"ln the end we will conserve only what we love. We love only what we understand. We will understand only what we are taught."
Baba Dioum, 1968




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2009-12-22
Curiosidades da Fauna e Flora

Dos 0 aos 70...

… em menos de 3 segundos!

Esta é a velocidade de arranque da chita (Acinonyx jubatus
), fazendo inveja a muitos veículos de competição que por aí andam. Além desta  estonteante capacidade de arranque, consegue atingir velocidades de 100 km/h quando em perseguição de uma presa, ainda que apenas por breves instantes.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-21
Uma Questão de Educação

Qual a percentagem de espécies de animais e plantas actualmente catalogadas em relação ao número total que se estima existir?

1. 80 a 90%;
2. 5 a 10%;
3. 23%;
4. 0,01 a 0,05%.

Resposta à pergunta do dia 2009/12/14:
Na realidade, nem o Vale da Morte, EUA, ou o Deserto do Nairobi, Quénia, registaram temperaturas tão quentes quanto aquelas verificadas a 13 de Setembro de 1922 em Al Azizia, Líbia, com 57,8º C.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-20
Ao Sabor da Corrente

Uma estratégia invulgar

Algumas espécies de insectos como aranhas de sapais e mangais são conhecidas pela sua capacidade de não se afogarem, mesmo após muito tempo de submersão, uma estratégia ainda desconhecida para a ciência.

Neste sentido, uma equipa da Universidade de Rennes procedeu a um conjunto de experiências para tentar perceber a real capacidade de submersão destes insectos. Assim, forma submergidas, durante várias horas, três espécies de aranhas (duas de sapal e uma de floresta) e efectivamente constatou-se que as adaptadas a ambientes húmidos tinham maior capacidade de não se afogarem.  Mas eis que as coisas ficaram estranhas...

Após a confirmação oficial do óbito das três espécies de aranhas, os investigadores deixaram, por várias horas, as aranhas secar para mais tarde verificarem os seus pesos finais. Para espanto de todos, passadas algumas horas, as aranhas “ressuscitaram” e rapidamente começaram a andar nas suas 8 patas. Os investigadores verificaram que aquelas aranhas estavam apenas num estado de letargia e que, afinal, haviam entrado em modo stand-by, estratégia semelhante à que se espera que aconteça na Natureza, quando sujeitas à submersão.

Até à data, tal mecanismo adaptativo era desconhecido nestes animais e a comunidade científica especula agora quantos mais grupos de animais terão tal estratégia.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-19
Palavras com Sentido

Âmbar

Resina fóssil de origem orgânica, com origem na resina de árvores (essencialmente coníferas) em clima temperado, há cerca de 50 milhões de anos. É ainda considerada uma gema ou “pedra” semi-preciosa.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-18
Alguém o Pensou

"Pure chance, only chance, absolute but blind liberty is at the root of the prodigious edifice that is evolution."

Jacques Monod
(1910 – 1976). Biólogo francês, reconhecido pelo seu trabalho na área da biologia molecular, foi vencedor do Prémio Nobel de Medicina de 1965.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-17
O DE do ZM Recomenda

Em busca das energias sustentáveis

Para quem procura manter-se informado acerca de energias alternativas e mais sustentáveis, então esta página electrónica é de consulta obrigatória.

Entre artigos e vídeos, Alternative Energy News é um recurso muito interessante e sempre actualizado com as mais recentes notícias e avanços no campo da energia "verde".

Fica o desafio, por um futuro mais sustentável.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-16
Um Autor Convidado

Formigas, cidades, cérebros e software
Ana Fernandes, arquitecta

Há títulos de livros que saltam à vista, e que curto-circuitam o habitual ritual de espreitar o índice, folhear, ler uns parágrafos e espreitar o preço. Este foi um deles: Emergence: the connected lives of ants, brains, cities and software.

Entre descrições de interessantes peripécias em torno destes quatro temas das colónias de formigas, cérebros, cidades e software (que não vou avançar para não estragar a leitura), surgem várias questões que são comuns, e que remetem para teorias mais abstractas do campo da física: no fundo, este quarteto é de cinco. Podem retirar-se diversas leituras transversais, vou abordar algumas, todas elas obviamente discutíveis.
 
O primeiro princípio é o de sistema dinâmico complexo, ou seja, não é uno, nem simples, nem está parado. A própria definição de sistema (e também de conjunto), implica que o todo é mais que a soma das partes, o que quer dizer que se eu observar uma formiga, ao fim de uns minutos sou capaz de me cansar, e se aparecer outra, não saberei notar grande diferença, mas se vir a colónia, sou capaz de me entreter uma tarde inteira (uma tese de doutoramento ou até uma vida) a seguir carreiros, ver onde armazenam a comida, os detritos e os mortos, estudar comportamentos. Ora e se já se percebe alguma complexidade nas colónias de formigas, se formos estudar colónias humanas, aí perdemo-nos, porque temos de ponderar, além do livre-arbítrio e das escolhas individuais, factores que estão longe de ser racionais (dinheiro, amor, essas coisas que todos nós conhecemos), ou seja, uma mistura bem imprevisível.

