É um facto popularmente conhecido que a lagosta (Ordem Decapoda) muda a sua coloração quando sujeita ao processo de cozedura.
A lagosta, no seu meio natural, apresenta uma coloração entre o azul e o preto.
A cor da lagosta é devida a um pigmento denominado "astaxanthin", que está ligado a uma proteína – a "crustacyanin".
Os pigmentos vermelhos absorvem as cores verde e azul do espectro e reflectem a vermelha. Quando o "astaxanthin" é incorporado na proteína "crustacyanin", a sua absorção traduz-se no espectro em comprimentos de onda mais extensos (os vermelhos). Deste modo, toda a luz visível é absorvida, pelo que o pigmento resultante aparenta ser preto.
Durante o processo de cozedura, esta proteína desenrola-se e desliga-se do pigmento que, sendo naturalmente de cor vermelha, confere a coloração ao animal.
1. à Ordem Anura 2. ao grupo de animais com sangue quente 3. aos animais invertebrados 4. à Classe Reptilia
Resposta à pergunta do dia 04/09/2006: O leão-marinho-californiano possui 9 pares de dentes na mandíbula superior e 8 pares na mandíbula inferior. A sua alimentação é essencialmente carnívora, tendo uma dentição diferenciada em incisivos, caninos e pós-caninos (devido à fraca diferença entre molares e pré-molares).
Nos últimos 50 anos, 90% dos grandes predadores dos oceanos (atum, espadim, bacalhau, etc) foram capturados pelas frotas industriais mundiais.
E a Europa foi também gravemente afectada. Por exemplo, a maior parte dos recursos europeus de bacalhau diminuiu de forma significativa desde 1980 e considera-se que muitos desses recursos correm actualmente um sério risco de extinção.
Se estas espécies desaparecerem, um elo completo da cadeia alimentar será quebrado, provocando um desastre ecológico massivo.
Todos podemos colaborar consumindo apenas espécies de peixe não afectados por este desgaste dos stocks ou, como alternativa, peixe proveniente de pescas organizadas de forma sustentável.
Com distribuição ibérica muito restrita (Algarve e região Sul da Andaluzia, Espanha), o camaleão (Chamaeleo chamaeleon) é actualmente aceite como pertencente à fauna portuguesa, embora tenha sido uma espécie introduzida do Norte de África há algumas décadas. A sua distribuição actual passa pelo Norte de África, Médio Oriente, Península Arábica e Sul da Península Ibérica.
Este réptil arborícola, de comprimento total médio de 26 cm, é essencialmente conhecido pela sua capacidade de mudar cores e padrões corporais, consoante o ambiente a que está exposto. Este fenómeno de camuflagem, permite a esta espécie, à semelhança de outras como polvos ou chocos, mimetizar-se com o ambiente, ao ponto de passar completamente desapercebido pelos seus predadores e presas.
Vive em zonas costeiras, sendo os seus principais períodos de actividade as manhãs e os fins de tarde. Apresenta um período de menor actividade entre os meses de Dezembro e Março, não sendo invulgar permanecer enterrado junto às raízes de arbustos. Alimenta-se sobretudo de insectos voadores.
Apresenta um dimorfismo sexual pouco acentuado, e o período de reprodução decorre normalmente entre Julho e Outubro. As fêmeas fecundadas depositam entre 8 a 29 ovos, em túneis escavados no solo, pelo mês de Outubro.
A intensa procura para fins comerciais tem reduzido grandemente o seu efectivo na área da colonização inicial. Segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados, em Portugal esta espécie tem actualmente o estatuto de "Pouco Preocupante".
No próximo dia 16 de Setembro, na Charneca da Caparica, irá realizar-se mais um curso "Faça o seu próprio Biodiesel!". A realização do curso estará a cargo da empresa Troque de Energia.
Os formandos aprenderão a fazer o seu próprio Biodiesel, a partir de óleo alimentar usado, uma alternativa já comercializada em alguns países, como a Alemanha.
A Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, organiza o "Ecowood 2006 – II International Conference on Environmentally Compatible Forest Products", de 20 a 22 de Setembro.
