"ln the end we will conserve only what we love. We love only what we understand. We will understand only what we are taught."
Baba Dioum, 1968




Olimpíadas do Ambiente




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Uma geração para mudar o mundo!

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2009-11-04
Um Autor Convidado

Quão verde podemos tolerar
João Neves, biólogo

Como qualquer um dos leitores já terão certamente dado conta, a temática da consciência pelo ambiente está aí para ficar. Se estiverem um pouco alerta, darão conta que a maioria dos eventos desportivos, congressos, seminários, encontros, reuniões de trabalho, etc. são cada vez mais verdes. Verdes, não porque as suas refeições sejam baseadas em verduras nem porque as cores predominantes sejam esverdeadas, mas porque têm uma cada vez maior consciência do impacto que pequenas ou grandes iniciativas que congregam dezenas, centenas ou milhares de participantes poderão ter directamente no ambiente e nos recursos naturais. Até já existe um conjunto de entidades portuguesas que, ora facultam serviços de consultoria, ora aplicam directamente algumas das orientações na sua filosofia de base. Parece-me, à partida, que estamos a percorrer o caminho certo para a sustentabilidade...

Mas antes de nos congratularmos com esta nova e esperançosa perspectiva de futuro, permitam que comece por um desafio... Tentem fazer uma pesquisa simples num qualquer motor de busca na rede global acerca de eventos verdes.

Usando a expressão green events, encontram rapidamente um conjunto de links que dão dicas e muitas informações de como organizar uma qualquer iniciativa, seja ela pequena ou grande, com uma consciência ecológica. Valiosos conselhos estes que, altruisticamente ou não, nos são facultados e que, inclusive, têm aplicabilidade no nosso dia-a-dia. Escolher conscientemente os produtores e fornecedores, a origem e meios de produção, tipologia das embalagens, evitar o consumo de papel, optar pelos formatos digitais, etc. começam a fazer parte incontornável da planificação de eventos um pouco por todo o mundo.

Razões e formas para mudar há muitas e facilmente acessíveis. Mas será que é tudo assim tão linear?

Eu digo que não e, embora já tenha participado em alguns eventos que me deixaram motivado nesta nova consciência de sustentabilidade, há consideravelmente pouco tempo um fez-me repensar esta minha "esperançada visão do futuro".

Recentemente participei num evento desportivo que, à parte de toda a envolvência de saúde e bem-estar associada - que tão bem se coaduna com a mensagem ambiental, tinha uma forte imagem de sustentabilidade e preocupação pelo ambiente. Ora, tratando-se de um evento que juntou cerca de 15000 participantes, acrescido dos acompanhantes destes, estamos a falar aproximadamente de 25000 pessoas num único local. Muita carga orgânica num único local - uma óptima receita para um pequeno desastre ambiental...

À partida, nada me pareceu desajustado. Ao longo de quase duas horas de esforço físico, tive tempo de observar, desfrutar, reflectir e desesperar acerca de toda aquela máquina organizativa e a coerência da sua mensagem. Rapidamente me apercebi que de sustentável pouco havia.

Entre todo o investimento em material publicitário (muitos e muitos cartazes, bandeiras e afins) e excessiva oferta de produtos (e inerente desvalorização e descarte por parte dos participantes), o que mais me impressionou foi a quantidade de águas e bebidas energéticas disponibilizadas pela organização/patrocinadores. Não contesto, de todo, a necessidade desta disponibilidade, desde que com "conta, peso e medida". Contesto, sim, a despreocupação da organização, que tanto se orgulha de realizar um evento "cada vez mais verde", em possibilitar tal desperdício. Não sei quantas garrafas de água praticamente cheias ficaram por recolher após a prova (sim, a organização orgulha-se de que, por terem uma preocupação ambiental, recolhem todas as garrafas e entregam para reciclagem...) mas, para mim, as contas deverão que ser feitas de outra forma:

Quantos litros de água foram desperdiçados ao longo de apenas 21 quilómetros? Qual a energia necessária para a produção inicial daqueles milhares de garrafas? Qual a energia necessária para a reciclagem destas? Qual a poluição associada ao processo de reaproveitamento de todos os recursos descartados?

À parte de tudo isto, há que contabilizar ainda a poluição associada à enorme quantidade de brindes dos patrocinadores, que deixam o espaço assemelhando-se a uma lixeira... Simpática, por sinal, porque está repleta de marcas conhecidas...

