A União Europeia está actualmente a proceder a uma consulta aos cidadãos europeus sobre o melhoramento do bem-estar dos animais utilizados para fins experimentais e outros fins científicos. Esta consulta está disponível na página oficial do questionário.
Este é um assunto polémico mas que sem dúvida merece toda a nossa atenção!
Tartarugas marinhas na Europa
Euroturtle é um excelente recurso online onde poderá explorar o mundo das tartarugas marinhas!
É o primeiro website educacional da Europa que aborda a conservação e biologia das tartarugas marinhas. Os seus conteúdos são periodicamente actualizados e tem sido recomendado por muitas instituições internacionais, tendo contribuído para o conhecimento do grupo e das suas principais ameaças.
Pela sua qualidade já recebeu alguns prémios e foi considerado pela União Europeia como um dos seis melhores websites de educação ambiental da Europa.
Aproveite e fique a conhecer o trabalho da MEDASSET na conservação das diferentes espécies de tartarugas marinhas e dos seus habitats no Mediterrâneo, através do apoio a projectos de investigação, educação ambiental e outras actividades.
Certamente muitos de Vós se recordam de filmes que marcaram a carreira do realizador inglês Alfred Hitchcock, entre os quais eu destaco "Psico", "Vertigo" ou "Os Pássaros".
De título original "Alfred Hitchcock's The Birds"
(em português "Os Pássaros"), este genial realizador reproduziu um
clima de profundo suspense, numa pequena vila piscatória do Norte da
Califórnia, EUA, através de um aumento abrupto, e sem explicação
aparente, do número de gaivotas (que nem são invulgares numa qualquer
vila piscatória), originando um autêntico pandemónio na vida de todos
os habitantes.
É
este filme, realizado em 1963, que me leva a escrever este pequeno
texto, não tanto pelo seu conteúdo (do qual admito, desde já, que sou
fã), mas sim por um preciosismo (associado à minha (de)formação
profissional) que gostaria de partilhar.
Centremo-nos, então, na tradução para português do título deste filme.
"Os
pássaros" foi o título escolhido em português para o filme "The Birds",
talvez por razões de marketing ou simplesmente porque nos habituámos a
chamar pássaros a todas as aves. Mas uma coisa não quer dizer a outra.
E porquê?
Biologicamente, todas as espécies animais estão organizadas segundo um sistema de classificação em "degraus" (sistema taxonómico),
hierarquicamente dependentes uns dos outros. Estes "degraus" (taxon,
plural taxa) são, em ordem decrescente: Filo, Classe, Ordem, Família,
Género e Espécie.
Esta foi a forma encontrada (originalmente criada por Carl von Linnaeus, no século XVIII) para organizar toda a biodiversidade na Terra, através das semelhanças entre os seres vivos.
Nesta organização, observamos que as aves estão num taxon acima dos pássaros.
As aves são uma classe (Classe Aves)
que tem várias Ordens subordinadas, consoante um conjunto de
semelhanças previamente estabelecidas entre si (anatómicas, genéticas,
bioquímicas, ecológicas, etc.).
Os pássaros pertencem à Ordem Passeriformes
(uma das mais de vinte Ordens dentro da Classe Aves). É certo também
que esta ordem representa, em termos de número de espécies, mais de
metade das aves existentes.
Desta
forma, será correcto usar o termo pássaro para generalizar qualquer
tipo de ave? Não. O termo generalista correcto é, efectivamente, aves.
Aves
são as águias, os abutres, as avestruzes, as galinhas, os patos, os
pardais, as gaivotas, entre tantas outras espécies nossas conhecidas.
Pássaros são, no geral, aves de pequena dimensão, canoras, com
alimentação baseada em sementes, frutos e pequenos invertebrados. Os
vulgares pardais (Passer domesticus) são o exemplo cabal de uma espécie pertencente a esta Ordem. Os maiores pássaros actualmente existentes são os corvos (Corvus corax).
E as gaivotas? Aquelas que aparecem no filme e que despoletaram toda esta conversa?
Estas aves marinhas pertencem à Ordem Charadriiformes, não estando aparentadas com aquelas outras denominadas pássaros.
Afinal, porque tinha o Hitchcock razão?
Porque ele, correctamente, chamou na língua de Shakespeare, "The Birds", o que na língua de Camões deveria ser chamado de "As Aves".
Este
é apenas um pequeno exemplo (talvez sem qualquer importância, num
contexto fora da biologia), mas por vezes ao não chamarmos as coisas
pelos seus nomes, incorremos no risco de ser mal interpretados.
E sabendo de antemão que o saber não ocupa espaço, não custa nada aprender…
Algumas doenças sexualmente transmissíveis parecem ter um papel importante no controlo populacional de insectos.
Os investigadores observaram que um grupo de joaninhas (família Coccinellidae) acasalava de dois em dois dias sempre com um novo parceiro. Este comportamento disseminou um ácaro transmitido sexualmente que se alimenta de joaninhas. Em vez de exterminar a população, os ácaros actuavam na esterilização das fêmeas infectadas, controlando assim a densidade populacional.
