesma quantidade acrescentada e a quantidade inicial. Existe apenas uma proporção segundo a qual é possível fazer esta construção: a Razão de Ouro.
A importância desta ideia é devida à noção de processo de acumulação infinito que ela implica, ou seja, depois de aprendermos a fazer a primeira acumulação nada nos impede de, por simples repetição, continuar a acrescentar quantidades cada vez maiores, sempre em proporção áurea com as quantidades já acumuladas. Ora, é precisamente através destes mecanismos de esforço mínimo e resultados máximos que costumam surgir as mais espantosas realizações, seja no mundo físico, seja no mundo das ideias. Existem outros números que são resultado de ideias igualmente profundas e poderosas (e.g., o número e) mas, a razão de ouro cedo adquiriu uma certa qualidade mística, chave e selo de verdades profundas. Isto levou a que muitas das afirmações da importância da razão de ouro em áreas como a pintura, arquitectura, anatomia ou a biologia, manifestassem alguma tendência para o exagero. Por isso, devido à extensa polémica que ainda hoje envolve a razão de ouro e suas manifestações, abstenho-me de apresentar exemplos, antes convidando quem estiver interessado em saber um pouco mais, a explorar os links referenciados em baixo.
(1) A expansão decimal de um número consiste na escrita sequencial dos algarismos que constituem esse número, onde a parte inteira é separada da parte decimal por um sinal convencionado, usualmente uma vírgula ou um ponto.
Foi no Período Pérmico que a vegetação se tornou cada vez mais adaptada a condições xerófilas (ausência de água), à medida que o clima foi mudando de frio (Carbonífero Superior) para quente (Pérmico Inferior).
Esta mudança no clima levou à alteração das condições hídricas das florestas tropicais da época à medida que as chuvas se tornaram sazonais. Apenas a região que hoje pertence à China manteve as suas florestas tropicais e pântanos até ao Pérmico Superior.
Foi no decorrer do Pérmico que se formou um supercontinente – Pangeia, rodeado por duas massas de água. Qual o nome destas?
1. Atlântico e Pacífico; 2. Índico e Antárctico; 3. Panthalassa e Tethys; 4. Gondwana e Panthalassa.
Resposta à pergunta do dia 2009/06/15: As gimnospérmicas marcaram o final do Pérmico, dominando o ambiente terrestre, em detrimento das florestas de fetos. As gimnospérmicas apresentaram uma característica adaptativa que lhes conferiu uma grande vantagem – a presença de sementes. Segundo o registo fóssil, foi no Pérmico que as coníferas, as mais familiares gimnospérmicas da actualidade, primeiro apareceram.
O aspecto ameaçador das moreias é agora comprovado pela ciência!
Por detrás de uma boca repleta de dentes, está oculta uma dupla mandíbula que se projecta da região da garganta e que “puxa” as presas capturadas pelas poderosas mandíbulas visíveis.
Esta estratégia de alimentação parece compensar a fraca capacidade de sucção exibida pela maioria dos peixes, facilitando, desta forma, a deglutição. Este é o primeiro registo de um mecanismo deste género para o grupo dos peixes, uma vez que as cobras, apesar de pertencerem a um ramo evolutivo diferente, têm um mecanismo semelhante.
Mais uma prova de convergência evolutiva em que organismos não aparentados desenvolvem soluções semelhantes ao enfrentarem os mesmos problemas na natureza!
The principal goal of education is to create men who are capable of doing new things, not simply of repeating what other generations have done.
Jean Piaget (1896-1980). Psicólogo suíço, estudou a evolução do pensamento até a adolescência, procurando entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para interpretar o mundo. Ficou conhecido por organizar o desenvolvimento cognitivo num conjunto de estágios do desenvolvimento mental.
6º Congresso Ibero-Americano de Parques e Jardins Públicos
Sob o tema da Sustentabilidade dos Espaços Verdes Urbanos irá decorrer, entre 24 e 26 de Junho, na Póvoa de Lanhoso, o 6º Congresso Ibero-Americano de Parques e Jardins Públicos.
Os interessados podem consultar toda a informação sobre este evento na página electrónica do congresso.
