A melancia poderá ser a próximo combustível alternativo... surpreendido?
Terá certamente razão para estar mas saiba que, através de alguns estudos científicos realizados em Oklahoma, Estados Unidos da América, foi possível produzir biocombustível a partir de melancias descartadas no processo de selecção para venda. Sabendo que cerca de um quinto do total de melancias produzidas anualmente são descartadas devido às formas ou padrões de cor pouco aceites no mercado mundial das frutas, será fácil perceber o potencial desta descoberta.
Embora a produção de etanol a partir das melancias nunca chegue para alimentar o mercado mundial, esta é uma realidade a estar alerta, ainda que sempre em pequena escala.
Rocha magmática, de origem vulcânica, que pode ser encontrada nos fundos oceânicos. O basalto tem uma coloração negra ou cinza escura, podendo ter alguns cristais milimétricos.
Lucius Annaeus Seneca (4 a.C – 65 d.C). Filósofo e escritor romano, exerceu durante o início da sua carreira a profissão de advogado tornando-se rapidamente um influente homem de letras e cortesão.
Seminário CENSE - Making CENSE of sustainable consumption
Este seminário decorrerá na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a 30 de Outubro de 2009.
Os actuais padrões de consumo da sociedade ocidental são insustentáveis e pouco saudáveis. Os recursos do planeta Terra já não chegam. Como imagina o futuro?
Do programa constam palestras sobre alterações climáticas e energia sustentável, economia ecológica e gestão do ambiente, tecnologias de informação e comunicação, entre outros. Os melhores trabalhos realizados em resposta ao desafio: One sustainable planet with 9 billion inhabitants in 2050! serão conhecidos e premiados!
O seminário é de entrada livre com inscrição prévia através do correio electrónico.
Encantos (ou desencantos?) do porquê das coisas Marco Bragança, biólogo
Enquanto me preparo para escrever este texto olho lá para fora e sinto, pela primeira vez neste ano, que o Outono nos bate à porta. E de que maneira! A tão aguardada chuva, que se espera que venha pôr fim a um Verão seco, cai com intensidade no país todo.
No entanto, ao falar com as pessoas e com base na minha própria reacção, o sentimento vigente na maioria de nós quanto às primeiras chuvas é bastante positivo, algo nostálgico mesmo. Quantos de nós não se deliciam com o famoso "cheiro a terra molhada" que perfuma o ar após as primeiras chuvas que sucedem o tempo seco?
Mas, como a maior parte dos fenómenos naturais que nos encantam (e.g. a deliciosa paleta de cores observáveis durante um pôr do Sol; ou o coachar das rãs que nos embala as noites de Verão), também este cheiro tem uma explicação. Mas a pergunta que faço, antes de qualquer explicação sobre este fenómeno é: será que nós queremos mesmo saber o porquê desses fenómenos? Ou será que o pragmatismo do conhecimento científico nos vai roubar um qualquer romantismo que a eles associámos? Quereremos apenas olhar pensativos para as tonalidades de azul do oceano, que tantos autores inspiraram ao longo dos anos, ou queremos saber que essa cor resulta da absorção do espectro vermelho e amarelo da luz solar, por moléculas da água, que por sua vez reflectem o azul e o verde?
Talvez por defeito de formação, sempre tive curiosidade em ir procurar o porquê das coisas. E a beleza dessa procura de conhecimento é que nos pode levar a perceber que nada existe por acaso, e que o "porquê" de um determinado fenómeno nos leva a conhecer todo o conjunto de interessantes curiosidades. Curiosidades que reflectem uma realidade de tal modo interligada, que nos mostra o delicado equilíbrio em que vive o nosso planeta. Só na curta pesquisa de fontes que explicassem alguns dos fenómenos aqui descritos, levaram a que conhecesse todo um conjunto de curiosidades e que, por sua vez, levaram a uma mudança na orientação deste mesmo texto que aqui vos deixo.
De onde vem então o "cheiro a terra molhada"?
É nesta altura que o autor escreve "Spoiler Alert", para que aqueles eternos românticos que não queiram saber o porquê desse nostálgico cheiro possam manter esse momento com o misticismo que lhe atribuíram. A todos os outros, que se deliciam a beber da "fonte do conhecimento" e que desejem embarcar nessa montanha russa que é conhecer um pouco mais o planeta Terra, desafio a que continuem a ler atentamente.
