Resposta à pergunta do dia 07/08/2006:
Pertencentes aos Filo Mollusca, os gastrópodes
são animais que apresentam cabeça e olhos diferenciados, tentáculos e
uma concha univalve espiralada, embora quase inexistente nos opistobrânquios. São a Classe dos moluscos mais bem sucedida, quer na sua diversidade, quer na distribuição no planeta.
A forma como as espécies se adaptam ao ambiente em que vivem depende da pressão que este impõe sobre elas. Desta forma, diferentes grupos de animais têm desenvolvido características anatómicas e fisiológicas semelhantes em resposta a esta pressão do ambiente.
No caso dos mamíferos marinhos, que se alimentam e reproduzem no meio aquático, foi necessário que a sua estrutura anatómica e fisiologia sofresse alterações – o que resultou num processo de convergência evolutiva, a que se chama homoplasia. A convergência evolutiva está frequentemente associada a uma adaptação a ambientes similares. Na sequência das convergências antes referidas (forma do corpo e orgãos dos sentidos), destacamos, por último, o sistema circulatório:
c) Sistema circulatório Todos os mamíferos marinhos dependem do ar como fonte de oxigénio. Mas desenvolveram adaptações especiais ao nível do sistema circulatório para uma melhor adaptação ao meio aquático: toleram uma diminuição do ritmo cardíaco (bradicardia), utilizando o oxigénio armazenado no sangue e músculos, que contêm níveis elevados de hemoglobina e mioglobina (proteínas de transporte e fixação de oxigénio); possuem a capacidade de desviar o sangue (oxigenado) de tecidos tolerantes a baixas concentrações de oxigénio para órgãos vitais como o cérebro e o coração.
Temos em Portugal algumas espécies de plantas com características particulares, como é exemplo a espécie Drosera intermedia, vulgarmente conhecida por orvalhinho. Esta espécie, devido às suas necessidades nutritivas e fisiológicas, é carnívora.
Mas engane-se quem poderá pensar que, por ter na sua dieta uma componente proteica animal, que são plantas com dentes e apetites vorazes. É, na realidade, uma espécie relativamente pequena, de porte herbáceo, que raramente ultrapassam os vinte centímetros de diâmetro.
Pertence à Familia Droseraceae e habita essencialmente zonas húmidas. É uma espécie pioneira de charcos temporários, e a sua distribuição nacional restringe-se a norte do rio Tejo.
As suas folhas modificadas, de forma palmada (com a forma da palma da mão), encontram-se cobertas por, aproximadamente, duzentas glândulas pediculadas recobertas por mucilagem.
Quando pequenos insectos pousam inadvertidamente sobre as folhas, as glândulas pediculadas começam a curvar-se de modo a envolver a desprevenida presa. A acção de enzimas digestivas, libertadas pelas glândulas, possibilita a progressiva a absorção dos produtos assimiláveis.
Quando a presa está digerida, as glândulas e a folha voltam à posição inicial, sendo bastante comum encontrar os esqueletos quitinosos não digeridos dos insectos que foram capturados e digeridos pela planta.
Esta é uma espécie espontânea em Portugal e sofre actualmente de diversas ameaças à sua conservação, como a drenagem de pântanos e de zonas húmidas, o desenvolvimento e expansão dos centros urbanos e redes rodoviárias, o abate de florestas autóctones para implementação de monoculturas com espécies exóticas e os inúmeros incêndios que têm afectado Portugal nestes últimos anos.
A cidade de Eger, na Hungria, é anfiriã do "1st European Congress of Conservation Biology" (ECCB), um evento que, devido às suas dimensões, promete ser um dos maiores e mais completos a nível da biologia conservacionista.
Patrocinado por diversas entidades, tais como a National Geographic, Cambridge University Press e British Ecological Society, entre outros, este encontro incluirá simpósios, conferências, debates e cursos de curta duração, sujeitos a temáticas como por exemplo modelos lineares e não-lineares, escrita de artigos científicos e outras.
Aconselha-se a todos os interessados a visitar o site de divulgação deste Congresso.
Cienciapt.net
O site cienciapt.net tem uma newsletter disponível na internet. Com actualização semanal, este boletim noticioso oferece ao utilizador informação abrangente sobre diversos assuntos, tais como eventos científicos a realizar, redes de financiamento, notícias, inovações científicas, e ainda empregos na área das Ciências.
Uma iniciativa muito interessante, que merece uma exploração detalhada.
Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine! Parte II - Percursos Científicos Director de Ciência e Educação do Zoomarine
É dado adquirido que fazer investigação em Portugal (assim como na grande maioria dos países "deste planeta na via láctea plantado") é uma tarefa hercúlea. Hercúlea pelo dinheiro que implica, hercúlea pela sempre difícil coordenação de recursos humanos adequados e compatíveis, hercúlea pela tradicional morosidade da maior parte dos processos (técnicos e administrativos) inerentes a esta actividade…
Também é dado adquirido que fazer investigação em empresas privadas não é fácil. Especialmente, em entidades em que a sua principal orientação organizativa (e, portanto, frequentemente, também financeira e operativa) não é a produção científica. No caso do Zoomarine, tal torna-se ainda mais difícil quando considerarmos que se trata de uma entidade de cariz zoológico onde o bem-estar dos espécimes e a sua disponibilidade para actividades clínicas (ainda que profiláticas), lúdicas e pedagógicas, tem precedência sobre tudo o resto. No entanto…
No entanto, é admirável o que uma empresa como o Zoomarine conseguiu durante os seus primeiros 15 anos. Admirável, pois estes foram os mais difíceis anos (os anos do nascimento, da afirmação e da consolidação) e porque a difícil conciliação de prioridades e objectivos conheceu várias vitórias de que muito nos orgulhamos e pelas quais os nossos parceiros (alguns nacionais - na sua maioria, estrangeiros) nos congratulam e admiram.
