Os cliques de uma visão 'light' Margarida Silva, Organização das Olimpíadas do Ambiente
Há incómodos que se sentem durante anos sem se perceber realmente de onde provêem. Mas às vezes chega um dia... em que acontece um clique e se faz luz. As Olimpíadas do Ambiente têm a sua história solidamente assente num desses cliques. O meu percurso pessoal pelo ensino secundário levou-me a participar nas primeiras Mini-Olimpíadas de Matemática, no longínquo ano de 1980. Cheguei à final e lembro-me de ter obtido um lugar honroso na classificação por equipas (o facto de o meu futuro 'primeiro namorado' estar na mesma equipa tornava toda a experiência particularmente estimulante...). Mas o que realmente me marcou foi a oportunidade de ver pela primeira vez o estudo, a matéria de uma disciplina, de uma perspectiva lúdica - algo que para a época pressenti como verdadeiramente inovador.
Muitos anos passaram depois dessa experiência, e a exploração de uma área científica da biologia afastou-me de tais andanças. Mas à medida que o meu trabalho entrava na órbita ambiental e a necessidade de mobilizar as camadas etárias estudantis para o 'desafio do século' que é a (falta de) sustentabilidade me aparecia como mais cristalina, pressentia uma sombra no pano de fundo do meu cérebro. Não aconteceu nenhum momento catártico - foi até tão natural que parecia coincidência. Mas aos poucos a sombra foi ganhando contornos mais precisos e no clique final tornou-se evidente que era preciso disponibilizar às escolas aquilo em que eu própria gostaria de ter participado - um concurso de ambiente, à imagem e semelhança das Olimpíadas de Matemática.
Menos de um ano depois de regressar de uma temporada prolongada no estrangeiro propus tal tarefa à minha faculdade, a Escola Superior de Biotecnologia da Católica. Com um único patrocinador, e a colaboração de duas almas gémeas, as primeiras Mini-Olimpíadas do Ambiente viram a luz em 1994-95. Depois, como se costuma dizer, 'the rest is history'. O alargamento sucessivo para maximizar os anos escolares e os distritos envolvidos, o vocacionar claro para o público pré-universitário (no primeiro ano os participantes eram universitários da área do ambiente... mas estes já estavam sensibilizados!), a criação de parcerias frutuosas - nomeadamente com a Quercus - permitiram fazer desta a mais abrangente iniciativa de educação ambiental em Portugal.
Porque sem sonhar o mundo não pula nem avança, tentarei aqui tal exercício. Num mundo perfeito as Olimpíadas do Ambiente não teriam de passar por sobressaltos financeiros anuais, em que a falta crónica de financiamentos impede um planeamento de longo prazo. Essas mesmas razões levaram ao abandono das Olimpíadas Lusófonas de Ambiente, que durante dois anos permitiram juntar os finalistas portugueses e angolanos, e impediram a colaboração com as Olimpíadas Brasileiras de Ambiente. A diversificação dos tipos de temas e trabalhos desenvolvidos pelos 'olímpicos' é outro dos desafios, por forma a tornar a iniciativa mais inclusiva e multicultural. Claro que, ouro sobre azul seria o surgimento de mais professores voluntários - uma das melhores formas de alargar pensamento e realidades focadas. Naturalmente nada impede que se criem 'pré-olimpíadas' para os mais pequenos: do segundo ciclo e até, porque não, do primeiro - criatividade terá de ser o mote para este abarcar de mundos próprios. Mas as escolas não esgotam os interesses. Porque não uns jogos florais do ambiente à escala do concelho ou freguesia? Porque não um cruzadex ambiental, ou um encontro de policiários verdes? Será demasiado utópico falar de um concurso na TV?
Não tentei reduzir a problemática ambiental ao mero evento competitivo. Mas todos sentimos que as más notícias e ameaças associadas à realidade ambiental do planeta podem ser demasiado avassaladoras para muitos. Haveria mais sorte numa versão 'light' que preparasse o terreno e a motivação? Quem quer experimentar?
Um estudo recente revelou que as fêmeas de rato preferem companheiros com maior sucesso reprodutor! As fêmeas parecem apreciar machos que transportem o odor de outras fêmeas.
Durante o estudo, as fêmeas, quando expostas ao odor de um macho solitário ou ao odor combinado de um macho e de uma fêmea, escolhem consecutivamente este último!
Esta influência na escolha de companheiros reprodutores era já conhecida entre aves e peixes, mas agora o estudo revelou um comportamento semelhante em mamíferos.
De que forma a víbora Bitis peringueyi, uma espécie que habita o deserto da Namíbia, atrai as presas de que se alimenta?