Esta é uma oportunidade para dar a conhecer as pesquisas e investigações recentes na área de produtos de madeira com baixo impacto ambiental (as chamadas tecnologias limpas). Esta conferência junta empresários e cientistas, num disseminar de informações e experiências que visam contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Esta sociedade conta com 340 mil membros internacionais e está firmemente implantada como a mais notável instituição na ciência e prática da produção de plantas.
A sua missão consiste em recolher todas as informações respeitantes ao cultivo de flores e tratamento de todas as plantas e árvores.
A sua investigação cobre temas como a nomenclatura dos espécimes ou o aquecimento global e seus efeitos, bem como alerta para as principais ameaças que as espécies não-nativas acarretam para o ambiente, entre outros de igual interesse ambiental.
A actividade turística de observação de cetáceos – exemplos de gestão Rui Prieto e Sara Magalhães, biólogos marinhos
Os mamíferos marinhos são um grupo muito emblemático que, nas últimas décadas, tem despertado um interesse cada vez maior por parte das populações. Fruto desta atenção, e registada pela primeira vez na costa da Califórnia em 1955, a observação turística de cetáceos (mundialmente conhecida como "whale watching") tem evoluído de uma forma muitíssimo rápida em todo o mundo. Esta actividade é hoje praticada em pelo menos 87 países e territórios e estima-se que, anualmente, atrai mais de 9 milhões de turistas e produz mais de mil milhões de dólares.
Os benefícios que advêm da observação turística de cetáceos não são só socio-económicos mas, também, ao nível da conservação das espécies. Esta actividade tem sido promovida com o objectivo de garantir a protecção das populações de cetáceos, através da sensibilização do público e da implementação de incentivos económicos para proteger as populações e os seus habitats, embora a sua base possa ser de índole puramente cultural ou turística. Por outro lado, sendo uma forma de exploração de recursos vivos que não é letal, multiplica o valor intrínseco de cada animal e, mesmo quando visto por um prisma puramente comercial, promove a conservação do recurso (neste caso os cetáceos).
Mas é também possível que o rápido crescimento desta actividade venha a oferecer novos perigos para populações de cetáceos. Algumas ainda se encontram em recuperação da outrora difundida caça à baleia e outras enfrentam hoje ameaças graves como a poluição marinha e a degradação do seu habitat, a captura acidental em artes de pesca e a competição por recursos com o Homem.
Como resposta à presença humana, os cetáceos tanto podem alterar o seu comportamento e/ou fisiologia, a curto ou a longo prazo, como simplesmente podem habituar-se ou ignorar essa presença. Infelizmente, devido à dificuldade intrínseca de estudar estes animais aquáticos e aos seus longos ciclos de vida, os reflexos a nível populacional dessas alterações podem levar décadas a ser notados. Isto significa que uma actividade humana pode parecer não ter impacto na conservação das populações quando, na realidade, pode estar a causar efeitos populacionais negativos. Devido a essa incerteza adoptou-se, em muitas partes do mundo, um princípio de precaução pelo qual, na incerteza dos resultados da actividade de observação sobre as populações de cetáceos, se tenta minimizar os impactos mesmo sem ter dados que confirmem que estes impactos são negativos.
Com o fim da tradicional caça à baleia em 1987, esta actividade iniciou-se nos Açores em 1991, principalmente dirigida ao cachalote. A actividade tem crescido a um ritmo contínuo e é agora efectuada em todos os grupos de ilhas do arquipélago. Hoje, outras espécies são visadas além do cachalote, incluindo baleias de barbas, diversas espécies de golfinhos e, inclusive, as pouco conhecidas baleias de bico.
O Governo Regional dos Açores, à semelhança de outros locais no mundo, assistindo ao rápido crescimento da actividade, iniciou um processo de gestão da mesma. Só preservando as espécies observadas e o seu meio ambiente se poderão também proteger os interesses económicos das comunidades que deles dependem, uma vez que estão inter-dependentes. Com base noutros exemplos a nível mundial, nalguns estudos efectuados pela Universidade dos Açores, e através de uma auscultação às próprias empresas turísticas, foi publicada em 1999 a legislação regional da actividade, que veio a sofrer algumas alterações em 2003 (DLR 10/2003/A de 22 de Março).