Estudos recentes de paleontologia, indicam que os mamutes permaneciam perto das progenitoras e eram amamentados por um período de:
1. 5 meses 2. 12 meses 3. 3 anos 4. 5 anos
Resposta à pergunta do dia 03/07/2006: A protogenia é um hermafroditismo sequencial no qual um indivíduo passa de fêmea a macho. Este fenómeno está presente em algumas espécies de peixes-papagaio, pertencentes à família Scaridae, sendo que todos os indivíduos nascem fêmeas e os machos são produzidos por reversão sexual de fêmea para macho.
O que saltava como um coelho, mas mastigava como um esquilo?
A resposta é o Gomphos elkema,
antecessor do coelho, que viveu há 55 m.a., e cujo fóssil foi
descoberto na Mongólia. Este achado veio reforçar a teoria de que os
roedores e os lagomorfos (grupo que inclui coelhos e lebres) partilham
um ancestral comum, que terá vivido no mesmo período em que os
dinossáurios se extinguiram.
Tal como os actuais coelhos e lebres, o Gomphos elkema
possuía longas patas traseiras que lhe permitia saltar. Os dentes
incisivos deste fóssil também se assemelham aos dentes dos seus
parentes modernos, que crescem continuamente e se desgastam pela
actividade roedora quase constante. No entanto, os molares parecem ser
bastante diferentes, apresentando pontas e raízes como a dentição molar
de um humano ou esquilo. A sua grande cauda também se assemelhava mais
ao esquilo do que ao coelho. Outra grande diferença reside no aparelho
auditivo: o crânio do fóssil sugere que o animal teria uma estrutura
óssea do ouvido semelhante à dos roedores.
Nascido em França, em 1596, também conhecido como Cartesius, foi filósofo, matemático e cientista. Notabilizou-se pelo seu trabalho revolucionário na Filosofia, tendo também sido famoso por ser o inventor do sistema de coordenadas cartesiano, que influenciou o desenvolvimento do Cálculo moderno.
Por muitos considerado o fundador da filosofia moderna e pai da matemática moderna, foi um dos pensadores mais importantes e influentes da história humana.
Na ciência, Descartes acreditava que a matéria não possuía qualidades inerentes, mas era simplesmente o material bruto que ocupava o espaço. Ele dividia a realidade em res cognitas (consciência, mente) e res extensa (matéria).
Acreditava também que Deus criou o universo como um perfeito mecanismo de moção vortical e que funcionava deterministicamente sem intervenção desde então.
Para muitos, foi o pai da matemática moderna, através do seu contributo na descoberta da geometria analítica.
A Teoria de Descartes providenciou a base para o Cálculo de Newton e Leibniz, contribuindo decisivamente para a matemática moderna.
Any fool can make things bigger, more complex and more violent. It takes a touch of genius - and a lot of courage – to move in the opposite direction
Albert Einstein (1879-1955). Físico alemão e Prémio Nobel da Física em 1921. Autor, entre muitos trabalhos, da "Teoria Especial da Relatividade" (1905), "Teoria Geral da Relatividade" (1916), "Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano" (1926) ou "Evolução da Física" (1938).
Nos próximos dias 15 a 17 de Setembro de 2006, irá decorrer o 1º EETA - Encontro de Educação e Turismo Ambientais, em Arganil, organizado pela SETA (Sociedade Portuguesa para o Desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambiental).
O principal objectivo deste encontro é o desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais, contribuindo para a promoção de um desenvolvimento sustentável e a Conservação da Natureza.
Este evento dirige-se sobretudo aos agentes envolvidos no processo educativo, Turismo sustentável e na Conservação da Natureza, e que se encontrem integrados em Escolas, Áreas Protegidas, Autarquias e Operadores de Turismo Ambiental Sustentável.
Considerar-se-ão temas transversais a questões relativas às alterações climáticas, ao desenvolvimento regional integrado de raiz endógena e a aplicabilidade dos processos no âmbito da Lusofonia.
Segue-se uma programação de que fará parte uma Visita de Estudo (na região de Arganil), Conferências / Debate, apresentações de experiências positivas e Trabalho de Grupo.
As inscrições posteriores a 27 de Julho ficarão dependentes do número de vagas existentes.
Para mais informações, consultar o site da SETA, pelo telefone 96-4517120 ou pelo correio electrónico.
Visita ao Vale do Guadiana
No âmbito do projecto "Sustentabilidades", o CEAI irá promover uma Visita ao Vale do Guadiana nos dias 8 e 9 de Julho.
Com o objectivo de dar a conhecer o património natural e cultural do local, bem como de promover o convívio e as actividades de ar livre, o programa contempla visitas de interpretação da paisagem, uma visita à vila de Mértola, uma descida de rio em canoa e um piquenique nas margens do rio.
Esta organização dedica-se à conservação dos oceanos e dos seus habitantes.
