Se nos perguntarmos qual o maior ser vivo da Terra, facilmente nos lembramos de um elefante, ou talvez, procurando um pouco melhor, uma baleia. Estará correcto se nos restringirmos apenas ao Reino Animalia, grupo que engloba todos os animais. Efectivamente, a baleia-azul (Balaenoptera musculus) é considerado o maior animal vivo, podendo atingir cerca de 30 metros de comprimento e pesar 140 toneladas.
No entanto, a designação de ser vivo corresponde a um Ser que possui vida, ou seja, que possui um património genético e que se alimenta, cresce e se reproduz. Neste contexto, não nos podemos esquecer de considerar outras formas de vida como as pertencentes ao Reino Plantae, que engloba, como o nome diz, todas plantas. Assim, quantas árvores não vimos já, que são tão grandes que nos sentimos pequenos ao seu lado?
Pois, segundo alguns autores e não considerando colónias geneticamente idênticas ou organismos resultantes da propagação vegetativa em massa, o maior ser vivo (individual) actualmente existente no planeta é, afinal, uma árvore, a sequoia-gigante (Sequoiadendron giganteum), pertencente à Famíla Cupressaceae, e que mede cerca de 80 metros de altura e apresenta um diâmetro de tronco de 5 a 7 metros!
Além desta majestosa envergadura, apresenta também uma outra singularidade – a árvore mais antiga tem cerca de 3200 anos.
O que significa o ponto verde ilustrado na maior parte das embalagens?
1. A embalagem é reciclável 2. A embalagem é feita de materiais pelo menos 80% recicláveis 3. O produtor da embalagem pagou uma contribuição para a sua eliminação em fim de vida 4. O conteúdo da embalagem encontra-se dentro do prazo
Resposta à pergunta do dia 11/09/2006: Os sapos e as rãs são anfíbios sem cauda, pertencendo à Ordem Anura (anfíbios sem cauda). Ainda na Classe Amphibia podemos encontrar ainda mais duas Ordens: Caudata e Gymnophiona.
No passado mês de Maio, 34 indivíduos da espécie criticamente ameaçada Mauremys annamensis, um cágado vietnamita, retornaram ao seu país nativo, após serem recolhidas - 2 adultos e 32 juvenis nascidos sob cuidados humanos em Hong-Kong.
Regressadas agora à Kadoorie Farm and Botanic Garden, uma fundação privada que recolhe e reabilita espécies selvagens, aguardam pela reintrodução no seu local de origem, o Vietname central.
O Vietname é reconhecido como um dos hotspots de biodiversidade de quelónios, sendo o habitat de 25 espécies nativas de cágados e tartarugas de água doce. A espécie Mauremys annamensis é um desses casos, não sendo encontrada em nenhum outro local no Mundo. A partir da ultima vez que foi avistada no selvagem, em 1931, tornou-se rara, como resultado de um comércio não sustentado e da perda do seu habitat, substituído hoje pela agricultura.
Nascido por volta do ano 290 a.D., Pappus de Alexandria foi o último dos grandes matemáticos gregos da antiguidade. Notabilizou-se também, embora com menor destaque, na geografia e na engenharia.
Natural de Alexandria, Egipto, outrora território grego, foi autor de vários trabalhos na área da matemática, sendo a obra Synagoge ou The Collection, traduzido para português como "A Colecção", a mais emblemática e completa da sua carreira. Este trabalho, composto por um compêndio de matemática com oito volumes, abordou tópicos como geometria, matemática recreativa ou mecânica. Foi o primeiro a definir o conceito de centro de gravidade.
Embora pouco esteja descrito acerca da sua vida, julgando pelo seu legado de obras, ele terá sido um distinto professor de matemática.
"A água é a coisa mais preciosa à manutenção da vida, mas é fácil adulterá-la (...) Por essa razão, necessita de uma lei que venha em seu socorro. Eis a lei que proponho: Quem quer que seja que tenha adulterado a água (...) para além da reparação do prejuízo, terá de limpar a fonte..."