1. Permanece imóvel e camuflada, agitando apenas a ponta da cauda 2. Emite sons com a língua 3. Altera o seu padrão de cor 4. Rodeia as presas com o seu corpo
Resposta à pergunta do dia 18/09/2006: Este símbolo significa que o produtor pagou uma contribuição para o tratamento em fim de vida da embalagem. Isto não significa que a embalagem será automaticamente enviada para reciclagem ou até que seja reciclável!
Cientista Português investiga espécies marinhas raras do Oceano Antárctico
Um estudo conduzido, no Oceano Antárctico, por um cientista português, revela que é possível estimar a distribuição de espécies raras usando modelos matemáticos aplicados a dados de rastreio, conseguidos através da monitorização via satélite dos seus predadores.
Do estudo resultou um artigo científico publicado recentemente no jornal científico Ecography, um dos mais cotados internacionalmente em Ecologia, intitulado Determining prey distribution patterns from stomach-contents of satellite-tracked high-predators of the Southern Ocean.
Desde sempre, numerosos predadores como baleias, pinguins e focas perseguem espécies que raramente são capturadas por redes. Assim, e até recentemente, não era possível estimar onde os predadores as capturavam, havendo um desconhecimento total sobre a vida de um grande número de espécies de peixe, lulas e crustáceos.
Segundo o autor deste estudo, José Xavier, "o artigo é revolucionário pois é o primeiro que avalia criticamente como se estima a distribuição a larga escala de espécies marinhas usando dados de rastreio dos seus predadores. Ou seja, no futuro, todas as investigações nesta área terão como base este estudo."
É um crocodilo de grandes dimensões; os adultos, em média, exibem um comprimento de 5 metros, embora já tenham sido observados indivíduos com um comprimento total de 6 metros! Podem igualmente alcançar pesos na ordem dos 900 kg.
Sendo animais de sangue frio, regulam a temperatura corporal expondo-se ao sol durante a manhã, preferindo a sombra durante a tarde e passando a noite submersos.
Os crocodilos-do-Nilo comem de tudo! Os juvenis alimentam-se de pequenos invertebrados aquáticos, capturando progressivamente presas maiores. São predadores engenhosos, que já foram observados a encurralar cardumes de peixes com a cauda, tornando-os uma presa fácil. Os adultos são capazes de predar grandes vertebrados como antílopes, búfalos e hipopótamos, capturando-os com as poderosas mandíbulas e afogando-os na água, despendendo assim um mínimo de energia.
Os crocodilos possuem os cérebros mais desenvolvidos de todos os répteis.
No selvagem vivem cerca de 45 anos; no entanto, sob cuidados humanos já alcançaram 80 anos.
Durante anos foram capturados para satisfazer o mercado das peles, para o fabrico de sapatos, malas e cintos.
Apesar da sua vasta distribuição, o seu efectivo populacional tem vindo a sofrer um decréscimo acentuado em alguns países, maioritariamente devido às alterações de habitat, à caça e competição com outros animais. Segundo a IUCN a espécie está classificada como "Risco Reduzido", estando apenas ameaçada de extinção em algumas partes da sua distribuição.
Nothing is more priceless and more worthy of preservation than the rich array of animal life with which our country has been blessed.
Richard M. Nixon (1969-1974). 37º Presidente dos Estados Unidos da América. discurso durante a assinatura do "Endangered Species Act", em 28 de Dezembro de 1973.
No dia 22 de Setembro comemora-se mais um Dia Europeu Sem Carros, uma iniciativa que teve início em França, em 1998, e que foi adoptada pela União Europeia em 2000.
Tem como objectivos sensibilizar a população para uma utilização de transportes alternativos em detrimento do uso do automóvel, uma vivência da cidade/vila de modo diferente e ainda demonstrar que menos carros em zonas urbanas é sinónimo de maior qualidade de vida.
Colabore com a qualidade do ambiente e entregue-se a uma nova experiência!
APECE – Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios
É uma associação sem fins lucrativos fundada em 1997, por um grupo de jovens biólogos, com o intuito de divulgar informação e promover a investigação em elasmobrânquios, um grupo bem representado na costa portuguesa pelos tubarões e afins, mas sobre o qual existem poucos estudos.
No site desta associação poderá conhecer um pouco mais estes habitantes dos mares e manter-se a par das actividades promovidas pela associação e os seus projectos de conservação. A APECE edita periodicamente uma publicação online – Elasmoinfo – um jornal recentemente remodelado, que aborda vários assuntos da área.
A APECE é também a representante oficial do nosso país da European Elasmobranch Association, uma associação que tem como objectivo a promoção de políticas de maneio e conservação e coordenar as várias associações nos diversos Estados Europeus.
