Fóssil de um organismo que foi específico de um determinado ambiente e que viveu durante um intervalo de tempo limitado. Assim, a sua ocorrência indica quais as características do ambiente em que viveu na altura da formação da rocha onde está incorporado.
Este é o nome da obra que resultou do trabalho de recolha de testemunhos de Joana Canejo Rodrigues, que desenvolveu um projecto de etnobotânica nos concelhos de Aljezur, Lagos e Vila do Bispo, no Algarve.
Aqui o leitor ficará a saber que a erva-de-São-Roberto é utilizada em chá para o estômago e para purificar o sangue e, também, que a cozedura do estevão serve para combater a queda de cabelo... E que o louro, em chá, poderá aliviar a ressaca...
Um repositório de saberes tradicionais que merece a sua atenção!
E no final... é ela que decide! Rita Lopes, educadora ambiental
No reino animal, os machos cantam, dançam, exibem-se, lutam com os seus rivais, constroem ninhos e presenteiam as fêmeas com presas. Pode-se dizer que tudo fazem para agradar às fêmeas. Provavelmente o leitor pode achar esta ideia disparatada, mas... veja alguns exemplos e surpreenda-se!
O nariz de um leão macho sente quando a fêmea está no cio e, portanto, mais receptiva, pois as suas glândulas anais libertam feromonas que tratam de anunciar a sua disponibilidade sexual. Começa então um espectáculo de rugidos e danças... mas a leoa deixa-se apenas impressionar pelos machos mais audazes e possuidores de jubas mais ostentosas, acasalando com mais do que um parceiro para garantir os melhores genes para a descendência.
Vejamos o caso de algumas aves... Em certas espécies os machos constroem verdadeiros ninhos, os futuros “lares” das fêmeas e suas crias. Há alguns que se esmeram verdadeiramente, coleccionando objectos coloridos como vidros, anilhas de metal, ossos e outros plásticos coloridos que dispõem com detalhe e requinte sobre um amontoado de palha... restando-lhes esperar que tenham feito um bom abrigo e com isso conquistem o maior prémio – uma fêmea que os escolha como parceiro. Na maioria das aves, um macho não é capaz de forçar uma fêmea a acasalar. Precisa de conceber uma belíssima construção, uma canção e uma dança que as impressione! A fêmea limita-se a estudar os machos, escolhe um e, se ficar satisfeita, volta a acasalar com o mesmo no ano seguinte.
Mas há fêmeas que fazem a sua escolha recair sobre os machos mais persistentes (os verdadeiros “chatos” que não as largam) e, como tal, os mais saudáveis... Receptivas apenas durante algumas horas, as lebres-europeias (Lepus europaeus) quase levantam voo, esquivando-se aos machos mais ansiosos.
Na época reprodutora, os machos de Physalaemus pustulosus, uma espécie de rã originária do Panamá, reúnem-se em charcos para emitir um chamamento dividido em duas partes: um som semelhante a um cacarejar e um gemido mais agudo. As fêmeas ouvem-nos e dirigem-se aos escolhidos. Então, o macho trepa para o dorso da fêmea e esta leva-o consigo, para que fertilize os ovos que depositará. Segundo estudos efectuados pelo investigador Michael Ryan, a primeira parte do chamamento identifica a espécie; já o cacarejo indica o tamanho do macho! Em suma, cacarejo mais profundo, macho maior, mais esperma - ao escolhê-lo, uma fêmea tem mais hipóteses que os seus ovos sejam fertilizados. Curiosamente, na ausência de concorrentes, os machos não emitem qualquer carcarejo... A explicação é simples: as fêmeas não são as únicas a escutar esta vocalização – também outros predadores o fazem! Como tal, sem uma forte razão que o justifique, os machos não se expõem a um perigo desnecessário.
Em termos de evolução, talvez seja por esse motivo que, na maioria das espécies, os machos sejam o género mais ornamentado. Para provarem que são os melhores dadores de esperma para as suas crias. Não basta ser suficiente. Terão de ser os melhores!
Esta foi a teoria da selecção sexual proposta por Darwin mas ignorada durante largas décadas...
Hoje existem inúmeros estudos publicados em revistas cientificas que corroboram a sua teoria - na maioria dos casos, é sempre ela que decide!
… a espécie Ginkgo biloba, a árvore sagrada dos budistas, é considerada um fóssil vivo?
Esta é a única espécie viva que o género Ginkgo inclui. Este género diversificou-se e espalhou-se pela Laurásia durante o Jurássico médio, tornando-se cada vez mais rara a partir do Cretácico.
Actualmente, a espécie apenas pode ser encontrada, de forma espontânea, na China Oriental, na província de Zhejiang. Na terapêutica chinesa é utilizada para combater perdas de memória e dificuldades de concentração.
Resposta à pergunta do dia 2009/08/03: Apenas o Archaeopteryx lithographica viveu no Período Jurássico. Este fóssil, descrito em 1861, na Alemanha, é considerada a mais antiga ave conhecida.
Também conhecido como beija-flor, o colibri, segundo um estudo recentemente publicado na Proceeding of the Royal Society B, destronou o falcão-peregrino como campeão de velocidade em voo, quando comparada a relação comprimento do corpo / tempo. O outrora campeão falcão-peregrino detinha esta relação mais elevada (percorre, por segundo, 200 vezes o comprimento do seu corpo) mas, após este estudo realizado na Universidade de Berkeley, verificou-se agora que o colibri tem uma relação ainda maior (percorre, por segundo, 385 vezes o comprimento do seu corpo).
Mas há mais... os colibris, quando fazem voos verticais e atingem estas velocidades estonteantes, experimentam uma força gravitacional de 10 G (dez vezes a força da gravidade que sentimos normalmente). Em comparação, um piloto de automóveis que faça uma aceleração dos 0 aos 160 km em 1 segundo experimenta uma força de “apenas” 5 G.
Designa um organismo fotossintético, constituído por um grupo de células unitárias, que teve origem no Período Jurássico. Possuem placas de carbonato de cálcio e constituem a base da cadeia alimentar do ambiente marinho. As suas placas são o maior constituinte de algumas rochas sedimentares.
To accomplish great things, we must not only act, but also dream; not only plan, but also believe.
Anatole France (1844-1924). Escritor francês, autor de romances e contos que obtiveram grande sucesso e que lhe valeram o Prémio Nobel da Literatura em 1921. Alguns dos títulos mais conhecidos são "0 Crime de Silvestre Bonnard", premiado pela Academia francesa, "0 Lírio Vermelho", "O poço de Santa Clara" ou "A revolta dos anjos".
VI Congresso de Ornitologia da SPEA & IV Congresso Ibérico de Ornitologia
Elvas acolhe, entre 5 e 8 de Dezembro de 2009, o VI Congresso de Ornitologia da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e o IV Congresso Ibérico de Ornitologia.
A organização destes congressos é da responsabilidade da SPEA e da Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO), tendo como principais objectivos a divulgação e o debate dos trabalhos realizados na área da ornitologia e da conservação da natureza.
Para mais informação sobre o Congresso, consulte a página electrónica da SPEA.