Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine! Parte II - Percursos Científicos Director de Ciência e Educação do Zoomarine
É dado adquirido que fazer investigação em Portugal (assim como na grande maioria dos países "deste planeta na via láctea plantado") é uma tarefa hercúlea. Hercúlea pelo dinheiro que implica, hercúlea pela sempre difícil coordenação de recursos humanos adequados e compatíveis, hercúlea pela tradicional morosidade da maior parte dos processos (técnicos e administrativos) inerentes a esta actividade…
Também é dado adquirido que fazer investigação em empresas privadas não é fácil. Especialmente, em entidades em que a sua principal orientação organizativa (e, portanto, frequentemente, também financeira e operativa) não é a produção científica. No caso do Zoomarine, tal torna-se ainda mais difícil quando considerarmos que se trata de uma entidade de cariz zoológico onde o bem-estar dos espécimes e a sua disponibilidade para actividades clínicas (ainda que profiláticas), lúdicas e pedagógicas, tem precedência sobre tudo o resto. No entanto…
No entanto, é admirável o que uma empresa como o Zoomarine conseguiu durante os seus primeiros 15 anos. Admirável, pois estes foram os mais difíceis anos (os anos do nascimento, da afirmação e da consolidação) e porque a difícil conciliação de prioridades e objectivos conheceu várias vitórias de que muito nos orgulhamos e pelas quais os nossos parceiros (alguns nacionais - na sua maioria, estrangeiros) nos congratulam e admiram.
Em quinze anos, muito mudou em Portugal no que diz respeito à investigação (aplicada e generalista) sobre espécies marinhas (particularmente). E o Zoomarine, humildemente, fez a sua contribuição.
Uma das chaves do sucesso e de tais vitórias passa pela qualidade de muitos dos investigadores que, ao longo destes anos, integraram, total ou parcialmente, as nossas equipas e contribuíram para as nossas dinâmicas e para os nossos progressos. Outro "segredo" é igualmente óbvio: cooperação. Cooperação intra-Zoomarine, cooperação com autoridades e agências nacionais, cooperação com entidades e parceiros internacionais. Porque a Ciência sempre foi e sempre será um quase sinónimo de "trabalho de equipa". E também disso temos motivos para muito orgulho – a esses nossos parceiros, passados e presentes, agradecemos a colaboração e endereçamos, igualmente, os nossos parabéns.
Nos próximos quinze anos, continuaremos a apostar na bio-acústica e comunicação, na etologia e ontogenia, na medicina veterinária e na fisiologia, na genética e na reprodução, na bioquímica e biologia molecular, no "husbandry" e no maneio, na reabilitação e na ecologia, e em muitas, muitas mais áreas – tantas quantos os nossos espécimes, os nossos parceiros científicos, as nossas equipas e a nossa imaginação nos conduzirem.
É uma promessa: no Zoomarine a aposta na investigação em ciências marinhas continuará a crescer. E não serão precisos outros 15 anos para se perceber que é uma aposta que faz todo o sentido e que é uma aposta que venceremos!
Certas
espécies animais comunicam através de sons com uma frequência superior
à que estamos habilitados a ouvir. Morcegos, baleias e golfinhos são
conhecidos por comunicarem através desta forma invulgar.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois
descobriu agora, e pela primeira vez, que algumas espécies de anfíbios
também possuem esta capacidade, contrariando a ideia de que apenas os
animais dotados de sonar poderiam comunicar desta forma.
Os cientistas acreditam que estas espécies comunicam através de ultra-sons
para se fazerem ouvir apesar do enorme "barulho de fundo", provocado
pelas quedas de água e pela vida selvagem dos locais onde habitam. Para
tal, contam com a existência de um tímpano com características
diferentes dos observados em humanos.
1. Apresentam cabeça e olhos diferenciados 2. Apresentam esqueleto interno 3. Têm apêndices articulados 4. Possuem dentes diferenciados
Resposta à pergunta do dia 31/07/2006: O peixe considerado extinto e "redescoberto" em 1938 foi o celacanto (Latimeria chalumnae). Os celacantos são considerados fósseis vivos. A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres, movendo-se da mesma maneira.
A forma como as espécies se adaptam ao ambiente em que vivem depende da pressão que este impõe sobre elas. Desta forma, diferentes grupos de animais têm desenvolvido características anatómicas e fisiológicas semelhantes em resposta a esta pressão do ambiente.
No caso dos mamíferos marinhos, que se alimentam e reproduzem no meio aquático, foi necessário que a sua estrutura anatómica e fisiologia sofresse alterações – o que resultou num processo de convergência evolutiva, a que se chama homoplasia. A convergência evolutiva está frequentemente associada a uma adaptação a ambientes similares. Destacada a convergência da forma do corpo, falamos agora também dos orgãos dos sentidos:
b) Órgãos dos sentidos A transição para um novo ambiente pressupõe uma modificação dos órgãos dos sentidos. A audição assume um papel por vezes mais importante que a visão na vida das espécies aquáticas, comparativamente às espécies terrestres. Espécies como o golfinho-do-rio-Ganges (Platanista gangetica), que habita em águas turvas e sedimentosas, são quase cegos, uma vez que nestes ambientes a visão será de pouca utilidade. Neste caso, a eco-localização (sonar) tem um papel extremamente importante para a ecologia desta espécie. No entanto, a maioria dos mamíferos marinhos possui uma boa visão dentro de água, especialmente em água límpidas e a curta distância.
