We come nearest to the great when we are great in humility.
Rabindranath Tagore (1861-1941). Foi o primeiro Prémio Nobel da Literatura asiático (1913). Autor de uma extensa obra literária de poesia e prosa, tendo-se destacado também como músico. Renuncia, em 1919, ao título de Sir em protesto contra a política britânica em relação ao Punjabe (região fronteiriça entre a India e o Paquistão, actualmente dividida entre os dois estados).
Na
sua 10ª edição, a Noite Europeia dos Morcegos pretende sensibilizar e
consciencializar o público para a importância da protecção e
conservação dos morcegos. Realizado todos os anos em vários países da
Europa, sob a égide da EuroBats,
reúne um conjunto de especialistas e simples curiosos em exposições,
palestras e/ou saídas campo, onde são revelados aspectos particulares
da vida dos morcegos, demonstradas técnicas de estudo e apresentados
projectos de conservação.
Aproveitando
o facto de o Maciço Calcário Sicó-Alvaiázere ser uma importante área
para a conservação dos morcegos, o GPS - Grupo Protecção Sicó decidiu
associar-se a estas comemorações, tendo organizado uma série de
actividades a realizar no dia 26 de Agosto, das quais constam uma
sessão de palestras no Mini-Auditório do Teatro Cine e um passeio
nocturno, no qual se pretende mostrar a forma como os morcegos utilizam
o som para se orientar. Ambas as sessões são abertas à população em
geral.
EurOcean
O EurOcean
é um centro europeu dedicado às ciências e tecnologias do mar, cujo
presidente do Conselho Executivo é o Prof. Mário Ruivo, oceanógrafo.
Este
portal pretende ser uma plataforma electrónica de comunicação e
informação que se destina a todos, desde investigadores e estudantes
até decisores políticos ou a quem queira saber um pouco mais sobre as
ciências do mar.
Contém
um inventário de todos os navios de investigação da Europa e de todos
os robôs operados remotamente, além de uma lista de todos os projectos
financiados pela Comissão Europeia (CE).
Uma alternativa educacional Departamento Educacional do Zoomarine
A Educação Ambiental constitui uma forma abrangente de educação que pretende atingir todos os cidadãos, através de um processo participativo permanente, e que procura incutir nos cidadãos uma consciência crítica sobre os crescentes problemas ambientais.
E porque a Educação Ambiental é um conceito cada vez mais enraizado na nossa cultura, o Dept. Educacional (DE) do Zoomarine promove uma Educação Ambiental informal (fora da escola, envolvendo flexibilidade de métodos e conteúdos e um público-alvo variável na idade, nível de escolaridade, etc.) através do desenvolvimento do conhecimento e de uma mudança de atitudes necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental.
O DE do Zoomarine é um departamento essencialmente criativo, elástico, dinâmico. Um pouco como o trabalho que lá se faz, um borbulhar de ideias que, aos poucos e com a colaboração de todos, vão tomando forma e tamanho, crescendo e entusiasmando a equipa e aqueles que, em última análise, desfrutam dos novos programas – o público!
É este o objectivo do DE – alargar cada vez mais uma educação ambiental (que se tem como paixão) a todos os que visitam o nosso parque, entusiasmar para uma aprendizagem fluída, divertida e eficaz, formando ou reformulando mentalidades e comportamentos para a preservação dos ecossistemas que fazem parte deste nosso legado, deste nosso planeta que é a Terra!
E quanto ao futuro?
A sustentabilidade futura dos recursos naturais é um tópico inevitável e incontornável nos horizontes de todas as gerações, um contexto que se quer cada vez mais divulgado e enraizado.
Ambicionamos contribuir e ajudar a mudar mentalidades das futuras gerações, para um maior e mais respeitado ambiente, para um melhor e mais consciente cidadão. Porque a Natureza somos todos nós, aprender a respeitá-la parte de pequenas mudanças no nosso dia-a-dia.
E como Aprender pode (e deve!) ser Divertido, é algo que teremos sempre presente na construção de um qualquer programa educativo. Esta é a nossa filosofia e que a partilhamos, de bom grado, com todos Vós.
Alguns peixes apresentam formas de reprodução que nos são pouco familiares. Estamos habituados ao método de reprodução sexuada em que é necessária a presença de um macho e de uma fêmea e da respectiva fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Mas a Natureza é pródiga em alternativas viáveis aos métodos "tradicionais"...
Um exemplo cabal destas alternativas é o verificado pela espécie Poecilia formosa, vulgarmente conhecida por Molly da Amazónia, em que as populações são inteiramente formadas por fêmeas!
