"ln the end we will conserve only what we love. We love only what we understand. We will understand only what we are taught."
Baba Dioum, 1968




Olimpíadas do Ambiente




Para mais informações acerca do projecto, consulte a
página electrónica

Uma geração para mudar o mundo!

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2006-08-17
O DE do ZM Recomenda

1º Encontro de Educação e Turismo Ambientais

A SETA - Sociedade Portuguesa para o Desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais - vai organizar o 1º EETA - Encontro de Educação e Turismo Ambientais, de 15 a 17 de Setembro, em Arganil.

O seu principal objectivo é contribuir para a promoção de um desenvolvimento sustentável e a Conservação da Natureza.

Este encontro dirige-se sobretudo a todos os envolvidos no processo educativo, no processo do Turismo Sustentável e na Conservação da Natureza, que se encontrem integrados em estabelecimentos de ensino, áreas protegidas, autarquias e operadores de turismo ambiental.

Abordar-se-ão temas tão diversos como as questões relativas às alterações climáticas, ao desenvolvimento regional integrado de raiz endógena e a aplicabilidade dos processos no âmbito da Lusofonia.

Do programa consta uma visita à região de Arganil, conferências, sessões de debate, apresentações de experiências e trabalhos de grupo.

Habitas

Habitas é um projecto ambiental que foca a atenção na geodiversidade e na biodiversidade do planeta Terra! Foi pensado e desenhado com o intuito de disponibilizar informação e educar acerca do mundo natural.

Com o apoio de outras instituições ligadas à biologia e ao ambiente, este projecto é apresentado ao público através do site HabitasOnline.

Neste endereço electrónico terá acesso a uma gama de informação relativa à botânica, geologia e zoologia, assim como terá ainda a possibilidade de conhecer melhor a organização do referido projecto, seus objectivos e finalidades, ou, ainda, proceder a pesquisas noutros sites ligados à mesma temática.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-16
Um Autor Convidado

Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine!
Parte III - Percursos Conservacionistas
Director de Ciência e Educação do Zoomarine

Ao longo de quinze anos, o Zoomarine adicionou ao seu álbum de emoções muitos nomes, inúmeros projectos e memoráveis áreas... Esses nomes, projectos e áreas tornaram-se, nalguns casos, exemplos cabais das boas contribuições de entidades civis à sociedade, em geral, e à Natureza, em particular.

O Porto d'Abrigo do Zoomarine (o primeiro e único centro do país dedicado à reabilitação de espécies marinhas) é, na nossa opinião, uma desses áreas. E a nossa dinâmica de apoio a espécies marinhas selvagens (feridas, doentes, desorientadas) é um desses projectos. E os nomes... bem, essa é uma lista demasiada alargada (e de imenso mérito, profissional e pessoal, de que nos orgulhamos imenso) para poder ser apresentada em tão pequeno espaço.

Naturalmente, falar de Conservação não é fácil. Há muitas maneiras de contribuir para a Conservação da Natureza - pequenos e grandes gestos; atitudes pontuais e continuadas; dinâmicas profissionais e amadoras; acções de expressão local, regional e nacional... O Zoomarine, claro, tem vindo a fazer o seu percurso com diligências que, no nosso entender, contribuem, à sua maneira e a diferentes escalas (físicas e temporais), para uma região, um país e um oceano mais saudáveis e com maior biodiversidade.

Como é nossa tradição, este percurso tem sido feito a várias vozes, de mãos dadas com vários parceiros (Instituto de Conservação da Natureza, Universidade do Algarve, Associação Europeia de Zoos e Aquários, Parque Biológico de Gaia, Instituto de Socorro a Náufragos, a Polícia Marítima e as Capitanias, Alliance of Marine Mammal Parks and Aquariums, Projeto [sic] TAMAR, entre tantos, tantos outros) e respeitando diferentes ritmos. Esse percurso, in situ (no habitat natural) e ex situ (em centros de reabilitação, etc), é uma fonte de especial orgulho para nós. Assumimos que, em quinze anos, ainda colhemos muito poucos frutos do nosso trabalho e da nossa dedicação - porque esta é uma área com um ritmo especial.... Mas sabemos que plantámos centenas de milhares de "sementes" (i.e., pessoas) e que estas, mais tarde ou mais cedo, marcarão definitivamente o nosso "jardim à beira mar plantado". E marcarão para melhor! Porque a Conservação não inibe desenvolvimento, não atrasa processos, não limita culturas - a Conservação integra e reajusta, não fosse a Conservação uma ferramenta que visa contribuir para uma das metas constantes do nosso planeta: o equilíbrio (biológico, e não só).