"O amor é a força mais abstracta e também a mais poderosa que há no mundo" (M. Ghandi) Isabel Cunha Soares, Educadora Ambiental
Desde que iniciei o meu trabalho na área da Educação Ambiental que ouço dizer que o amor é fundamental. O educador necessita de amor para conseguir traduzir aos seus educandos toda a informação que a ciência vai descobrindo, e amor para persistir, porque é um trabalho em que raramente se vêem os resultados e que muito dificilmente podem ser mesurados. Amor para não desistir. Como tão bem sabemos, são inúmeros os obstáculos que temos que transpor para não deixar morrer a Educação Ambiental. É o amor pelo ambiente que tanto educador como educando têm de sentir. Sem amor não há cuidado e não existirá aquilo que os educadores tanto ambicionam: mudança de comportamentos e de atitudes.
Leonardo Boff afirma que: "tudo começa com o sentimento, é o sentimento que nos faz sensíveis ao que está à nossa volta, que nos faz gostar ou desgostar, é o sentimento que nos une às coisas e nos envolve com as pessoas (…) somente aquilo que passou por uma emoção, que evocou um sentimento profundo e provocou cuidado em nós, deixa marcas indeléveis e permanece definitivamente."
Não posso deixar de concordar com o que foi dito. No entanto, somos, muitas vezes, levados a esquecer todos estes princípios e prioridades, quando deixamos de ter tempo para desenvolver e viver esse amor. Muitas vezes as nossas actividades, por falta de tempo, assemelham-se às novas tecnologias, que permitem que com um simples clique, cheguemos a toda a gente ao mesmo tempo. A semente leva tempo a morrer; só depois nascerá a planta.
Precisamos de adoptar de novo a filosofia de Aristóteles, o peripatetismo, que consistia em ensinar enquanto se caminhava, com tempo, com generosidade e com abnegação. Há quem considere que esta terá sido a primeira escola de sempre. É de tempo que os relacionamentos mais precisam, e criar amor e cuidado pelo ambiente é criar uma nova esfera de relação, é ensinar, enquanto caminhamos, como nos relacionarmos, como restaurar os laços quebrados pela indiferença, pela falta de conhecimento, pela distanciação.
A Educação Ambiental é fundamentalmente uma missão de amor, uma restauração de relacionamentos, não se trata apenas de "mostrar da vida" consiste também em saborear a vida. Partilha-se a informação e partilha-se o ânimo e o alento. A Educação Ambiental não serve apenas para o formar de novas consciências, serve também para facultar novas vivências, onde o tempo que gastamos é essencial.
Possamos voltar à primeira escola, ensinando enquanto caminhamos, com tempo e amor e que a nossa missão nos leve a não desistir e que a nossa ambição seja sempre, sermos sempre melhores num mundo melhor.
Se nos perguntarmos qual o maior ser vivo da Terra, facilmente nos lembramos de um elefante, ou talvez, procurando um pouco melhor, uma baleia. Estará correcto se nos restringirmos apenas ao Reino Animalia, grupo que engloba todos os animais. Efectivamente, a baleia-azul (Balaenoptera musculus) é considerado o maior animal vivo, podendo atingir cerca de 30 metros de comprimento e pesar 140 toneladas.
No entanto, a designação de ser vivo corresponde a um Ser que possui vida, ou seja, que possui um património genético e que se alimenta, cresce e se reproduz. Neste contexto, não nos podemos esquecer de considerar outras formas de vida como as pertencentes ao Reino Plantae, que engloba, como o nome diz, todas plantas. Assim, quantas árvores não vimos já, que são tão grandes que nos sentimos pequenos ao seu lado?
Pois, segundo alguns autores e não considerando colónias geneticamente idênticas ou organismos resultantes da propagação vegetativa em massa, o maior ser vivo (individual) actualmente existente no planeta é, afinal, uma árvore, a sequoia-gigante (Sequoiadendron giganteum), pertencente à Famíla Cupressaceae, e que mede cerca de 80 metros de altura e apresenta um diâmetro de tronco de 5 a 7 metros!
Além desta majestosa envergadura, apresenta também uma outra singularidade – a árvore mais antiga tem cerca de 3200 anos.
O que significa o ponto verde ilustrado na maior parte das embalagens?
1. A embalagem é reciclável 2. A embalagem é feita de materiais pelo menos 80% recicláveis 3. O produtor da embalagem pagou uma contribuição para a sua eliminação em fim de vida 4. O conteúdo da embalagem encontra-se dentro do prazo
Resposta à pergunta do dia 11/09/2006: Os sapos e as rãs são anfíbios sem cauda, pertencendo à Ordem Anura (anfíbios sem cauda). Ainda na Classe Amphibia podemos encontrar ainda mais duas Ordens: Caudata e Gymnophiona.