Os gambás, novas "estrelas" do recente filme de animação "A Idade do Gelo", são marsupiais (semelhantes a roedores) que habitam as florestas tropicais da América do Sul, podendo ocupar locais de elevada altitude. As cerca de 60 espécies de gambás pertencem à família Didelphidae.
Pequenos mamíferos de focinho alongado, medem cerca de 30 a 45 centímetros e pesam entre 1 a 2 quilos. Utilizam a sua cauda longa e preênsil para se agarrarem às árvores, onde passam grande parte do tempo pendurados de cabeça para baixo!
Dotados de uma dentição poderosa, possuem uma dieta omnívora, tirando partido dos alimentos que encontram disponíveis. Os membros deste grupo são solitários, não interagindo com outros indivíduos excepto durante a época de reprodução.
Antes desta época os machos definem territórios usando a sua saliva, acasalando posteriormente com as fêmeas presentes no espaço. As fêmeas constroem ninhos com folhas nas cavidades das árvores para os novos membros da família.
Os recém-nascidos, em média 10 por ninhada, nascem sem pêlo, de olhos fechados, com apenas 1 cm de comprimento, tendo ainda que encontrar o caminho para a bolsa marsupial da progenitora! Os cientistas acreditam que utilizam o olfacto para encontrar o caminho certo... Apesar do minúsculo tamanho, desenvolvem-se rapidamente e aos 6 dias estão prontos a abandonar a bolsa.
Para escapar aos predadores desenvolveram uma técnica muito particular: fingem-se de mortos, deitados de costas, patas para o ar, cauda enrolada, com os olhos e boca abertos.
As várias espécies não estão ameaçadas e como tal não possuem qualquer estatuto de conservação.
"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."
Mohandas Karamchand Gandhi
(1869-1948). Conhecido por Mahatma Gandhi, foi um dos idealizadores e
fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do
princípio da não-agressão, forma não violenta de protesto.
A Water Aid
é uma organização não governamental cujo objectivo principal é fornecer
água potável, condições de sanidade e educar para a higiene
(reconhecidas como direitos humanos), a todas as populações dos países
mais carenciados do mundo.
O seu website, divertido e informativo, propõe estratégias de actuação, divulga projectos em curso e mostra como poderá ajudar.
Saiba
porque a água é um bem essencial para a qualidade de vida e quais os
seus benefícios. Faça também um cálculo da quantidade de água que
deverá consumir diariamente e compare com a quantidade que, na
realidade, bebe! Leia a secção "Dicas" e veja como pode melhorar os
seus hábitos diários...
E a melhor equipa do mundo é... Ricardo C. Neves, biólogo
Há cerca de 570-600 milhões de anos, na transição dos períodos Pré-Câmbrico para o Câmbrico, ter-se-á verificado, entre os animais invertebrados, uma abrupta aparição de planos corporais ― os bauplans. Este termo, proveniente do germânico baupläne, pretende captar o 'desenho base' de cada filo quanto a morfologia, fisiologia, constrangimentos evolutivos, entre outros. Estranho é que desde então, segundo Stephen Jay Gould em 'A Vida é Bela', tenham surgido apenas desvios aos bauplans já estabelecidos: o registo fóssil referente ao período do Câmbrico evidencia espécimes relativos dos grupos actuais e também muitos outros que sendo estranhas maravilhas simplesmente não podem ser associadas. Será que se acabou a "flexibilidade genética" durante essa janela temporal, ou não havia espaço (entenda-se nicho) ecológico para que "novos talentos" surgissem? Muito haveria a discutir sobre a "explosão do Câmbrico", mas por ora pretendo ficar noutra questão: como terão surgido os seres multicelulares? Para já não há uma resposta concreta a esta problemática. Mas há sugestões.
Os metazoários terão tido origem em protozoários há cerca de 700 milhões de anos atrás. Mas quais ao certo? Duas teorias têm reunido o maior número de adeptos no que à origem da multicelularidade importa. Uma, a de Ernst Haeckel, é conhecida como 'teoria colonial'. Foi apresentada em 1874 e defende que os metazoários terão tido origem numa colónia de protozoários com o formato de uma bola oca. Por exemplo, os protozoários coanoflagelados (Filo Choanoflagellata) ou os do género Volvox (Filo Chlorophyta) suportam esta teoria: além de uma organização colonial, os primeiros apresentam várias semelhanças com as esponjas (Filo Porifera) ao nível da estrutura celular e os segundos evidenciam diferenciação celular (linhas somática e germinal). Outros autores, J. Hadzi na década de 1950 e E. D. Hanson na de 1960, defenderam que os metazoários teriam evoluído a partir de um plasmídeo multinucleado. Este, por um processo de formação de membranas internas que passaram a dividir os vários núcleos, teria originado algo semelhante a um verme com capacidade de rastejar nos fundos oceânicos. Conhecida como 'teoria sincicial' recebe algum apoio de organismos conhecidos como slime molds (os limos) e do desenvolvimento embrionário dos insectos, em que uma fase multicelular é precedida de uma outra multinucleada.