Claro que falar de Conservação, do Porto d'Abrigo do Zoomarine e das nossas Equipas de Reabilitação é, em época de aniversário (e, portanto, de balanço), indissociável de um nome e de uma memória já nacional: Balú, o golfinho-de-Risso! O Balú, ao longo de 5 memoráveis semanas de 2004, emocionou um país e colocou milhares de portugueses a discutir a importância (operacional, ética e moral) de contribuir para o bem-estar e a reabilitação de animais arrojados. É certo que o Balú não pertencia a uma espécie ameaçada de extinção. É certo que a história Balú não conheceu um final feliz. E é certo que o Balú reforçou uma nossa triste constatação: que os Humanos ainda têm quase tudo para aprender sobre estas espécies e sobre as mais eficientes formas de os ajudar. Mas, por outro lado, o Balú deixou-nos um legado incontornável: ensinou-nos um pouco mais acerca da sua espécie, ajudou-nos a sermos ainda melhores profissionais e, claro, provou-nos que este país está a dar passos importantes no sentido de sabermos olhar com (muito) mais respeito para os nossos vizinhos neste planeta.

O Balú, lamentavelmente, e ao contrário do Zoomarine, não completou os seus 15 anos... Mas incentivou-nos a trabalhar ainda mais para que, ao longo dos próximos 15, os valores da Conservação da Natureza e do Bem-estar Animal sejam das maiores e mais meritórias bandeiras do Zoomarine. É essa a nossa continuada promessa: como faz a equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine, manter-nos-emos motivados, disponíveis e prontos 24 horas por dia, todos os dias do ano! Seremos, assim, fieis ao nosso lema maior: "Manter a Vida, Preservar a Natureza"!

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-15
Curiosidades da Fauna e Flora

Progenitores atentos!

Apesar do seu ar imponente – possuidores de grandes corpos e de uma boca cheia de dentes afiados – os crocodilos-do-Nilo (Crocodylus niloticus) são progenitores extremamente atenciosos.

Após o acasalamento, as fêmeas procuram um local adequado para fazer o seu ninho, escavando um buraco perto de um curso de água onde depositam cerca de 25 a 80 ovos. Permanecem na sua proximidade mantendo uma vigília constante durante o período de incubação, o que para um réptil é um comportamento a destacar! Os machos também permanecem por perto afastando potenciais predadores.

Mas esta dedicação vai ainda mais além... Mesmo antes de estarem prontas a nascer, as crias emitem sons de forma a alertar os progenitores de que estarão prontos a abandonar o ovo. Desta forma, ambos os progenitores ajudam os recém-nascidos na árdua tarefa de "sair da casca". As fêmeas transportam os seus descendentes cuidadosamente para a água dentro da boca, acompanhando-os durante um período de 2 anos, protegendo-os e ensinando-os a caçar.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-14
Uma Questão de Educação

Os anfíbios sem cauda pertencem à Ordem:

1. Anura
2. Urodela
3. Squamata
4. Gymnophiona

Resposta à pergunta do dia 07/08/2006:
Pertencentes aos Filo Mollusca, os
gastrópodes são animais que apresentam cabeça e olhos diferenciados, tentáculos e uma concha univalve espiralada, embora quase inexistente nos opistobrânquios
. São a Classe dos moluscos mais bem sucedida, quer na sua diversidade, quer na distribuição no planeta.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-13
Ao Sabor da Corrente

Convergência Evolutiva III

A forma como as espécies se adaptam ao ambiente em que vivem depende da pressão que este impõe sobre elas. Desta forma, diferentes grupos de animais têm desenvolvido características anatómicas e fisiológicas semelhantes em resposta a esta pressão do ambiente.

