Education is not filling a bucket, but lighting a fire.
William Butler Yeats (1865-1939). Poeta e dramaturgo irlandês, foi uma personalidade muito activa no renascimento literário Irlandês, tendo co-fundado o Abbey Theatre, em Dublin. Foi Prémio Nobel da Literatura em 1923.
Cada ano, mês, dia, hora, minuto ou segundo são marcados por um acontecimento, que entra para as estatísticas. Poder observar a evolução de alguns destes dados em tempo real é possível através do "worldclock".
Nesta página electrónica podemos encontrar dados sobre a evolução da população mundial ou sobre as emissões de CO2, actualizados ao segundo. É ainda possível contabilizar um determinado dado a partir de um momento definido pelo utilizador.
Por exemplo, nos cerca de 8 minutos que antecederam a produção deste texto desapareceram 178 hectares de floresta!
A Mensagem dos Golfinhos Alfredo Silva, finalista do Curso de Licenciatura em Educação Básica
Nos últimos cinco anos que vivi na Ilha Terceira – 1993 a 1998 – tive oportunidade de me dedicar, por algum tempo, a um género de pesca que, até então, não conhecia. Em sociedade com um amigo tratei de adquirir uma embarcação que reunia as condições ideais à concretização do nosso projecto: uma lancha, em fibra de vidro, com 5,70m e um motor outboard de 60HP. Recebi o treino necessário de outro amigo que, até aí, fizera o mesmo com aquela lancha, que era sua. Recordo, com saudade, muitos dos momentos que passámos nessa actividade e que constituem motivo, mais do que suficiente, para a meditação a que ora me entrego.
À proa e à popa da lancha fixávamos, cada um, uma “roda”. Era uma estrutura em madeira e metal, contendo cerca de 2.000m de arame, preparada para podermos pescar, como era hábito, em profundidades que iam dos 100 aos 2.000m. Com maior frequência posicionávamo-nos, em função do peixe pretendido, entre os 300 e os 700m, variando a distância da costa, normalmente, entre as 5 e as 15 milhas.
Lembro-me, concretamente, de uma vez em que, escasseando o peixe, estávamos ambos, segurando o arame entre os dedos, entregues aos nossos pensamentos, quando vi passar, levado pela corrente, um enorme saco de plástico. Pouco tempo depois foi a vez de uma lata de refrigerante, balouçando suavemente ao sabor da pequena ondulação e, logo a seguir, um emaranhado de fios, de substâncias diversas, como se fora parte da consequência de um naufrágio. Felizmente, não era o caso (que eu saiba).
Perante aquela sujidade – observada, também, de outras vezes – os meus pensamentos tomaram novo rumo. Fui invadido por uma profunda tristeza, lembrando-me de que havia, ainda, gente capaz de “despejar” no mar qualquer tipo de lixo. Enquanto, mentalmente, lamentava o incidente, a minha atenção foi “solicitada” pelo chapinhar de um grupo de golfinhos. Era frequente aparecerem estes amigos, que tantas vezes me faziam esquecer de assuntos menos agradáveis e, dessa vez, não foi excepção. Como muitas vezes fizeram, antes e depois dessa ocasião, brincaram à volta da lancha, emitindo os seus sons característicos, uma das suas formas de comunicação. Um dos mais pequenos aproximava-se, por vezes, da lancha e, seguidamente, nadava de costas, afastando-se, com o corpo quase totalmente fora de água. Dir-se-ia que, enquanto se entregava àquela prática, sorria para nós. Quando entenderam que estava cumprido o seu objectivo partiram, deixando-me a pensar se teriam deixado alguma incompreensível mensagem.
Ainda hoje me questiono sobre a possibilidade de aqueles inteligentes e sociáveis seres marinhos terem tentando transmitir-nos algo sobre a poluição dos oceanos…
Os primeiros mamíferos surgiram no final do período Triássico, embora apenas se tenham tornado mais abundantes e com uma distribuição mais vasta no período Miocénico.
A etapa de transição do período Permo-Triássico ficou marcada por uma extinção em massa - a maior alguma vez existente. Cerca de 70% das espécies terrestres extinguiram-se. Qual a percentagem de espécies marinhas que não resistiu a este evento?
1. Cerca de 40%; 2. cerca de 60%; 3. cerca de 80%; 4. cerca de 90%.
Resposta à pergunta do dia 2009/07/20: Os ictiossáurios eram répteis marinhos. Algumas das espécies podiam atingir cerca de 4 metros e pesar perto de 1 tonelada. Contudo, estima-se que pudessem haver espécies maiores. Estes animais tinham uma reprodução ovovivípara, e eram fisicamente bastante semelhantes aos golfinhos do nosso tempo.
O maciço montanhoso Min Chan, localizado na região central da China, constitui um refúgio para várias espécies raras e ameaçadas de animais, incluindo o esquivo leopardo-das-neves (Uncia uncia) e cerca de 720 pandas-gigantes, cerca de 45% da população selvagem da espécie.
