"ln the end we will conserve only what we love. We love only what we understand. We will understand only what we are taught."
Baba Dioum, 1968




Olimpíadas do Ambiente




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Uma geração para mudar o mundo!

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2009-10-28
Um Autor Convidado

Autodestruição da Globalização
António Lima Grilo, Vencedor Nacional da Categoria Sénior das XIII Olimpíadas do Ambiente

Hoje vivemos num T0. Para conhecermos basta queremos. Para encontrarmos basta sair de casa. Pois é: o mesmo planeta que há coisa de 50 anos era enorme e em que era preciso imenso tempo para nos deslocarmos de um local para outro desapareceu. Hoje qualquer distância se faz em pouco tempo. Num dia, que era o tempo de uma viagem norte-sul em Portugal, podemos estar do outro lado do mundo.

A este mundo novo já não chamamos Terra de Vera Cruz, apesar de as potencialidades serem as mesmas. Em escalas diferentes. A este novo mundo chamamos mundo global. Passam a ser possíveis os contactos com todo o mundo por qualquer via e passamos a poder estabelecer contactos com todo o mundo de forma rápida.

A globalização, de que tanto se houve falar, criou uma teia de relações globais tanto no domínio pessoal como social como económico como estatal permitindo um intercâmbio ideológico, intelectual e cultural muitíssimo saudável, na minha opinião.
Esta mesma globalização depende da inteligência do Homem. O que queremos para o futuro global? Temos duas hipóteses: ou o futuro passa pela relação interpessoal (que é um bem aliás escasso) ou passa pelo fim das relações humanas. O mesmo desenvolvimento tecnológico que permitiu a união de pessoas dos 5 continentes mostra já grandes possibilidades de as separar, mesmo as que vivem na mesma cidade. Hoje uma chamada, um SMS ou um e-mail estabelecem contacto privilegiado com seja quem for não se dando valor às relações interpessoais.

Actualmente, para além do problema tecnológico, temos o problema fóssil. Tornando-me mais claro: mesmo que queiramos estabelecer relações interpessoais com os quatro cantos do mundo se não tivermos como nos deslocarmos torna-se claramente mais difícil. Impossível. Se noutros tempos foi o nosso pouco conhecimento que nos levou a optar por um crescimento insustentável agora é a nossa inteligência que nos bloqueia o acesso à sustentabilidade. Não explorámos os recursos da Terra de forma a podermos lucrar sempre deles. Mas agora que sabemos como fazer uma exploração adequada dos recursos que nos restam continuamos sem querer fazer nada.

Sem combustíveis fósseis, e com uma enorme inaptidão para procurar alternativas, caminhamos a passos largos para o fim daquilo que permite que as sociedades e que a sociedade global funcionem.

Estamos a conseguir duas coisas ao mesmo tempo: acabar com as nossas sociedades, e a preparamo-nos para uma "terceira guerra mundial com paus e pedras", e ao mesmo a acabar com a possibilidade da nossa existência tal como a conhecemos.

Cabe-nos a nós, jovens preocupados e atentos alertar os que têm poder de decisão para tomarem as decisões correctas. Cabe-nos a nós, jovens de ciência e conhecimento mostrar por a + b que a sustentabilidade é possível e necessária e com menos custos financeiros, humanos, e de recursos e assim dar aos que decidem os instrumentos da decisão. Cabe-nos a nós, jovens garantir que quando tivermos a decisão nas nossas mãos a tomaremos em consciência de acordo com os valores de uma cidadania ambiental e global consciente.

É o nosso futuro. O tempo é de acção. São nossas as decisões. O que é que queremos?

____________________________________________________________________________

Nesta fotografia
estão todos os 300 participantes do London International Youth Science Forum 2009. E a pergunta é : Como é que eu fui lá parar? Eu e o João Vicente (primeira fila na ponta direita). Como é que nós fomos lá parar?

A resposta é igual e simples: Ambos fomos participantes vencedores nacionais das Olimpíadas do Ambiente. O João foi participante em 2006 e este ano membro do Staff do evento. Eu fui participante este ano e posso garantir-vos: é uma experiência absolutamente fantástica – ciência em todas as suas formas, em todas as suas áreas e com os melhores especialistas de todo o mundo! E ainda 300 participantes de 40 países! Foi fabuloso!