No caso dos mamíferos marinhos, que se alimentam e reproduzem no meio aquático, foi necessário que a sua estrutura anatómica e fisiologia sofresse alterações o que resultou num processo de convergência evolutiva, a que se chama homoplasia. A convergência evolutiva está frequentemente associada a uma adaptação a ambientes similares. Na sequência das convergências antes referidas (forma do corpo e orgãos dos sentidos), destacamos, por último, o sistema circulatório:

c) Sistema circulatório
Todos os mamíferos marinhos dependem do ar como fonte de oxigénio. Mas desenvolveram adaptações especiais ao nível do sistema circulatório para uma melhor adaptação ao meio aquático: toleram uma diminuição do ritmo cardíaco (bradicardia), utilizando o oxigénio armazenado no sangue e músculos, que contêm níveis elevados de hemoglobina e mioglobina (proteínas de transporte e fixação de oxigénio); possuem a capacidade de desviar o sangue (oxigenado) de tecidos tolerantes a baixas concentrações de oxigénio para órgãos vitais como o cérebro e o coração.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-12
Uma Peça do Puzzle da Vida

Uma planta diferente

Temos em Portugal algumas espécies de plantas com características particulares, como é exemplo a espécie Drosera intermedia, vulgarmente conhecida por orvalhinho. Esta espécie, devido às suas necessidades nutritivas e fisiológicas, é carnívora.

Mas engane-se quem poderá pensar que, por ter na sua dieta uma componente proteica animal, que são plantas com dentes e apetites vorazes. É, na realidade, uma espécie relativamente pequena, de porte herbáceo, que raramente ultrapassam os vinte centímetros de diâmetro.

Pertence à Familia Droseraceae e habita essencialmente zonas húmidas. É uma espécie pioneira de charcos temporários, e a sua distribuição nacional restringe-se a norte do rio Tejo.

As suas folhas modificadas, de forma palmada (com a forma da palma da mão), encontram-se cobertas por, aproximadamente, duzentas glândulas pediculadas recobertas por mucilagem.

Quando pequenos insectos pousam inadvertidamente sobre as folhas, as glândulas pediculadas começam a curvar-se de modo a envolver a desprevenida presa. A acção de enzimas digestivas, libertadas pelas glândulas, possibilita a progressiva a absorção dos produtos assimiláveis.

Quando a presa está digerida, as glândulas e a folha voltam à posição inicial, sendo bastante comum encontrar os esqueletos quitinosos não digeridos dos insectos que foram capturados e digeridos pela planta.

Esta é uma espécie espontânea em Portugal e sofre actualmente de diversas ameaças à sua conservação, como a drenagem de pântanos e de zonas húmidas, o desenvolvimento e expansão dos centros urbanos e redes rodoviárias, o abate de florestas autóctones para implementação de monoculturas com espécies exóticas e os inúmeros incêndios que têm afectado Portugal nestes últimos anos.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-11
Alguém o Pensou

Education's purpose is to replace an empty mind with an open one.

Malcolm Forbes. Empresário e desportista, pertencente à conhecida família americana Forbes.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-10
O DE do ZM Recomenda

ECCB 2006

A cidade de Eger, na Hungria, é anfiriã do "1st European Congress of Conservation Biology" (ECCB), um evento que, devido às suas dimensões, promete ser um dos maiores e mais completos a nível da biologia conservacionista.

Patrocinado por diversas entidades, tais como a National Geographic, Cambridge University Press e British Ecological Society, entre outros, este encontro incluirá simpósios, conferências, debates e cursos de curta duração, sujeitos a temáticas como por exemplo modelos lineares e não-lineares, escrita de artigos científicos e outras.

Aconselha-se a todos os interessados a visitar o site de divulgação deste Congresso.

Cienciapt.net

O site cienciapt.net tem uma newsletter disponível na internet. Com actualização semanal, este boletim noticioso oferece ao utilizador informação abrangente sobre diversos assuntos, tais como eventos científicos a realizar, redes de financiamento, notícias, inovações científicas, e ainda empregos na área das Ciências.