O cheiro de que temos vindo a falar vem de uma pequena molécula muito volátil chamada geosmina, que é sintetizada pelos esporos de um determinado grupo de bactérias, e libertada quando surgem as primeiras chuvas.
Se terminasse aqui corria o risco de ter dado uma explicação demasiado técnica, que aos olhos de muitos de vós, apenas estragaria a mística associada a este cheiro. Mas como vos disse a meio deste texto, o nosso planeta vive num delicioso equilíbrio, em que todas as suas características estão, de alguma forma, interligadas. E ao ter ido procurar a origem deste cheiro descobri que não é só o nariz do ser humano que é sensível a esta molécula (ao ponto de a detectar numa proporção de 5 partes por bilião). O seu cheiro tem um papel vital para os camelos, dado que lhes permite detectar a presença de água a quilómetros de distância, podendo assim encontrar oásis no meio do deserto. Mas como, uma vez mais, tudo se encontra interligado, teoriza-se ainda que o facto destas bactérias sintetizarem uma molécula com tão fortes propriedades odoríferas, permite que os seus esporos sejam disseminados pelos camelos em busca de água, que involuntariamente os transportarão para partes distantes.
Falo naturalmente por mim quando digo que este conhecimento todo que adquiri hoje, enquanto procurava documentar esta história que vos contei, em nada quebrou a mística associada a tão agradável e nostálgico cheiro. Para mim, e espero que para muitos, cada vez que sentir este perfume a "terra molhada", saberei que estou na presença de uma importante peça do puzzle que constitui o nosso planeta, e que tal fenómeno contribui fortemente para assegurar sobrevivência da vida como a conhecemos. Da próxima vez que sentir este cheiro sentir-me-ei mais rico em conhecimento.
Esta pequena história foi-vos contada ao longo da primeira verdadeira tarde outonal, pelo menos aqui no Algarve. Contada enquanto lá fora chovia abundantemente, e acompanhada pelo reconfortante calor de uma chávena de chá. Mas a verdade, e ao invés das chuvas quentes primaveris, é que ainda não parou de chover, nem se antevê que tal aconteça nas próximas horas. O cheiro a terra molhada há muito que se foi. Teme agora o autor que, a continuar a chover com esta intensidade, não seja apenas a terra a sair molhada da primeira chuvada deste Outono.
Durante o Terciário, com a extinção de animais de grande porte, os animais mais pequenos começam a ser mais abundantes e a ocupar novos nichos. Os mamíferos, que eram animais essencialmente nocturnos e pequenos, começam a ser mais diversificados e abundantes.
Surgem, entre outros mamíferos, os primeiros marsupiais, ursos, baleias, rinocerontes, hipopótamos, roedores e … ancestrais dos primeiros hominídeos!
1. Idade dos Peixes; 2. Idade dos Répteis; 3. Idade dos Mamíferos; 4. Idade das Aves.
Resposta à pergunta do dia 2009/10/12: A extinção K-T foi a responsável pela extinção dos dinossáurios e outros grandes répteis. A maior de todas as extinções ocorreu durante a transição do Período Permo-Triássico.
Afinal não são apenas as baleias e aves canoras que têm complexos repertórios sonoros para atrair parceiros. Temos agora que contar com, pelo menos, uma espécie de morcegos - Tadarida brasiliensis.
Um estudo realizado na Texas A&M University, através de gravações de sons de morcegos machos de vários locais (Brasil e México), os investigadores conseguiram definir conjuntos bem distintos de elementos sonoros integrantes, compondo verdadeiras “cantigas de amor”.
Acrescido a esta estratégia de “encantamento” das fêmeas, os machos ainda libertam feromonas enquanto se encontram pendurados de cabeça para baixo.
Ramo da Geologia que se ocupa do estudo dos depósitos sedimentares que formam as rochas estratificadas.
Procura compreender a origem, os processos e eventos ocorridos, conseguindo, desta forma, estabelecer uma cronologia. A estratigrafia procura ainda estabelecer relações que ajudem a compreender a evolução geológica local ou regional.
Sometimes I wonder whether the world is being run by smart people who are putting us on, or by imbeciles who really mean it.
Mark Twain (1835-1910). Escritor e romancista norte americano, foi autor de inúmeras obras de renome internacional como “As Aventuras de Tom Sawyer” ou “As Aventuras de Huckleberry Finn”. O seu nome de baptismo era Samuel Langhorne Clemens.