Platão (428-348 a. C.). Filósofo e matemático grego, autor de mais de trinta obras, entre elas a conhecida "Alegoria da Caverna". Discípulo de Socrates, fundador da Academia de Atenas e mestre de Aristóteles.
Volvidos 12 anos da sua primeira primeira edição, eis que estão aí novamente as Olimpíadas do Ambiente. Organizadas pela Quercus, pela Escola Superior de Biotecnologia e pelo Grupo de Estudos Ambientais da Universidade Católica Portuguesa, e com a colaboração do Zoomarine como parceiro, as XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos estudantes do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário de todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
As OA incluem duas eliminatórias locais e uma final nacional. As grandes áreas temáticas abordadas no decorrer destas Olimpíadas são: Conservação da Natureza; Recursos naturais; Poluição; Estilos de vida; Ameaças globais; Política ambiental; Realidade portuguesa.
Este ano, o Zoomarine será o palco da final nacional, a realizar em Maio de 2007.
Para informações mais pormenorizadas e contactos, consultar a página electrónica das OA.
Acções de Formação promovidas pelo IA – Instituto do Ambiente
Durante o próximo mês de Outubro, o Instituto do Ambiente organiza três cursos que terão lugar nas suas instalações, na Amadora.
Os 3 cursos são: "Amostragem de Águas" - 09 a 13 de Outubro; "Introdução à Ecotoxicologia" - 16 a 20 de Outubro; "Monitorização do Ruído Ambiente" - 24 a 25 de Outubro.
Para obter mais informações sobre objectivos, programa e formadores poderá consultar a página web referente a estas acções.
MarineBio
MarineBio é uma organização constituída por voluntários das mais diversas áreas científicas como biólogos marinhos, estudantes universitários, professores e técnicos de conservação, que pretendem partilhar informação acerca das curiosidades dos oceanos, divulgando projectos educativos, de investigação e conservação.
Explore as várias secções deste website e participe na educação e conservação deste magnífico mundo marinho que ainda muito tem para desvendar! Conheça a biodiversidade, os projectos e as acções de conservação.
A febre das Olimpíadas do Ambiente Fátima Teixeira, consultora das XII Olimpíadas do Ambiente
Existe algo de contagiante e febril nas Olimpíadas do Ambiente, quer para quem organiza, quer para quem participa, porque surge sempre o desejo íntimo de na vez seguinte chegar à Final Nacional. A verdade é que são muitos os participantes que voltam a concorrer, sendo a Final quase um reencontro de velhos amigos, mas também com novas e bem vindas participações.
É esse mesmo contágio que se nos cola ao corpo, tolda-nos o espírito e manipula a vontade, quando damos por nós a voltar a organizar este concurso, original a todos os níveis. Nessa altura esquecemos rapidamente todas as noitadas, os fins de semanas perdidos, as horas intermináveis do dia... e por vezes (demasiadas vezes!) também da noite gastos a preparar as provas, a corrigir os testes, a tentar contactar as escolas, a responder e esclarecer os professores coordenadores, e ainda na tarefa inglória, mas imprescindível de angariar financiadores de tal empreitada, levada a cabo em tantas escolas e com tantos participantes (400 escolas e 30.000 participantes na edição de 2005/2006).
Qualquer pessoa no seu juízo perfeito (mas o que é o "juízo perfeito" afinal de contas?) perguntaria porquê tamanha dedicação, tanto esforço, quanta energia despendida? A resposta quase dissimulada, quase secreta, quase inexplicável para quem está de fora, vem nos questionários anónimos que os jovens finalistas preenchem no final do concurso, nas mensagens de alento e de satisfação por parte dos professores coordenadores, nos bons resultados dos participantes, mesmo quando as provas não são fáceis ou acessíveis ao nível médio escolar português, está estampada nos rostos de satisfação e alegria dos finalistas, está também nas dificuldades para conseguir trazer alunos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, mas também das zonas deprimidas social e economicamente do continente, como por exemplo Bragança, Vila Real, Évora, Beja, Castelo Branco, Guarda.