Há quem diga que os portugueses, se de graça, até injecções na testa se sujeitam a levar...

Pois bem, à parte de toda aquela disponibilidade, orgulho-me em afirmar que, sendo um dos poucos portugueses presentes e ao contrário da generalidade dos participantes, apenas usei, conscientemente, uma garrafa de água em todo o percurso...

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-11-03
Curiosidades da Fauna e Flora

A Idade do Gelo...

Durante a época Pleistocénica, os continentes já se encontravam em posição semelhante àquela dos nossos dias. O clima era bastante frio e o gelo avançou até zonas do Norte da América, Europa e Ásia.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-11-02
Uma Questão de Educação

O Período Quaternário, pertencente à Era Cenozóica, está sub-dividido nas épocas Pleistocénica e Holocénica. Este período começou há cerca de 1,8 milhões de anos e...

1. ... terminou há cerca de 400 mil anos;
2. ... terminou há cerca de 40 mil anos;
3. ... terminou há cerca de 4 mil anos;
4. ... é aquele em que vivemos actualmente.

Resposta à pergunta de 2009/10/26:
O Período Terciário, que se caracterizou por um início muito quente e húmido, terminou com uma idade do gelo.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-11-01
Ao Sabor da Corrente

Um primo bailarino…

A imagem do robusto e poderoso Tyrannosaurus rex pode ficar agora um pouco alterada...

Um estudo recente descobriu que, afinal, o grupo dos tiranossáurios não era apenas composto pelos temíveis répteis do nosso imaginário mas seria, sim, um grupo muito heterogéneo, no qual se incluía a espécie Alioramus altai, recentemente descoberta na Mongólia.

Este predador, com um corpo muito mais esguio que o seu conhecido primo, vivia em locais quentes junto a planícies de alagamento, no final do Cretácico.

Mais pequeno que o T-rex, esta espécie tinha ainda um esqueleto muito leve, uma mandíbula fraca comparativamente aos seus parentes e dentes estreitos assemelhando-se a uma faca de cortar carne.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-31
Palavras com Sentido

Evaporito

Rocha sedimentar que resulta da evaporação da água em meios de pouca profundidade, ficando apenas um depósito salino que dá origem ao evaporito. É constituído por mais de cinquenta por cento de sais que resultam do processo de evaporação.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-30
Alguém o Pensou

However fragmented the world, however intense the national rivalries, it is an inexorable fact that we become more interdependent every day. I believe that national sovereignties will shrink in the face of universal interdependence. The sea, the great unifier, is man's only hope. Now, as never before, the old phrase has a literal meaning: We are all in the same boat.

Jacques Yves Cousteau (1910-1997). Famoso oceanógrafo francês, capitão do navio Calypso, a bordo do qual efectuou numerosos documentários sobre o mar e a vida selvagem marinha. Fundador da Sociedade Cousteau.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-29
O DE do ZM Recomenda

VI Congresso de Ornitologia da SPEA

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), numa iniciativa conjunta com a Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO), está a organizar o VI Congresso de Ornitologia, que terá lugar em Elvas de 5 a 8 de Dezembro.

Esta iniciativa vai juntar mais de 200 pessoas, que irão partilhar conhecimentos na áreas da ornitologia e conservação da natureza. Alguns dos temas principais a ser abordados são a Conservação da Natureza, a Conservação e Gestão de Zonas Húmidas, as Aves Marinhas, a Recuperação de Habitats, entre outros.

Durante o congresso estão previstas comunicações orais e em poster, exposições, saídas de campo, uma mini-feira, entre outras actividades.

Para mais informações consulte a página electrónica do evento.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-28
Um Autor Convidado

Autodestruição da Globalização
António Lima Grilo, Vencedor Nacional da Categoria Sénior das XIII Olimpíadas do Ambiente

Hoje vivemos num T0. Para conhecermos basta queremos. Para encontrarmos basta sair de casa. Pois é: o mesmo planeta que há coisa de 50 anos era enorme e em que era preciso imenso tempo para nos deslocarmos de um local para outro desapareceu. Hoje qualquer distância se faz em pouco tempo. Num dia, que era o tempo de uma viagem norte-sul em Portugal, podemos estar do outro lado do mundo.

