Resposta à pergunta do dia 2009/07/13: O clima durante este período era bastante árido e seco. As zonas do centro do supercontinente Pangeia, que se encontravam longe do oceano, eram áreas praticamente desérticas. Ocasionalmente ocorriam monções em regiões costeiras.
O primeiro animal incluído na lista de espécies ameaçadas devido às alterações climáticas foi o urso-polar. O próximo poderá ser a pika-americana (Ochotona princeps).
Este lagomorfo, parente do coelho, passa o Verão no topo das montanhas recolhendo plantas para as suas refeições de Inverno. No entanto, o pêlo espesso que o protege do frio pode também ser o causador da sua morte!
À medida que o calor aumenta globalmente, as pikas estão a ficar presas naquilo a que os cientistas chamam “ilhas no céu”. Não podem descer à procura de ares mais frescos porque os vales estão demasiado quentes... o que já levou algumas populações a desaparecer...
Depósitos de calcário que vão sendo formados por cianobactérias. Estas segregam um cimento carbonatado, que se começa a associar a pequenas partículas do ambiente envolvente, originando assim os estromatólitos. Podem ser encontrados em águas quentes e com pouca profundidade.
We are glorious accidents of an unpredictable process with no drive to complexity, not the expected results of evolutionary principles that yearn to produce a creature capable of understanding the mode of its own necessary construction.
Stephen Jay Gould (1941-2002). Conceituado paleontólogo e biólogo evolucionista americano. Autor de inúmeras obras de divulgação científica, é hoje reconhecido como um dos mais lidos e conhecidos escritores da sua geração.
Campo de Trabalho Científico sobre o Controlo de Plantas Invasoras
Irá decorrer de 25 de Julho a 1 de Agosto de 2009, na Mata do Desterro, em Seia, no âmbito do projecto Invader II, um Campo de Trabalho Científico sobre o Controlo de Plantas Invasoras, organizado pelo Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF), Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) da Escola Superior Agrária de Coimbra e o Município de Seia, e o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).
Para mais informações consulte a seguinte página electrónica do projecto.
A esta velocidade... elas vão ficando para trás! Isa Pinho, educadora ambiental São sete... as maravilhas do mundo! Os dias da semana! Os centros de energia do corpo humano! O número de dias e noites que Sidharta Gautama meditou debaixo de uma árvore! Os pecados mortais! Os anões da história da Bela Adormecida! As cores do arco-íris! As notas musicais... ou mesmo o número da camisola do Figo. Certamente que agora inúmeras analogias começam a passar pela sua mente... Elas, embora passem despercebidas à maioria de nós, também são sete! Refiro-me às sete espécies de tartarugas marinhas existentes: tartaruga-comum (Caretta caretta), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), tartaruga-de-pente (Eritmochelys imbricata), tartaruga-de-Kemp (Lepidochelys kempii), tartaruga-olivacea (Lepidochelys olivacea), tartaruga-de-carapaça-achatada (Natator depressus), e a tartaruga-verde (Chelonia mydas). Lembrou-se delas? São animais com uma história evolutiva com cerca de 200 milhões de anos, que já existiam mesmo antes dos dinossáurios e que conseguiram sobreviver à sua extinção. Contudo, e devido aos inúmeros perigos que enfrentam actualmente, todas as sete espécies estão ameaçadas de extinção! Estes animais enfrentam inúmeros perigos desde a chegada da fêmea à praia para a postura dos ovos, o que vai levar a que em 100 ovos colocados apenas uma pequena minoria chegue à idade adulta. Depois do ninho feito, há uma grande probabilidade deste ser pilhado por outros animais que se vão banquetear. Aqueles ovos que eclodem têm de sobreviver aos ataques de animais a quem servem de refeição. Por sua vez, os que conseguem alcançar a água, durante os primeiros anos de vida estão muito vulneráveis devido ao seu tamanho diminuto, tornando-se presas