Através de projectos de investigação e de educação ambiental, a Ocean Conservancy pretende sensibilizar e levar o público a tomar medidas no sentido de preservar um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta.
Aqui poderá obter informação sobre politicas de conservação e acções que decorrem no mundo inteiro, com o intuito de salvaguardar habitats e populações, em que poderá participar e dar o seu contributo para a protecção do ambiente marinho e seus recursos.
O nosso fantasioso e criativo imaginário animal Margarida Monarca, educadora ambiental
As espécies animais (leia-se, não racionais), na sua vertente doméstica, na maioria dos casos, ou, para alguns felizardos especialistas, numa vertente menos comum, mais "selvagem", estão presentes e representadas em (quase) todas as etapas da nossa vida como seres humanos, desde crianças até à velhice.
A maioria de nós guarda no coração um lugar especial para aqueles companheiros de casa que nos dão carinho e bons momentos em troca de alimento e alguns cuidados com pitadas de ternura. Por exemplo, ao perguntarmos a uma turma de crianças quantas possuem um animal de estimação os braços no ar e as vozes elevadas numa alegria indisfarçável demonstram bem que uma grande percentagem de nós dedica uma afeição sincera aos animais que convivem connosco.
As espécies animais estão presentes no nosso planeta desde há tempos imemoriais, antes do ser humano ter começado a povoar a Terra. Há séculos que partilhamos habitats e ecossistemas com estes nossos semelhantes, numa convivência nem sempre muito saudável ou pacífica. O nosso imaginário popular está recheado de histórias fantásticas, contadas entre gerações, e que chegaram a nós pela boca de avós e bisavós, que atribuem características fantasiosas ou temíveis a espécies que nada possuem delas, mas que muitas vezes (infelizmente) sofreram na pele as consequências destas crenças.
É fácil encontrar exemplos deste facto.
As cinzas de salamandras eram utilizadas na medicina antiga para cicatrização de úlceras; hoje em dia ainda se crê que podem curar feridas produzidas pelo veneno de serpentes.
Os morcegos são protagonistas em muitos contos de folclore popular. Por exemplo, a presença de um destes mamíferos dentro de casa significa a morte de alguém que ali habite, ou de um parente. Reza a lenda, em Washington, que o infortúnio ocorrerá dentro de um ano; menos optimistas, os restantes estados dos Estados Unidos prevêem um período inferior a 6 meses. No Novo México, no entanto, a previsão é totalmente negra – os habitantes da moradia têm apenas 8 dias para se preparar...
As aves também têm lugar cativo no nosso imaginário popular. Em relação a corvos, "um é mau, dois é sorte, três saúde, quatro riqueza, cinco doença, seis a morte". Por outro lado, as penas de algumas aves apresentam vantagens consideráveis a jovens casadoiras: coser penas de cisne na almofada do marido assegura a sua fidelidade pelo tempo em que se mantiverem nesse local de repouso! (atenção: não vale ir já torturar o primeiro cisne que encontrar).
Naturalmente, estas e outras lendas populares chegam à maioria de nós já diluídas de sentido. No entanto, não nos podemos esquecer que muitas das povoações que vivem em locais mais isolados continuam a, pelo sim pelo não, pôr em prática alguns conselhos antigos. Conselhos que, muitas vezes, resultam numa perseguição dos animais vítimas das histórias, ou simplesmente numa fobia e temores que os mais crentes desenvolvem em relação a determinadas espécies animais.
Não pretendo ser especialista no assunto das lendas populares aplicadas a animais. Muito menos ferir susceptibilidades daqueles que passaram (quase) toda a sua vida a escutar ditados dos mais velhos, referindo cautelas e cuidados a ter em encontros fortuitos (ou nem tanto assim) com os animais das nossas terras. Queria apenas aproveitar para alertar para os efeitos que, muitas vezes, a crença nestes "diz-que-disse" provocam no bem-estar de certas espécies que, geralmente, têm mais receio de se cruzar com os seres humanos do que nós de os encontrar pelo caminho...
Porque, para os olhos da maioria das espécies, nós somos gigantes de pernas altas, um Golias em formato humano, que ocupa muitos dos territórios onde, antigamente, apenas se podia encontrar espaços naturais intocados pela mão do Homem. Talvez devessemos procurar aprender com estes nossos "irracionais semelhantes" o seu modo inato de interagir com a Natureza!
O inquilinismo é uma forma de relação estabelecida entre indivíduos de espécies diferentes na qual um deles procura abrigo no corpo do outro, mas sem o prejudicar.
Uma forma de inquilinismo presente na natureza é a que se pode estabelecer entre a holotúria, ou pepino-do-mar (classe Holothuroidea) e o peixe-agulha (género Fierasfer), na qual este último, um peixe de corpo fino e alongado, penetra no corpo do hospedeiro – a holotúria – para se abrigar dos seus predadores, e só se retira da sua "casa" alugada para procurar alimento.
Curiosamente, este procedimento do peixe não prejudica a vida do senhorio seja de que maneira for!