Por isso já sabem empenhem-se nas Olimpíadas e serão bem recompensados. Se nós conseguimos, vocês também conseguem!

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-27
Curiosidades da Fauna e Flora

Pradarias

As grandes pradarias que surgiram durante o Período Terciário serviram de fonte de alimento às manadas de mamíferos herbívoros que se alimentavam desta vegetação.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-26
Uma Questão de Educação

O Período Terciário terminou com uma...

1. Extinção dos dinossáurios;
2. Idade do gelo;
3. Seca extrema;
4. Colisão de um meteorito.

Resposta à pergunta do dia 2009/10/19:
A Era Cenozóica é também conhecida como a Idade dos Mamíferos, uma vez que foi durante esta Era que os mamíferos se tornaram os animais dominantes ocupando os mais diversos nichos. 

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-25
Ao Sabor da Corrente

Uma alternativa energética improvável

A melancia poderá ser a próximo combustível alternativo... surpreendido?

Terá certamente razão para estar mas saiba que, através de alguns estudos científicos realizados em Oklahoma, Estados Unidos da América, foi possível produzir biocombustível a partir de melancias descartadas no processo de selecção para venda. Sabendo que cerca de um quinto do total de melancias produzidas anualmente são descartadas devido às formas ou padrões de cor pouco aceites no mercado mundial das frutas, será fácil perceber o potencial desta descoberta.

Embora a produção de etanol a partir das melancias nunca chegue para alimentar o mercado mundial, esta é uma realidade a estar alerta, ainda que sempre em pequena escala.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-24
Palavras com Sentido

Basalto

Rocha magmática, de origem vulcânica, que pode ser encontrada nos fundos oceânicos. O basalto tem uma coloração negra ou cinza escura, podendo ter alguns cristais milimétricos.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-23
Alguém o Pensou

No man was ever wise by chance.

Lucius Annaeus Seneca (4 a.C – 65 d.C). Filósofo e escritor romano, exerceu durante o início da sua carreira a profissão de advogado tornando-se rapidamente um influente homem de letras e cortesão.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-22
O DE do ZM Recomenda

Seminário CENSE - Making CENSE of sustainable consumption

Este seminário decorrerá na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a 30 de Outubro de 2009.

Os actuais padrões de consumo da sociedade ocidental são insustentáveis e pouco saudáveis. Os recursos do planeta Terra já não chegam. Como imagina o futuro?

Do programa constam palestras sobre alterações climáticas e energia sustentável, economia ecológica e gestão do ambiente, tecnologias de informação e comunicação, entre outros. Os melhores trabalhos realizados em resposta ao desafio: One sustainable planet with 9 billion inhabitants in 2050! serão conhecidos e premiados!

O seminário é de entrada livre com inscrição prévia através do correio electrónico
.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-21
Um Autor Convidado

Encantos (ou desencantos?) do porquê das coisas
Marco Bragança, biólogo
 
Enquanto me preparo para escrever este texto olho lá para fora e sinto, pela primeira vez neste ano, que o Outono nos bate à porta. E de que maneira! A tão aguardada chuva, que se espera que venha pôr fim a um Verão seco, cai com intensidade no país todo.
 
No entanto, ao falar com as pessoas e com base na minha própria reacção, o sentimento vigente na maioria de nós quanto às primeiras chuvas é bastante positivo, algo nostálgico mesmo. Quantos de nós não se deliciam com o famoso "cheiro a terra molhada" que perfuma o ar após as primeiras chuvas que sucedem o tempo seco?
 
Mas, como a maior parte dos fenómenos naturais que nos encantam (e.g. a deliciosa
paleta de cores observáveis durante um pôr do Sol; ou o coachar das rãs que nos embala as noites de Verão), também este cheiro tem uma explicação. Mas a pergunta que faço, antes de qualquer explicação sobre este fenómeno é: será que nós queremos mesmo saber o porquê desses fenómenos? Ou será que o pragmatismo do conhecimento científico nos vai roubar um qualquer romantismo que a eles associámos? Quereremos apenas olhar pensativos para as tonalidades de azul do oceano, que tantos autores inspiraram ao longo dos anos, ou queremos saber que essa cor resulta da absorção do espectro vermelho e amarelo da luz solar, por moléculas da água, que por sua vez reflectem o azul e o verde?
 