Em quinze anos, muito mudou em Portugal no que diz respeito à investigação (aplicada e generalista) sobre espécies marinhas (particularmente). E o Zoomarine, humildemente, fez a sua contribuição.
Uma das chaves do sucesso e de tais vitórias passa pela qualidade de muitos dos investigadores que, ao longo destes anos, integraram, total ou parcialmente, as nossas equipas e contribuíram para as nossas dinâmicas e para os nossos progressos. Outro "segredo" é igualmente óbvio: cooperação. Cooperação intra-Zoomarine, cooperação com autoridades e agências nacionais, cooperação com entidades e parceiros internacionais. Porque a Ciência sempre foi e sempre será um quase sinónimo de "trabalho de equipa". E também disso temos motivos para muito orgulho – a esses nossos parceiros, passados e presentes, agradecemos a colaboração e endereçamos, igualmente, os nossos parabéns.
Nos próximos quinze anos, continuaremos a apostar na bio-acústica e comunicação, na etologia e ontogenia, na medicina veterinária e na fisiologia, na genética e na reprodução, na bioquímica e biologia molecular, no "husbandry" e no maneio, na reabilitação e na ecologia, e em muitas, muitas mais áreas – tantas quantos os nossos espécimes, os nossos parceiros científicos, as nossas equipas e a nossa imaginação nos conduzirem.
É uma promessa: no Zoomarine a aposta na investigação em ciências marinhas continuará a crescer. E não serão precisos outros 15 anos para se perceber que é uma aposta que faz todo o sentido e que é uma aposta que venceremos!
Certas
espécies animais comunicam através de sons com uma frequência superior
à que estamos habilitados a ouvir. Morcegos, baleias e golfinhos são
conhecidos por comunicarem através desta forma invulgar.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois
descobriu agora, e pela primeira vez, que algumas espécies de anfíbios
também possuem esta capacidade, contrariando a ideia de que apenas os
animais dotados de sonar poderiam comunicar desta forma.
Os cientistas acreditam que estas espécies comunicam através de ultra-sons
para se fazerem ouvir apesar do enorme "barulho de fundo", provocado
pelas quedas de água e pela vida selvagem dos locais onde habitam. Para
tal, contam com a existência de um tímpano com características
diferentes dos observados em humanos.
1. Apresentam cabeça e olhos diferenciados 2. Apresentam esqueleto interno 3. Têm apêndices articulados 4. Possuem dentes diferenciados
Resposta à pergunta do dia 31/07/2006: O peixe considerado extinto e "redescoberto" em 1938 foi o celacanto (Latimeria chalumnae). Os celacantos são considerados fósseis vivos. A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres, movendo-se da mesma maneira.
A forma como as espécies se adaptam ao ambiente em que vivem depende da pressão que este impõe sobre elas. Desta forma, diferentes grupos de animais têm desenvolvido características anatómicas e fisiológicas semelhantes em resposta a esta pressão do ambiente.
No caso dos mamíferos marinhos, que se alimentam e reproduzem no meio aquático, foi necessário que a sua estrutura anatómica e fisiologia sofresse alterações – o que resultou num processo de convergência evolutiva, a que se chama homoplasia. A convergência evolutiva está frequentemente associada a uma adaptação a ambientes similares. Destacada a convergência da forma do corpo, falamos agora também dos orgãos dos sentidos:
b) Órgãos dos sentidos A transição para um novo ambiente pressupõe uma modificação dos órgãos dos sentidos. A audição assume um papel por vezes mais importante que a visão na vida das espécies aquáticas, comparativamente às espécies terrestres. Espécies como o golfinho-do-rio-Ganges (Platanista gangetica), que habita em águas turvas e sedimentosas, são quase cegos, uma vez que nestes ambientes a visão será de pouca utilidade. Neste caso, a eco-localização (sonar) tem um papel extremamente importante para a ecologia desta espécie. No entanto, a maioria dos mamíferos marinhos possui uma boa visão dentro de água, especialmente em água límpidas e a curta distância.
O som propaga-se mais rapidamente dentro de água do que no ar (cerca de 5 vezes mais rápido), fazendo com que a audição assuma um papel muito importante na comunicação e navegação destas espécies. As baleias-de-bossa macho (Megaptera novaeangliae) são bem conhecidas pelas suas "canções" que podem ser ouvidas pelas fêmeas a quilómetros de distância.
Nascido em 1480, Fernão de Magalhães, português natural de Trás-os-Montes, comandou a primeira expedição marítima à volta do globo. Foi o primeiro navegador a completar a viagem de circum-navegação ao planeta, tendo a seu cargo e comando uma frota de cinco caravelas, confiadas por Carlos V, rei de Espanha.
Durante a sua viagem, iniciada em Setembro de 1519, dobrou, um ano depois, o desde então intitulado Estreito de Magalhães, que faz a ligação a Sul entre o Oceano Atlântico e Pacífico, uma passagem navegável de 600 km, entre a Terra do Fogo e o Cabo de Horn.
Magalhães foi também o primeiro europeu a navegar as águas do Oceano Pacífico.
Em 1521, morre nas Filipinas, no curso daquela expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano.
Esta longa e histórica viagem terminou em Espanha no ano 1522, três anos após a partida.