O som propaga-se mais rapidamente dentro de água do que no ar (cerca de 5 vezes mais rápido), fazendo com que a audição assuma um papel muito importante na comunicação e navegação destas espécies. As baleias-de-bossa macho (Megaptera novaeangliae) são bem conhecidas pelas suas "canções" que podem ser ouvidas pelas fêmeas a quilómetros de distância.
Nascido em 1480, Fernão de Magalhães, português natural de Trás-os-Montes, comandou a primeira expedição marítima à volta do globo. Foi o primeiro navegador a completar a viagem de circum-navegação ao planeta, tendo a seu cargo e comando uma frota de cinco caravelas, confiadas por Carlos V, rei de Espanha.
Durante a sua viagem, iniciada em Setembro de 1519, dobrou, um ano depois, o desde então intitulado Estreito de Magalhães, que faz a ligação a Sul entre o Oceano Atlântico e Pacífico, uma passagem navegável de 600 km, entre a Terra do Fogo e o Cabo de Horn.
Magalhães foi também o primeiro europeu a navegar as águas do Oceano Pacífico.
Em 1521, morre nas Filipinas, no curso daquela expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano.
Esta longa e histórica viagem terminou em Espanha no ano 1522, três anos após a partida.
A life spent making mistakes is not only more honorable but more useful than a life spent doing nothing.
George Bernard Shaw (1856-1950). Prémio Nobel da Literatura em 1925, dramaturgo irlandês e crítico literário, autor da peça "Pygmaleon" adaptada para o cinema com o nome de "My Fair Lady", a qual lhe valeu um Oscar da Academia.
O Centro de Biotecnologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organiza, entre 18 e 22 de Setembro, um curso teórico-prático de Potencialidades e Aplicações das Plantas Aromáticas e Medicinais.
Já lá vão quinze anos... Parabéns, Zoomarine! Parte I - Percursos Educacionais Director de Ciência e Educação do Zoomarine
É irresistível para um educador: "brincar" com o conceito…. Afinal de contas, essa é uma das tarefas mais gratificantes dos educadores ambientais: ajudar a perspectivar "novos" lados de uma questão... Aprender um pouco mais… Fazer ligações… Avançar…
Sendo assim, o que significa o conceito "Quinze"? "Quinze", para muitos, é fase da adolescência; para outros significa, em quilos, uma "arroba". Para alguns 15 equivale às "Bodas de Cristal"; para outros, em dias, são 2 singelas semanas…
Para o Zoomarine, no entanto, em termos de educação, 15 anos significam muitas, mas mesmo muitas, centenas de milhares de crianças, jovens e adultos que, de uma forma ou de outra, com mais ou menos intensidade, com mais ou menos emoções, mudaram um pouco (muito?) da sua perspectiva sobre o ambiente, sobre a biologia de muitas espécies marinhas e, claro, sobre a necessidade, a urgência e as especificidades da Conservação da Natureza…
Ao longo deste 15 anos, o nosso Departamento Educacional conheceu o trabalho de vários profissionais especializados, idealizou e implementou dezenas de diferentes programas lúdico-didácticos, publicou centenas de materiais e estruturas pedagógicas, efectuou milhares de acções e, claro!, disponibilizou gratuitamente centenas de milhares de folhas e folhetos educacionais.
Tem sido uma muito longa, rica e laboriosa "estrada"... Tem sido um percurso aliciante, (auto-)motivador e motivante! Tem sido uma dinâmica criativa, divertida e constantemente em busca da actualização e do rigor técnico e científico. E tem sido divertido - como se pretende que a boa educação ambiental também seja!
Entretanto, as várias equipas profissionais do Zoomarine já começam a integrar jovens que, desde há 15 anos, começaram por visitar o Zoomarine no âmbito de uma visita escolar, organizada em função de objectivos pedagógicos. Esses jovens adultos, 15 anos volvidos, têm, claramente, uma atitude ecologicamente mais conhecedora e muito mais exigente. É bom constatar que tais jovens encontram nas nossas instalações novos motivos de aprendizagem e novas "estradas" para percorrer. E é bom acreditar que, em muitos, muitos deles (como em tantos, tantos outros, por este país fora), uma parte dessa nova atitude ambiental tem a ver com uma visita educacional ao Zoomarine.
E este é um dos grandes orgulhos do Departamento Educacional do Zoomarine: ajudamos a marcar a diferença! Contribuímos para novas mentalidades e, portanto, para novos comportamentos. Pois, que venham mais 15 anos, e que o nosso orgulho continue a crescer como crescem os jovens que connosco vêm aprender!
Um estudo recente, conduzido na Universidade de Georgia, deu conta da capacidade que as vespas têm de detectar explosivos e drogas!
Os cientistas treinaram vespas da espécie Microplitis croceipes, usando como metodologia de treino de reforço positivo, associando os odores a recompensas de comida. Para ganhar a recompensa, as vespas foram colocadas dentro de um cartucho no interior de um tubo de PVC equipado com uma minúscula câmara e um alarme. Sempre que os insectos detectavam um odor, deslocavam-se em direcção da fonte, fazendo disparar o alarme.
Treinar a vespa demora apenas cerca de cinco minutos! A desvantagem reside apenas no seu curto tempo de vida: 12 a 22 dias!
Resposta à pergunta do dia 24/07/2006: O saco de plástico é um material de muito difícil degradação, demorando por isso cerca de 300 anos a desaparecer naturalmente. Quando ingeridos por espécies marinhas como golfinhos ou tartarugas marinhas, provocam muitas vezes a morte destes animais.