Apesar de estudos recentes terem vindo a favorecer a primeira teoria, o assunto slime molds é de extrema importância e tem sido bastante explorado nas áreas da biologia do desenvolvimento e da evolução. Este fascinante organismo, ao contrário do que o nome sugere, não é um fungo e nem sequer é viscoso. É, antes, aquilo a que se poderá chamar uma amiba social. Ou seja, são organismos unicelulares que habitam troncos de árvores em estado deteriorado onde são encontrados, normalmente, isolados e a reproduzir-se assexuadamente por fissão binária (embora também o possam fazer sexuadamente por fusão celular). Consomem bactérias, mas algo de fantástico acontece em condições de falta de alimento: milhares de slime molds reúnem-se e formam correntes que convergem num ponto central como que se um remoinho formassem. Sobem uns pelos outros formando um agregado que se dobra então para formar uma espécie de pseudoplasmídio migrante (também chamado de lesma ou grex) com cerca de 2 a 4 mm de comprimento. Desloca-se para locais iluminados onde cessam o movimento e inicia um processo de diferenciação no qual se forma um 'corpo de frutificação'. Estranho? Ainda não é tudo.
O corpo de frutificação é composto por um talo e uma estrutura esporuladora. O primeiro é formado pelas células anteriores do pseudoplasmídio (15-20% do total) e ao formar-se eleva a massa de células que irão dar origem a esporos. As células do talo irão morrer (num processo de morte celular programada semelhante à apoptose), mas as restantes perpetuarão a espécie já que cada esporo que se dispersa dará origem a uma nova amiba social. Ora, dado que cada indivíduo se reproduz de forma assexuada o pseudoplasmídio pode ser composto por vários clones formando, portanto, uma quimera. Como se decide, então, quais as células a fazer parte do talo? Estudos recentes indicam claramente que há "batoteiros" que tentam a todo o custo escapar aos cerca de 15-20% das células que constituirão a fracção posterior do pseudoplasmídio. Afinal, os indivíduos que edificam o talo não são nada altruístas mas sim vítimas de um conflito de interesses, de uma competição onde o objectivo final é transmitir o património genético à geração seguinte.
Diferentes linhagens lutam, então, por passar à descendência os seus genes. E só a mais apta pode vencer. Será este um bom exemplo para as ideias de Richard Dawkins expressas em 'O gene egoísta'? Serão os slime molds "veículos robotizados cegamente programados para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes"? São, acima de tudo, fascinantes estes slime molds. Até pelo facto de não se saber muito bem onde está o seu ramo na grande árvore da vida. Apesar de alguns estudos sugerirem a sua proximidade aos fungos e aos animais, é grande a confusão dentro da filogenia do próprio grupo. Multicelulares em regime parcial, fazem coisas admiráveis enquanto nessa situação. Também funcionam bem em equipa...ou melhor, há uns que controlam... Então, não é bem uma equipa! E será um ser multicelular uma equipa? Bom, passado o Mundial de Futebol vocês já estarão, certamente, aptos a decidir. Até à próxima...
Os crustáceos
crescem através de um mecanismo de muda da carapaça, embora poucas
vezes se tenha observado este processo. Os sinais característicos que
antecedem esta transformação são quase desconhecidos, em virtude da sua
curta duração e pelo facto de ocorrer, geralmente, durante a noite.
Como ocorre, então, a muda de uma lagosta?
Ocorre
uma pequena elevação entre o cefalotórax e o primeiro segmento do
abdómen, dando-se a ruptura transversal da "velha" carapaça. Após esta
etapa, a lagosta terá de fazer um enorme esforço para passar pela
estreita fenda!
Algumas
horas depois, o cefalotórax começa a surgir da carapaça velha, embora
esta ainda se mantenha ligada na região frontal do corpo. Em pouco
tempo, o abdómen começa a sair pela fenda; a lagosta liberta-se da
armadura bucal, das patas locomotoras e das antenas com pequenas
sacudidelas do corpo. Isto, em apenas 3 minutos!
Depois
de toda esta "ginástica", a lagosta fica exausta. Repousa ao lado do
velho revestimento enquanto o corpo absorve grande quantidade de água e
aumenta de tamanho. A cor ténue denuncia a nova protecção, mole e
frágil, que só adquire rigidez quando o calcário absorvido entre as
mudas passa do sangue para o tegumento externo. Por este motivo, a muda
ocorre durante a noite em locais mais protegidos dos ataques dos
predadores.
Quantos anos demora, no mar, o plástico a ser degradado?
1. Cerca de 10 2. Cerca de 500 3. Cerca de 300 4. Cerca de 50
Resposta à pergunta do dia 17/07/2006: Os recifes coralinos existem há mais de 200 milhões de anos, e são conhecidos como "as florestas do mar". São vitais para a manutenção da diversidade biológica dos oceanos sendo, actualmente, um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Os investigadores calculam que um quarto dos recifes de coral do mundo já tenham sido destruídos.