fáceis para muitos predadores. Para além destes perigos naturais a que as tartarugas sempre estiveram sujeitas mas que conseguiram superar, ainda há aqueles com os quais o Homem está directamente relacionado, como as redes de pesca e a pesca acessória. Têm ainda de lidar com a poluição, cada vez maior, do seu habitat. Para lhe dar um exemplo mais concreto, pode-se referir que a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) tem como base da sua dieta alimentar as medusas. Sim! Aquelas que estamos habituados a ver na praia e que nos causam aquelas alergias terríveis. Esta tartaruga está perfeitamente adaptada a esta dieta venenosa. Agora imagine um saco plástico a boiar no oceano e a atravessar-se em frente desta tartaruga. Não parecerá algo apetitoso para a tartaruga? As alterações climáticas também estão a ter implicações sérias nestas espécies. Entre inúmeros problemas pode-se referir apenas este: é a temperatura a que os ovos são incubados que vai determinar o sexo das crias. Temperaturas mais altas dão origem a mais fêmeas, enquanto que mais baixas originam mais machos. Sabe-se que um dos problemas relacionados com as alterações climáticas prende-se com o aumento global de temperaturas. Percebemos então o que isso implica... Para além de tudo isto, e entre outros factores, pode-se ainda referir o desenvolvimento costeiro, que está a destruir as praias de nidificação, ou a caça dirigida para consumo da carne ou confecção de produtos elaborados a partir da carapaça. À velocidade a que isto acontece, parece-me que, ao contrário da história da lebre e da tartaruga de La Fontaine, estas tartarugas estão realmente a ficar para trás. Actualmente inúmeros projectos, como o Projecto TAMAR, no Brasil, procuram alertar e envolver, com sucesso, a comunidade local para a necessidade da conservação destes animais. Todos nós, de alguma maneira, podemos contribuir para ajudar estes animais com uma história evolutiva tão longa. Ao ajudarmos o ecossistema das tartarugas estamos a contribuir para melhorar o habitat de tantos outros animais, e a ajudar a preservar um mundo que é tanto nosso como deles.
As plantas dominantes desta época eram as gimnospérmicas (plantas com as sementes expostas), entre as quais se destacavam as coníferas, os ginkgos, actualmente representada apenas pelo Gingko biloba, as cicadas e as benetitales (grupo actualmente extinto).
Resposta à pergunta do dia 2009/07/06: O Período Triássico (que ocorreu de 248 a 206 milhões de anos), juntamente com o Jurássico e o Cretácico, insere-se na era Mesozóica ou “Idade dos Répteis”.
À medida que surgem novas tecnologias e metodologias, alguns dados que se pensavam ser verdadeiros caem por terra. É frequente depararmo-nos com notícias que rectificam factos anteriormente aceites pela comunidade científica.
Há muito que se acreditava que a principal “arma” do dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis) eram as bactérias altamente tóxicas, encontradas na sua cavidade bucal. No entanto, um estudo recentemente realizado revelou que este lagarto tem, afinal, uma “arma secreta”.
Tal como outras espécies de lagartos, esta também é capaz de produzir veneno. Ao contrário das cobras que injectam o veneno directamente na suas presas, o dragão-de-Komodo espalha, através de um mecanismo próprio, a toxina nas lacerações provocadas pelos dentes.
O veneno do maior lagarto do nosso Planeta causa, nas suas presas, a diminuição da pressão sanguínea, hemorragias internas e a entrada em choque. Um conjugação de factores que as torna alvos fáceis para este réptil.
Grupo de moluscos da classe Cephalopoda, parcialmente extinto, que se caracteriza por ter uma concha externa de aragonite (mineral carbonatado de cálcio). O interior da concha é compartimentado em pequenas câmaras, que o animal enche com gás para controlar a sua flutuabilidade. O tamanho podia variar entre apenas alguns milímetros de diâmetro, a cerca de dois metros. Tem no Nautilus o seu único parente vivo.