E como será possível a reprodução sem a presença de machos ou sem que esta espécie seja hermafrodita?
A verdade é que apresenta uma reprodução particular denominada de ginogénese, desenvolvimento haplóide de um óvulo fecundado, onde o genoma masculino é destruído por razões espontâneas ou induzidas. O óvulo é estimulado pela presença do esperma de um macho de uma espécie aparentada, pertencentes ao género Poecilia, sendo posteriormente destruído e em nada contribuindo para o desenvolvimento do embrião.
O resultado final desta fecundação serão fêmeas que seguirão reproduzindo-se desta forma.
Qual das seguintes espécies de Pinípedes (focas, leões-marinhos e otárias) amamenta as suas crias no meio aquático?
1. A foca-comum (Phoca vitulina) 2. A morsa (Odobenus rosmarus) 3. O leão-marinho-californiano (Zalophus californianus) 4. A foca-monge (Monachus monachus)
Resposta à pergunta do dia 14/08/2006: Os anfíbios sem cauda pertencem à Ordem Anura. Estes anfíbios, onde se inserem os sapos e rãs, é a mais numerosa e diversificada ordem da Classe Amphibia. Têm uma distribuição muito generalizada, não sendo encontrados nas regiões polares, em algumas ilhas oceânicas e nos desertos mais xéricos. A sua maior diversidade encontra-se nas regiões tropicais.
A AIZA (Associação Ibérica de Zoos e Aquários) iniciou em 2005 uma série de campanhas de conservação e sensibilização de espécies ameaçadas ou em perigo, com o objectivo de lançar o olhar do público sobre essas espécies.
A 1ª campanha deste ano tem como foco o lince-ibérico (Lynx pardinus), uma espécie muito ameaçada, endémica da Península Ibérica, com cerca de 150 exemplares sobreviventes.
Esta campanha conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente espanhol, da Junta de Andaluzia e dos Projectos Life da União Europeia.
Mais uma chamada de atenção para uma das (infelizmente) muitas espécies ameaçadas no nosso planeta. Mais informações no site da AIZA.
Nascido a 8 de Setembro de 1838, em Bad König, Alemanha, foi explorador e oficial da marinha austríaca.
Cientista e co-comandante da expedição polar Astro-Húngara de 1872 a 1874, Karl Weyprecht acreditou
que a resposta para muitos problemas fundamentais relacionados com
meteorologia e geofísica ao nível global estariam nas regiões polares.
Com o patrocínio do governo austríaco, na companhia de Julius Payer,
outro oficial seu adjunto, realizou duas expedições árcticas, com o
intuito de descobrir uma passagem marítima, entre os oceanos Atlântico
e Pacífico, a Norte da Eurasia. No decorrer da segunda expedição
(1872-1874) avistou e baptizou o arquipélago de Franz Josef Land, um conjunto de ilhas a Norte da Sibéria, tendo passado o último ano desta expedição a explorá-las.
Aquando
do seu regresso à Austria, propôs o início um conjunto de estações para
investigações científicas naquela região inexplorada.
Na sequência desta proposta, foi o fundador e impulsionador do primeiro Ano Polar Antárctico (1882-1883), que reuniu a colaboração de 11 países em 12 estações na região Árctica e 2 estações na região Antárctica.
"O
único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma. Não
tenha medo de errar, pois aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo
erro."
Franklin Delano Roosevelt (1882-1945). 32º Presidente dos Estados Unidos da América, foi
o primeiro presidente americano a conseguir ser eleito para mais de dois
mandatos, tendo morrido no cumprimento do seu quarto mandato.
O seu principal objectivo é contribuir para a promoção de um desenvolvimento sustentável e a Conservação da Natureza.
Este encontro dirige-se sobretudo a todos os envolvidos no processo educativo, no processo do Turismo Sustentável e na Conservação da Natureza, que se encontrem integrados em estabelecimentos de ensino, áreas protegidas, autarquias e operadores de turismo ambiental.
Abordar-se-ão temas tão diversos como as questões relativas às alterações climáticas, ao desenvolvimento regional integrado de raiz endógena e a aplicabilidade dos processos no âmbito da Lusofonia.
Do programa consta uma visita à região de Arganil, conferências, sessões de debate, apresentações de experiências e trabalhos de grupo.
Habitas
Habitas é um projecto ambiental que foca a atenção na geodiversidade e na biodiversidade do planeta Terra! Foi pensado e desenhado com o intuito de disponibilizar informação e educar acerca do mundo natural.
Com o apoio de outras instituições ligadas à biologia e ao ambiente, este projecto é apresentado ao público através do site HabitasOnline.