Agência Europeia do Ambiente alerta para a degradação da costa portuguesa
Segundo a Agência Europeia do Ambiente (EEA), o litoral português registou, nos últimos anos, o maior aumento de áreas artificiais da Europa. A conversão das áreas costeiras, principalmente, em estradas e edifícios, tem provocado uma degradação acentuada da costa.
Nos dez anos compreendidos entre 1990-2000, Portugal foi o país da UE com o desenvolvimento mais rápido daquelas áreas artificiais (34%), seguido da Irlanda (27%), Espanha (18%), França, Itália e Grécia, segundo as conclusões do último relatório da AEE sobre "Alterações do aspecto das zonas costeiras europeias", publicado, no início deste mês, em Copenhaga.
Uma possível explicação poderá estar na reestruturação económica, em larga medida impulsionada por subsídios da UE, que constituiu uma força motriz para o desenvolvimento de infra-estruturas de acesso que, por sua vez, atraiu a expansão hoteleira e residencial.
O documento adverte que a rápida utilização do espaço costeiro, impulsionada, principalmente, pela indústria do turismo, ameaça destruir o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
Embora se reconheça alguns progressos na luta contra esta tendência, a maior parte das regiões costeiras continua a estar entre as regiões economicamente menos desenvolvidas da UE.
Nascido em 1473 em Torún, Polónia, Nicolau Copérnico destacou-se por desenvolver a teoria heliocêntrica para o Sistema Solar.
Foi astrónomo e matemático de destaque, tendo sido também cânone da Igreja, governador, administrador, jurista, astrólogo e médico.
A sua principal obra – a teoria do Heliocentrismo – colocou o Sol como centro do Sistema Solar, contrariando a teoria vigente na altura, em que a Terra era o centro desse Sistema – a teoria do Geocentrismo.
Em 1491, Copérnico entrou para a Universidade de Cracóvia, onde se interessou pelo estudo da Astronomia, iniciando, assim, o mais marcante trabalho da sua vida.
Entre as muitas profissões que exerceu, publicou 27 de suas observações e cálculos, no campo da Astronomia, entre os anos de 1497 a 1529. Foi progressivamente aperfeiçoando os cálculos e observações, permitindo recalcular as coordenadas das supostas órbitas do Sol, da Lua e de outros planetas que giravam ao redor da Terra.
Em 1543, Georg Joachim Rheticus, matemático austriaco conceituado e discípulo de Copérnico, imprimiu um manuscrito completo do seu tutor, sob o título "De Revolutionibus Orbium Coelestium" (das revoluções das esferas celestes). Nesta obra estavam compiladas as observações e teoria de Copérnico – o Heliocentrismo.
Copérnico morreu no ano da publicação da sua obra em Frauenburgo, Polónia.
A sua teoria heliocêntrica é hoje globalmente aceite.
I have no faith in human perfectibility. I think that human exertion will have no appreciable effect upon humanity. Man is now only more active - not more happy - nor more wise, than he was 6000 years ago.
Edgar Allan Poe (1809-1849). Escritor, poeta, romancista e crítico literário. Foi um dos percursores da literatura de ficção científica e fantástica moderna.
De 24 a 30 de Julho realiza-se, organizado pelo Município de Olhão, o Encontro Nacional de Parques Naturais, no Centro de Educação Ambiental de Marim, Parque Natural da Ria Formosa, Olhão.
Paralelamente, no mesmo local, de 27 a 30 de Julho, realiza-se a Feira Nacional de Parques Naturais, um projecto com características inéditas e que inclui conferências e debates, exposições, cinema ao ar livre, desenho digital e outras interessantes actividades.
Mais informações podem ser encontradas no site do Festival Ecodrome.
"Espiar" o vôo das águias
Desde Maio de 2002 que o ICN, em colaboração com a SPEA e a QUERCUS, tem em campo um estudo sobre algumas espécies de aves de rapina existentes no nosso país – a águia-real (Aquila chrysaetos), a águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus) e o milhafre-real (Milvus milvus), através do qual estuda as suas deslocações no espaço aéreo, recolhendo informação relevante.
Através de um sistema de satélite, o Argos, técnicos do ICN seguem as deslocações dos espécimes marcados, obtendo informação que permitirá avaliar e, num futuro próximo, minimizar os impactes resultantes da interacção entre as linhas de alta e média tensão e a avifauna. Para tal, as três entidades ambientais envolvidas efectuaram um protocolo de colaboração com a EDP, que faculta informação sobre a localização das linhas de média e alta tensão.
Em cooperação com o estudo via satélite, levado a cabo pelo ICN, a SPEA e a QUERCUS estão responsáveis por, através de uma prospecção no terreno, quantificar o impacte da rede eléctrica sobre as aves e determinar a influência de aspectos técnicos (quantidade e disposição dos cabos, etc) e ecológicos (período do ano, área de distribuição, etc) na mortalidade registada.
No site, todos os amantes da avifauna, bem como os simples curiosos, encontram informação detalhada sobre este projecto, enquadramento, equipa técnica envolvida, explicação do equipamento utilizado e um diário de bordo com as informações recolhidas, entre outras.