A resposta está também em todas as reclamações, queixas, desapontamentos, que recebemos quando a publicação dos resultados se atrasa, quando o teste foi difícil demais, ou ainda quando, porque errar é humano, apesar de querermos muitas vezes ser super-humanos, a prova contém erros, o que leva a trabalhos acrescidos de ambas as partes. E é por querermos sempre fazer melhor e aperfeiçoar o concurso que, todos os anos mergulhamos, sem reflectir nas consequências, ou esquecendo o que está por trás, na organização de mais uma edição das Olimpíadas do Ambiente.
No entanto, o desafio de levar uma proposta diferente ao universo escolar, que traga mais Sustentabilidade Ambiental, que estimule os espíritos curiosos e inquisitivos dos nossos jovens e que, ao mesmo tempo seja divertido e desafiador, é para nós uma grande satisfação e motivação que tem dados os seus frutos ao longo destes 11 anos. As Olimpíadas do Ambiente orgulham-se de ser uma das raras iniciativas de Educação Ambiental em Portugal com tão numerosa participação, com propostas originais na aprendizagem de conteúdos sobre a temática ambiental e ainda pela continuidade que tem tido apesar das enormes dificuldades, sobretudo financeiras, que estas iniciativas sempre têm de enfrentar no panorama português.
O balanço final é muito positivo, porque os grandes heróis deste concurso não são os seus organizadores, nem os seus colaboradores, embora estes tenham um papel determinante. Os grandes heróis são todos os alunos participantes nas Olimpíadas do Ambiente, e todos os professores coordenadores que, abnegadamente acrescentam mais horas de trabalho às suas já preenchidas actividades escolares, por vezes sem reconhecimento ou apoio de colegas ou superiores, sem outro interesse que não seja o de proporcionarem aos seus alunos uma oportunidade de aprenderem mais sobre o Ambiente e, no fundo, são eles que permitem que a semente de maior respeito pelo planeta germine nos grandes corações daquelas pequenas pessoas em formação. Estes são os verdadeiros heróis!
Mas afinal tantos superlativos para quê, se as Olimpíadas do Ambiente são o máximo? Só quem nunca participou não sabe o que perde...
É um facto popularmente conhecido que a lagosta (Ordem Decapoda) muda a sua coloração quando sujeita ao processo de cozedura.
A lagosta, no seu meio natural, apresenta uma coloração entre o azul e o preto.
A cor da lagosta é devida a um pigmento denominado "astaxanthin", que está ligado a uma proteína – a "crustacyanin".
Os pigmentos vermelhos absorvem as cores verde e azul do espectro e reflectem a vermelha. Quando o "astaxanthin" é incorporado na proteína "crustacyanin", a sua absorção traduz-se no espectro em comprimentos de onda mais extensos (os vermelhos). Deste modo, toda a luz visível é absorvida, pelo que o pigmento resultante aparenta ser preto.
Durante o processo de cozedura, esta proteína desenrola-se e desliga-se do pigmento que, sendo naturalmente de cor vermelha, confere a coloração ao animal.
1. à Ordem Anura 2. ao grupo de animais com sangue quente 3. aos animais invertebrados 4. à Classe Reptilia
Resposta à pergunta do dia 04/09/2006: O leão-marinho-californiano possui 9 pares de dentes na mandíbula superior e 8 pares na mandíbula inferior. A sua alimentação é essencialmente carnívora, tendo uma dentição diferenciada em incisivos, caninos e pós-caninos (devido à fraca diferença entre molares e pré-molares).
Nos últimos 50 anos, 90% dos grandes predadores dos oceanos (atum, espadim, bacalhau, etc) foram capturados pelas frotas industriais mundiais.
E a Europa foi também gravemente afectada. Por exemplo, a maior parte dos recursos europeus de bacalhau diminuiu de forma significativa desde 1980 e considera-se que muitos desses recursos correm actualmente um sério risco de extinção.
Se estas espécies desaparecerem, um elo completo da cadeia alimentar será quebrado, provocando um desastre ecológico massivo.
Todos podemos colaborar consumindo apenas espécies de peixe não afectados por este desgaste dos stocks ou, como alternativa, peixe proveniente de pescas organizadas de forma sustentável.