Atenção! Andam por aí anfíbios nas cidades!!! Jorge Carecho, Professor de Biologia e Geologia
A vida nas cidades parece, frequentemente, ausente de Natureza. No entanto, nos nossos quintais, nos nossos jardins, nas nossas ruas e fontes, calma e vagarosamente húmida, por vezes ruidosamente coaxante, para alguns bela, para outros repugnante, ela rasteja, ela é viscosa, ela é pegajosa mas ao mesmo tempo frágil, colorida, engraçada até… e eis um Anfíbio, mesmo por baixo do nosso pé!
Os Anfíbios são elementos valiosíssimos da fauna portuguesa, existindo em Portugal 17 espécies autóctones. Apesar de alguns nos serem animais muito familiares, são verdadeiramente os "parentes pobres" da nossa fauna. Ignorados, sujeitos a mitos e lendas, acusados de todo o tipo de maleitas, confundidos com répteis… se ao menos alguém desse a conhecer o quanto pacatos, inofensivos, simpáticos e como a sua conservação é essencial para o equilíbrio ecológico de uma cidade e das nossas águas!!! E eis o projecto "Anfíbios na Cidade", um projecto ambiental desenvolvido na cidade da Covilhã.
Onde vivem? Em que condições vivem? Que podemos fazer para os conservar e assim contribuir para a melhoria da qualidade ambiental da nossa cidade?
Vários alunos participaram neste projecto, localizando microhabitats em que podem viver e/ou reproduzirem-se os Anfíbios. Deste modo, foi estabelecida uma Zona Prioritária de Conservação que compreende o espaço entre as duas ribeiras que atravessam a cidade (Goldra e Carpinteira), estabelecendo-se, assim, um corredor ecológico entre ambas. Esta zona, especialmente rica em jardins, fontes, tanques, quintais e hortas, constitui-se como uma zona de particular importância ecológica para o bem-estar da cidade, tanto para os seus cidadãos humanos como para os seus "cidadãos" de "pele nua". A não utilização de pesticidas e fertilizantes, a valorização de espécies vegetais autóctones nos nossos jardins, a conservação dos pontos de água assim como o reconhecimento do valor ambiental dos Anfíbios – seres simpáticos e inofensivos cuja destruição é uma directa perda ambiental para nós – deverão ser o nosso pequeno, mas importante contributo, para a conservação da Natureza, da qual tanto dependemos.
A manutenção da qualidade ambiental da nossa cidade passa por todos nós. A grande maioria dos alunos e restantes habitantes da cidade nem sequer reconheciam, muito menos valorizavam, os microhabitats como zonas altamente importantes do ponto de vista ambiental numa cidade. A sensibilização para conservação destes microhabitats, tendo como pretexto a conservação dos Anfíbios, aliada à motivação dos alunos para o trabalho de campo associado à conservação da Natureza, foram a "força" deste projecto. E na vossa cidade, por onde andam os Anfíbios???
Projecto "Anfíbios na Cidade", seleccionado como um dos cinco vencedores da modalidade "Ambiente e Cidadania" das XIV Olimpíadas do Ambiente
Foi no Período Pérmico que apareceram os primeiros insectos com verdadeira metamorfose. Estes insectos primitivos foram os primeiros a apresentarem um desenvolvimento, bastante vulgar entre alguns grupos de insectos actuais, onde o desenvolvimento começa do ovo para larva, de larva para pupa e de pupa para a forma adulta.
O aparecimento da metamorfose nos insectos teve uma profunda influência na ecologia e evolução deste grupo, uma vez que as fases imaturas podiam explorar recursos diferentes que aqueles na fase adulta.
O final do Período Pérmico ficou marcado pelo aparecimento de um grupo de plantas que rapidamente se adaptou e dominou o ambiente terrestre. De que grupo se trata?
Resposta à pergunta do dia 2009/06/08: O final do Período Pérmico ficou marcado pelo maior evento de extinção em massa na história da Terra. Afectou muitos grupos de organismos em muitos ambientes diferentes, sendo que o mais afectado terá sido o ambiente aquático, com a extinção da maioria dos invertebrados marinhos da época.