Os pandas gigantes são animais inconfundíveis, pelo seu padrão de pelagem, como pela sua timidez e passividade. Pertencem à família Ursidea e o seu nome científico Ailuropoda melanoleuca significa "gato preto e branco".
Nos últimos anos o habitat adequado para a espécie sofreu uma regressão de mais de 50%, o que terá contribuído para o declínio da espécie, conjuntamente com a baixa taxa de renovação das populações, que não lhes permite recuperar rapidamente da caça ilegal e de outras causas de mortalidade.
Estes membros do reino Protista são, na sua maioria, constituintes do plâncton marinho, enquanto que uma pequena parte pode ser encontrada em sistemas dulçaquícolas (de água doce). Cerca de 50% são autotróficos e a outra metade heterotróficos, podendo alimentar-se de outros protistas, ou mesmo de ovos de peixes.
If you start any large theory, such as quantum mechanics, plate tectonics, evolution, it takes about 40 years for mainstream science to come around. Gaia has been going for only 30 years or so.
James Lovelock. Ecologista britânico de renome internacional, ganhou particular destaque ao publicar as obras "Teoria de Gaia" e "As Eras de Gaia", onde propôs a hipótese de que toda a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições ambientais. Define a Terra como um super-organismo vivo, em que todos os seus componentes bióticos estão interligados e dependentes uns dos outros.
Petição pela instituição do Dia da Águia em Portugal
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) lançou uma nova iniciativa, com o objectivo de alertar para a precária situação da águia-imperial (Aquila adalberti). Uma das espécies da avifauna nacional que, infelizmente, se encontra em risco de extinção.
Sob a forma de uma petição on-line, aberta a qualquer cidadão, a WWF pretende recolher o maior número da assinaturas possível, para serem entregues na Assembleia da República, de forma a instituir o Dia da Águia em Portugal.
A petição intitulada "Sobre a Águia Imperial", assim como toda a informação referente a mesma, pode ser consultada no endereço electrónico da petição.
Para uma parte significativa da população a palavra “réptil” faz surgir imagens mentais de cobras ameaçadoras e venenosas, com cores exóticas e dentes longos. No entanto, pouco nos lembramos de um réptil que a maioria de nós já viu: os cágados.
Há duas espécies com distribuição em Portugal: o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis). O primeiro encontra-se no Sul da Europa (Sul de França, Espanha e Portugal) e Norte de África enquanto que o segundo se distribui pelo Centro e Sul da Europa, Noroeste de África e Ásia Ocidental. Em Portugal podemos encontrar o cágado-mediterrânico principalmente a Sul do rio Tejo, havendo populações mais dispersas no interior a Norte do rio Tejo. Já o cágado-de-carapaça-estriada tem uma distribuição muito mais escassa, sendo muito difícil de encontrar a Norte do Tejo. A bacia hidrográfica mais importante para esta espécie é a do Guadiana. A primeira espécie, mais abundante, tem a classificação de “pouco preocupante” (LC) enquanto que a segunda é considerada a nível nacional “em perigo” (EN), de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados. Ambas figuram nos anexos II e IV da Directiva Habitats e no anexo II da Convenção de Berna (espécies estritamente protegidas).
De facto, gostamos dos cágados, gostamos tanto deles que muitas pessoas os levam para as suas casas, retirando-os dos seus habitats naturais. Esta é mesmo uma das ameaças sérias que estas espécies enfrentam.
Fazendo o caminho inverso, isto é, das nossas casas para os ecossistemas naturais, está outra ameaça para a conservação dos cágados autóctones: a tartaruga-da-Flórida (Trachemys scripta). Sendo mais eficazes na competição pelos recursos que o ecossistema lhes disponibiliza e tendo uma maior taxa de crescimento populacional, estas espécies acabam por se tornar invasoras (espécies exóticas que, pela sua elevada capacidade adaptativa, proliferam num ecossistema que não é originalmente o seu). De facto, a sub-espécie Trachemys scripta elegans é considerada, pela IUCN, uma das 100 espécies exóticas invasoras que maior perigo representa para os ecossistemas.
Para além das ameaças já referidas, estes animais excepcionais enfrentam as condições cada vez mais degradadas dos nossos lagos, ribeiras e rios (poluição, alteração das margens, etc.), as estradas (onde muitos morrem atropelados), a captura acidental (pesca) entre outras.
Os cágados mediterrânico e de-carapaça-estriada podem atingir uma longevidade muito considerável: 35 anos e entre 40-60 anos, respectivamente. Preferem lagos ou pequenas ribeiras com vegetação aquática e áreas na margem que lhes permitam uma boa exposição solar (sendo espécies ectotérmicas não conseguem regular a sua temperatura interna de outro modo que não seja com mecanismos comportamentais).
Podemos ter um papel activo na conservação das espécies e tornar o nosso mundo um pouco melhor. Se não retirarmos os cágados dos seus habitats naturais colocando as tartarugas-da-Flórida no seu lugar estamos a contribuir para a conservação de duas espécies importantes da nossa fauna. Como se diz nestes dias de aniversário de missão lunar: Será um pequeno passo para a Humanidade, um grande passo para os cágados...