A este mundo novo já não chamamos Terra de Vera Cruz, apesar de as potencialidades serem as mesmas. Em escalas diferentes. A este novo mundo chamamos mundo global. Passam a ser possíveis os contactos com todo o mundo por qualquer via e passamos a poder estabelecer contactos com todo o mundo de forma rápida.

A globalização, de que tanto se houve falar, criou uma teia de relações globais tanto no domínio pessoal como social como económico como estatal permitindo um intercâmbio ideológico, intelectual e cultural muitíssimo saudável, na minha opinião.
Esta mesma globalização depende da inteligência do Homem. O que queremos para o futuro global? Temos duas hipóteses: ou o futuro passa pela relação interpessoal (que é um bem aliás escasso) ou passa pelo fim das relações humanas. O mesmo desenvolvimento tecnológico que permitiu a união de pessoas dos 5 continentes mostra já grandes possibilidades de as separar, mesmo as que vivem na mesma cidade. Hoje uma chamada, um SMS ou um e-mail estabelecem contacto privilegiado com seja quem for não se dando valor às relações interpessoais.

Actualmente, para além do problema tecnológico, temos o problema fóssil. Tornando-me mais claro: mesmo que queiramos estabelecer relações interpessoais com os quatro cantos do mundo se não tivermos como nos deslocarmos torna-se claramente mais difícil. Impossível. Se noutros tempos foi o nosso pouco conhecimento que nos levou a optar por um crescimento insustentável agora é a nossa inteligência que nos bloqueia o acesso à sustentabilidade. Não explorámos os recursos da Terra de forma a podermos lucrar sempre deles. Mas agora que sabemos como fazer uma exploração adequada dos recursos que nos restam continuamos sem querer fazer nada.

Sem combustíveis fósseis, e com uma enorme inaptidão para procurar alternativas, caminhamos a passos largos para o fim daquilo que permite que as sociedades e que a sociedade global funcionem.

Estamos a conseguir duas coisas ao mesmo tempo: acabar com as nossas sociedades, e a preparamo-nos para uma "terceira guerra mundial com paus e pedras", e ao mesmo a acabar com a possibilidade da nossa existência tal como a conhecemos.

Cabe-nos a nós, jovens preocupados e atentos alertar os que têm poder de decisão para tomarem as decisões correctas. Cabe-nos a nós, jovens de ciência e conhecimento mostrar por a + b que a sustentabilidade é possível e necessária e com menos custos financeiros, humanos, e de recursos e assim dar aos que decidem os instrumentos da decisão. Cabe-nos a nós, jovens garantir que quando tivermos a decisão nas nossas mãos a tomaremos em consciência de acordo com os valores de uma cidadania ambiental e global consciente.

É o nosso futuro. O tempo é de acção. São nossas as decisões. O que é que queremos?

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Nesta fotografia
estão todos os 300 participantes do London International Youth Science Forum 2009. E a pergunta é : Como é que eu fui lá parar? Eu e o João Vicente (primeira fila na ponta direita). Como é que nós fomos lá parar?

A resposta é igual e simples: Ambos fomos participantes vencedores nacionais das Olimpíadas do Ambiente. O João foi participante em 2006 e este ano membro do Staff do evento. Eu fui participante este ano e posso garantir-vos: é uma experiência absolutamente fantástica – ciência em todas as suas formas, em todas as suas áreas e com os melhores especialistas de todo o mundo! E ainda 300 participantes de 40 países! Foi fabuloso!

Por isso já sabem empenhem-se nas Olimpíadas e serão bem recompensados. Se nós conseguimos, vocês também conseguem!

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-27
Curiosidades da Fauna e Flora

Pradarias

As grandes pradarias que surgiram durante o Período Terciário serviram de fonte de alimento às manadas de mamíferos herbívoros que se alimentavam desta vegetação.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-10-26
Uma Questão de Educação

O Período Terciário terminou com uma...

1. Extinção dos dinossáurios;
2. Idade do gelo;
3. Seca extrema;
4. Colisão de um meteorito.

Resposta à pergunta do dia 2009/10/19:
A Era Cenozóica é também conhecida como a Idade dos Mamíferos, uma vez que foi durante esta Era que os mamíferos se tornaram os animais dominantes ocupando os mais diversos nichos. 

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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