Neste endereço electrónico terá acesso a uma gama de informação relativa à botânica, geologia e zoologia, assim como terá ainda a possibilidade de conhecer melhor a organização do referido projecto, seus objectivos e finalidades, ou, ainda, proceder a pesquisas noutros sites ligados à mesma temática.
Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine! Parte III - Percursos Conservacionistas Director de Ciência e Educação do Zoomarine
Ao longo de quinze anos, o Zoomarine adicionou ao seu álbum de emoções muitos nomes, inúmeros projectos e memoráveis áreas... Esses nomes, projectos e áreas tornaram-se, nalguns casos, exemplos cabais das boas contribuições de entidades civis à sociedade, em geral, e à Natureza, em particular.
O Porto d'Abrigo do Zoomarine (o primeiro e único centro do país dedicado à reabilitação de espécies marinhas) é, na nossa opinião, uma desses áreas. E a nossa dinâmica de apoio a espécies marinhas selvagens (feridas, doentes, desorientadas) é um desses projectos. E os nomes... bem, essa é uma lista demasiada alargada (e de imenso mérito, profissional e pessoal, de que nos orgulhamos imenso) para poder ser apresentada em tão pequeno espaço.
Naturalmente, falar de Conservação não é fácil. Há muitas maneiras de contribuir para a Conservação da Natureza - pequenos e grandes gestos; atitudes pontuais e continuadas; dinâmicas profissionais e amadoras; acções de expressão local, regional e nacional... O Zoomarine, claro, tem vindo a fazer o seu percurso com diligências que, no nosso entender, contribuem, à sua maneira e a diferentes escalas (físicas e temporais), para uma região, um país e um oceano mais saudáveis e com maior biodiversidade.
Como é nossa tradição, este percurso tem sido feito a várias vozes, de mãos dadas com vários parceiros (Instituto de Conservação da Natureza, Universidade do Algarve, Associação Europeia de Zoos e Aquários, Parque Biológico de Gaia, Instituto de Socorro a Náufragos, a Polícia Marítima e as Capitanias, Alliance of Marine Mammal Parks and Aquariums, Projeto [sic] TAMAR, entre tantos, tantos outros) e respeitando diferentes ritmos. Esse percurso, in situ (no habitat natural) e ex situ (em centros de reabilitação, etc), é uma fonte de especial orgulho para nós. Assumimos que, em quinze anos, ainda colhemos muito poucos frutos do nosso trabalho e da nossa dedicação - porque esta é uma área com um ritmo especial.... Mas sabemos que plantámos centenas de milhares de "sementes" (i.e., pessoas) e que estas, mais tarde ou mais cedo, marcarão definitivamente o nosso "jardim à beira mar plantado". E marcarão para melhor! Porque a Conservação não inibe desenvolvimento, não atrasa processos, não limita culturas - a Conservação integra e reajusta, não fosse a Conservação uma ferramenta que visa contribuir para uma das metas constantes do nosso planeta: o equilíbrio (biológico, e não só).
Claro que falar de Conservação, do Porto d'Abrigo do Zoomarine e das nossas Equipas de Reabilitação é, em época de aniversário (e, portanto, de balanço), indissociável de um nome e de uma memória já nacional: Balú, o golfinho-de-Risso! O Balú, ao longo de 5 memoráveis semanas de 2004, emocionou um país e colocou milhares de portugueses a discutir a importância (operacional, ética e moral) de contribuir para o bem-estar e a reabilitação de animais arrojados. É certo que o Balú não pertencia a uma espécie ameaçada de extinção. É certo que a história Balú não conheceu um final feliz. E é certo que o Balú reforçou uma nossa triste constatação: que os Humanos ainda têm quase tudo para aprender sobre estas espécies e sobre as mais eficientes formas de os ajudar. Mas, por outro lado, o Balú deixou-nos um legado incontornável: ensinou-nos um pouco mais acerca da sua espécie, ajudou-nos a sermos ainda melhores profissionais e, claro, provou-nos que este país está a dar passos importantes no sentido de sabermos olhar com (muito) mais respeito para os nossos vizinhos neste planeta.
O Balú, lamentavelmente, e ao contrário do Zoomarine, não completou os seus 15 anos... Mas incentivou-nos a trabalhar ainda mais para que, ao longo dos próximos 15, os valores da Conservação da Natureza e do Bem-estar Animal sejam das maiores e mais meritórias bandeiras do Zoomarine. É essa a nossa continuada promessa: como faz a equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine, manter-nos-emos motivados, disponíveis e prontos 24 horas por dia, todos os dias do ano! Seremos, assim, fieis ao nosso lema maior: "Manter a Vida, Preservar a Natureza"!