Também no território continental português, a actividade tem vindo a desenvolver-se e, embora tenha começado muito mais tarde e, por isso, ainda seja menor do que nos Açores, tem potencial para se tornar numa actividade turística importante. Também aqui o Governo tentou adiantar-se ao crescimento da actividade e este ano foi publicada a legislação para actividade (DL 9/2006 de 6 de Janeiro).
Esta aposta na regulamentação atempada da actividade é muito positiva pois permite impor regras que garantam a sua sustentabilidade antes de haver interesses já instalados que tornem difícil o seu controle. Mas não é suficiente somente legislar. A regulamentação deve ser acompanhada de uma fiscalização eficiente e de formação dos operadores para garantir o cumprimento das regras e uma boa qualidade da actividade.
Por outro lado, a legislação deve ser dinâmica, no sentido de acompanhar as necessidades impostas por alterações da actividade, dos estados de conservação dos animais e de novo conhecimento técnico-científico. Uma vez que foram criadas sob o princípio da precaução e com poucos dados científicos disponíveis, deve ser dada prioridade a trabalhos científicos que verifiquem a validade das regras impostas e permitam melhorar as leis para ir de encontro aos interesses de conservação e de desenvolvimento social e económico de uma forma equilibrada.
Uma equipa de cientistas britânicos afirmou recentemente que a mosca (Musca domestica) é perita na arte de voar! Ela consegue dar 6 voltas por segundo, pairar, voar para cima, para baixo e para trás, dar saltos mortais, pousar no tecto e ainda muitas outras proezas. E tudo isto com um cérebro mais pequeno que uma semente de sésamo!
Mas as moscas da família Syrphidae (moscas-planadoras) são as campeãs na arte de voar. Estas conseguem pairar sobre um ponto, deslocar-se a grande velocidade para outro e regressar exactamente ao ponto de partida, evitando colisões.
Para já, apurou-se que certos padrões são controlados por sinais visuais e por órgãos de equilíbrio – balanceiros ou halteres – que os insectos possuem no tórax. Apesar de possuírem apenas uma dezena de músculos que facilitam as manobras aéreas, estes estão repletos de sensores. Além dos olhos compostos, que permitem uma visão panorâmica e detectam movimento, possuem pêlos e antenas sensíveis ao vento. Possuem também 3 sensores à luz, os ocelos, que facilitam o posicionamento. E dois terços de todo o seu sistema nervoso processam imagens visuais!
1. 9 pares de dentes; 2. 5 pares de dentes; 3. 7 pares de dentes; 4. 3 pares de dentes.
Resposta à pergunta do dia 28/08/2006: Os peixes cartilagíneos possuem os três sistemas reprodutivos, diferindo de espécie para espécie. O grupo dos seláceos (tubarões) têm a particularidade de apresentarem estas três estratégias reprodutoras (oviviparidade, viviparidade e ovoviviparidade).
De acordo com um relatório do World Wildlife Fund (WWF), divulgado em Genebra no passado dia 13 de Julho, Portugal é o país mediterrânico que consome um maior volume de água, cerca de 1.212 metros cúbicos por habitante anualmente.
Entre os países mais "consumistas", o segundo lugar pertence à Espanha (870 m3/hab/ano), seguida de Itália (772 m cub/hab/ano), Grécia (708m cub /hab/ano), França (667 m cub/hab/ano) e Turquia (534 m cub/hab/ano).
Segundo este estudo, a cultura de regadio, praticada pelos países mediterrânicos, é a principal responsável pela falta de água, absorvendo cerca de 65% da água consumida nestes locais. No entanto, a severa falta de água que se tem verificado nos últimos anos, com uma diminuição da pluviosidade em 50% nos últimos 20 anos, tem causado estragos nas culturas agrícolas. No caso português, ocorreu uma perda de 60% da produção de trigo e 80% de milho, só no Verão de 2005, devido à escassez deste precioso recurso.
Para combater este problema, e que tende a agravar, a WWF sugere um maior envolvimento das autoridades locais e nacionais, com uma forte regulamentação do uso da água.