Uma iniciativa muito interessante, que merece uma exploração detalhada.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-09
Um Autor Convidado

Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine!
Parte II - Percursos Científicos
Director de Ciência e Educação do Zoomarine

É dado adquirido que fazer investigação em Portugal (assim como na grande maioria dos países "deste planeta na via láctea plantado") é uma tarefa hercúlea. Hercúlea pelo dinheiro que implica, hercúlea pela sempre difícil coordenação de recursos humanos adequados e compatíveis, hercúlea pela tradicional morosidade da maior parte dos processos (técnicos e administrativos) inerentes a esta actividade…

Também é dado adquirido que fazer investigação em empresas privadas não é fácil. Especialmente, em entidades em que a sua principal orientação organizativa (e, portanto, frequentemente, também financeira e operativa) não é a produção científica. No caso do Zoomarine, tal torna-se ainda mais difícil quando considerarmos que se trata de uma entidade de cariz zoológico onde o bem-estar dos espécimes e a sua disponibilidade para actividades clínicas (ainda que profiláticas), lúdicas e pedagógicas, tem precedência sobre tudo o resto. No entanto…

No entanto, é admirável o que uma empresa como o Zoomarine conseguiu durante os seus primeiros 15 anos. Admirável, pois estes foram os mais difíceis anos (os anos do nascimento, da afirmação e da consolidação) e porque a difícil conciliação de prioridades e objectivos conheceu várias vitórias de que muito nos orgulhamos e pelas quais os nossos parceiros (alguns nacionais - na sua maioria, estrangeiros) nos congratulam e admiram.

Em quinze anos, muito mudou em Portugal no que diz respeito à investigação (aplicada e generalista) sobre espécies marinhas (particularmente). E o Zoomarine, humildemente, fez a sua contribuição.

Uma das chaves do sucesso e de tais vitórias passa pela qualidade de muitos dos investigadores que, ao longo destes anos, integraram, total ou parcialmente, as nossas equipas e contribuíram para as nossas dinâmicas e para os nossos progressos. Outro "segredo" é igualmente óbvio: cooperação. Cooperação intra-Zoomarine, cooperação com autoridades e agências nacionais, cooperação com entidades e parceiros internacionais. Porque a Ciência sempre foi e sempre será um quase sinónimo de "trabalho de equipa". E também disso temos motivos para muito orgulho a esses nossos parceiros, passados e presentes, agradecemos a colaboração e endereçamos, igualmente, os nossos parabéns.

Nos próximos quinze anos, continuaremos a apostar na bio-acústica e comunicação, na etologia e ontogenia, na medicina veterinária e na fisiologia, na genética e na reprodução, na bioquímica e biologia molecular, no "husbandry" e no maneio, na reabilitação e na ecologia, e em muitas, muitas mais áreas tantas quantos os nossos espécimes, os nossos parceiros científicos, as nossas equipas e a nossa imaginação nos conduzirem.

É uma promessa: no Zoomarine a aposta na investigação em ciências marinhas continuará a crescer. E não serão precisos outros 15 anos para se perceber que é uma aposta que faz todo o sentido e que é uma aposta que venceremos!

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2006-08-08
Curiosidades da Fauna e Flora

Comunicação através de ultra-sons

Certas espécies animais comunicam através de sons com uma frequência superior à que estamos habilitados a ouvir. Morcegos, baleias e golfinhos são conhecidos por comunicarem através desta forma invulgar.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois descobriu agora, e pela primeira vez, que algumas espécies de anfíbios também possuem esta capacidade, contrariando a ideia de que apenas os animais dotados de sonar poderiam comunicar desta forma. 

Os cientistas acreditam que estas espécies comunicam através de ultra-sons para se fazerem ouvir apesar do enorme "barulho de fundo", provocado pelas quedas de água e pela vida selvagem dos locais onde habitam. Para tal, contam com a existência de um tímpano com características diferentes dos observados em humanos.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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