Talvez por defeito de formação, sempre tive curiosidade em ir procurar o porquê das coisas. E a beleza dessa procura de conhecimento é que nos pode levar a perceber que nada existe por acaso, e que o "porquê" de um determinado fenómeno nos leva a conhecer todo o conjunto de interessantes curiosidades. Curiosidades que reflectem uma realidade de tal modo interligada, que nos mostra o delicado equilíbrio em que vive o nosso planeta. Só na curta pesquisa de fontes que explicassem alguns dos fenómenos aqui descritos, levaram a que conhecesse todo um conjunto de curiosidades e que, por sua vez, levaram a uma mudança na orientação deste mesmo texto que aqui vos deixo.
 
De onde vem então o "cheiro a terra molhada"? 
 
É nesta altura que o autor escreve "
Spoiler Alert", para que aqueles eternos românticos que não queiram saber o porquê desse nostálgico cheiro possam manter esse momento com o misticismo que lhe atribuíram. A todos os outros, que se deliciam a beber da "fonte do conhecimento" e que desejem embarcar nessa montanha russa que é conhecer um pouco mais o planeta Terra, desafio a que continuem a ler atentamente.
 
O cheiro de que temos vindo a falar vem de uma pequena molécula muito volátil chamada
geosmina, que é sintetizada pelos esporos de um determinado grupo de bactérias, e libertada quando surgem as primeiras chuvas.
 
Se terminasse aqui corria o risco de ter dado uma explicação demasiado técnica, que aos olhos de muitos de vós, apenas estragaria a mística associada a este cheiro. Mas como vos disse a meio deste texto, o nosso planeta vive num delicioso equilíbrio, em que todas as suas características estão, de alguma forma, interligadas. E ao ter ido procurar a origem deste cheiro descobri que não é só o nariz do ser humano que é sensível a esta molécula (ao ponto de a detectar numa proporção de 5 partes por bilião). O seu cheiro tem um papel vital para os camelos, dado que lhes permite detectar a presença de água a quilómetros de distância, podendo assim encontrar oásis no meio do deserto. Mas como, uma vez mais, tudo se encontra interligado, teoriza-se ainda que o facto destas bactérias sintetizarem uma molécula com tão fortes propriedades odoríferas, permite que os seus esporos sejam disseminados pelos camelos em busca de água, que involuntariamente os transportarão para partes distantes.
 
Falo naturalmente por mim quando digo que este conhecimento todo que adquiri hoje, enquanto procurava documentar esta história que vos contei, em nada quebrou a mística associada a tão agradável e nostálgico cheiro. Para mim, e espero que para muitos, cada vez que sentir este perfume a "terra molhada", saberei que estou na presença de uma importante peça do puzzle que constitui o nosso planeta, e que tal fenómeno contribui fortemente para assegurar sobrevivência da vida como a conhecemos. Da próxima vez que sentir este cheiro sentir-me-ei mais rico em conhecimento.
 
Esta pequena história foi-vos contada ao longo da primeira verdadeira tarde outonal, pelo menos aqui no Algarve. Contada enquanto lá fora chovia abundantemente, e acompanhada pelo reconfortante calor de uma chávena de chá. Mas a verdade, e ao invés das chuvas quentes primaveris, é que ainda não parou de chover, nem se antevê que tal aconteça nas próximas horas. O cheiro a terra molhada há muito que se foi. Teme agora o autor que, a continuar a chover com esta intensidade, não seja apenas a terra a sair molhada da primeira chuvada deste Outono.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-20
Curiosidades da Fauna e Flora

A Idade dos Mamíferos!

Durante o Terciário, com a extinção de animais de grande porte, os animais mais pequenos começam a ser mais abundantes e a ocupar novos nichos. Os mamíferos, que eram animais essencialmente nocturnos e pequenos, começam a ser mais diversificados e abundantes.

Surgem, entre outros mamíferos, os primeiros marsupiais, ursos, baleias, rinocerontes, hipopótamos, roedores e … ancestrais dos primeiros hominídeos!

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-19
Uma Questão de Educação

Por que nome é também conhecida a Era Cenozóica?

1. Idade dos Peixes;
2. Idade dos Répteis;
3. Idade dos Mamíferos;
4. Idade das Aves.

Resposta à pergunta do dia 2009/10/12:
A extinção K-T foi a responsável pela extinção dos dinossáurios e outros grandes répteis. A maior de todas as extinções ocorreu durante a transição do Período Permo-Triássico. 

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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