O segundo princípio interessante é o da resiliência, ou seja, é como se fosse uma memória do sistema, que é independente da memória das partes. Voltando às formigas, apesar do tempo de vida de cada formiga ser curto, a colónia parece “aprender” com o tempo, responder de forma mais eficaz a desafios que vão surgindo. Ao mesmo tempo, colónias mais velhas têm comportamentos diferentes de colónias mais novas (apesar das formigas das duas terem a mesma média de idade), diferença essa que não reside na aptidão (as mais velhas serem “melhores” e “mais experientes” que as mais novas), mas sim ao nível do comportamento (agressividade ou passividade, estratégia de ataque e de armazenamento, etc.). Claro que há muitas explicações para isso, mas dá que pensar.

O terceiro, e último que lanço, é o do efeito borboleta, definido como o princípio de que o simples bater de asas de uma borboleta pode desencadear um tufão do outro lado do mundo. Este princípio nasceu da teoria do caos, o seu significado implica que uma pequena alteração numa fase inicial de um processo, pode ter importantes variações nos eventos futuros. Isto todos nós sabemos, quantas vezes não gostaríamos de fazer um Ctrl+Z para emendar uns pequenos (ou grandes) lapsos que tiveram consequências desastrosas. Pelo menos agora sabemos que a física tem uma designação para isso.

Ora, para rematar, daqui retiro várias conclusões:
- em primeiro lugar, uma grande admiração pelas formigas (ou não fossem elas já personagens de todo o tipo de filmes, fábulas, provérbios e ditos populares), o que naturalmente se repercutiu na abolição de spray mortífero lá de casa, substituído por umas leves (embora estonteantes) vassouradas, à imagem dos seguidores do Jainismo, (religião da Índia que partilha alguns princípios com o Hinduismo e o Budismo), que varrem o chão onde vão caminhar, evitando assim pisar bichos que tenham a infelicidade de estar a cruzá-lo naquele preciso momento);

- segundo, mostra como as cidades são fascinantes, testemunhas interactivas do buliço que nelas se vive, desenhando a sua própria memória e identidade; vale a pena parar para observar as gentes, os edifícios, os desenhos das ruas e pensar: porque são assim, de onde e de quem receberam influência, e porquê; pensar o sistema completo, dinâmico e complexo, e imaginar efeitos borboleta – pequenas variações no passado, presente ou futuro – criando várias realidades paralelas: “e se...?”.

- demonstra ainda que temas tão complexos como teorias do campo da física são não só interessantes e transversais, como podem ser observados e discutidos em contextos muito curiosos e divertidos. Richard Feynman, físico, contava em entrevista que o pai lhe costumava ler a enciclopédia, traduzindo os factos escritos em imagens palpáveis e próximas, moldando o seu entendimento do mundo, o que tornou o seu raciocínio capaz de cruzar diferentes escalas, áreas científicas e níveis de abstracção;

- e por fim, deixa a mensagem de que, tal como o bater de asas de uma borboleta pode desencadear uma tempestade, também cada um dos nossos gestos pode ter importantes repercussões positivas. Podemos mobilizar, transformando um sonho individual numa realidade colectiva. Somos o que amamos, as batalhas que travamos e as causas que defendemos, os sorrisos que despertamos e o que semeamos. E depois, a vida são as pequenas coisas que acontecem enquanto fazemos planos para o futuro (John Lennon), por isso vale a pena ter consciência delas, hoje.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-15
Curiosidades da Fauna e Flora

Sabia que...

… a baleia-azul (Megaptera musculus) produz um dos sons mais elevados no mundo, podendo atingir os 188 decibéis e ser ouvido (debaixo de água) a mais de 800 km?

Se comparar com o som que um avião faz ao descolar se situa nos 120 decibéis, poderá perceber a verdadeira intensidade do som. Há que ter em consideração, no entanto, que o som debaixo de água se propaga cerca de 5 vezes mais rápido e 60 vezes mais longe que no ar e que as vocalizações são produzidas em muito baixa frequência (mais baixas do que as que os humanos normalmente ouvem).

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-14
Uma Questão de Educação

Qual é o local mais quente à superfície da Terra (excluindo vulcões)?

1. Amareleja, Portugal;
2. Vale da Morte, Estados Unidos da América;
3. Deserto do Nairobi, Quénia;
4. El Azizia, Libia;

Resposta à pergunta do dia 2009/12/07:
Actualmente encontramo-nos na Época Holocénica, tendo esta se iniciado há 11000 anos.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-12-13
Ao Sabor da Corrente

Uma aranha herbívora

Num universo de 40 000 espécies diferentes de aranhas conhecidas, nenhuma, até ao momento, havia sido identificada como herbívora, mas eis que a espécie Bagheera kiplingi
é, afinal, herbívora.

Esta aranha, nativa das florestas do México e Costa Rica, é muito ágil e, como tal, sempre se supôs que tal habilidade se devia à capacidade de captura de presas. Durante um estudo realizado entre 2002 e 2008, a espécie foi estudada minuciosamente e, ao contrário do previsto, ela alimentava-se maioritariamente de nutritivo suco floémico de acácias. A sua destreza deve-se, afinal, à necessidade de escapar aos ataques de formigas que vivem nos espinhos ocos da acácia e fazem guarda à sua hospedeira.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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