1. Uma regressão genética 2. Hermafroditismo sequencial no qual um indivíduo passa de fêmea a macho 3. Um mecanismo de reprodução primitivo 4. Deficiência congénita no aparelho reprodutor
Resposta à pergunta do dia 26/06/06: A onça-pintada (Panthera onca), também chamada de onça ou jaguar, é o maior felino actualmente existente no continente americano. Este belo felino pode pesar até 150 kg, habitando florestas ou campos cerrados. A sua distribuição está muito reduzida principalmente devido à destruição do seu habitat para explorações agropecuárias.
Hidrofones desenvolvidos para detectar ruídos de sismos detectaram aquilo que parecem ser diálogos entre baleias. Os biólogos detectaram tons e padrões que variam consoante as águas por onde as baleias navegam: as baleias-azuis (Balaenoptera musculus) do Pacífico produzem sons diferentes das da Antárctida.
Os cientistas acreditam que estes dialectos podem ajudar a coordenar o movimento dos grupos de baleias e evitar a consanguinidade. Investigações complementares estão a ser efectuadas de forma a revelar se os dialectos fazem parte de uma linguagem comum, se são transmitidos geneticamente ou se resultam de um processo de aprendizagem.
Os peixes-cirurgião são peixes tropicais muito apreciados pela beleza das suas cores e pelo seu interessante comportamento.
Pertencentes à família Acanthuridae são facilmente reconhecidos pelo facto de possuírem espigões afiados no corpo que utilizam como âncora quando dormem, na defesa do seu território e contra predadores. Estas estruturas, semelhante a lâminas (daí o seu nome comum), resultam de uma escama altamente modificada e estão presentes em cada um dos lados do pedúnculo caudal (região que antecede a barbatana caudal). Geralmente os espigões encontram-se retraídos mas, se o peixe for perturbado, poderá erguê-los e usá-los contra potenciais inimigos.
Habitam os recifes coralinos da maioria das faixas oceânicas tropicais e sub-tropicais nadando, frequentemente, durante o dia, em grandes cardumes. Dependendo da espécie, alimentam-se de zooplâncton, pequenos invertebrados e de algas, limpando o recife e mantendo o seu equilíbrio. Possuem uma boca curta e dentes serrilhados que lhes facilitam a tarefa de "raspar" as algas que crescem na superfície da rocha.
Algumas espécies mudam de coloração quando passam de juvenis a adultos, embora a maioria mantenha a mesma coloração ao longo da sua vida. Outras espécies possuem ainda a impressionante capacidade de comunicar mudando de cor de acordo com o seu estado emocional ou durante a época de reprodução.
Os acanturídeos organizam-se em vários sistemas sociais em diversas alturas. Podem ser observados em pares monogâmicos, haréns ou grupos enormes de alimentação e desova.
Os machos exibem competição intra-específica quando defendem os seus haréns e/ou territórios.
O Aquário Vasco da Gama propõe um Verão diferente a crianças e jovens que o visitem nos meses de maior calor, com a realização de actividades vocacionadas para estes grupos etários e que lhes permitem um maior contacto com as espécies em exposição no Aquário.
Ateliers de desenho, participação em sessões de alimentação, palestras educativas e a observação directa das tarefas de alguns dos técnicos que trabalham no Aquário são as actividades programadas para crianças e jovens entre os 3 e os 16 anos, que se realizam entre as 10 e as 18 horas, em dias úteis.
Para a participação nestas actividades é necessária uma marcação prévia.
Um jornal destinado a professores do ensino básico e secundário, a cientistas e educadores na área da Ciência, assim como a simples curiosos e/ou interessados. O Science in School é um projecto recente que pretende encorajar a comunicação entre todos os envolvidos com a Ciência.
Disponível online e em versão impressa (de quatro em quatro meses), este jornal inclui artigos sobre avanços científicos, entrevistas, material educativo, sugestões para visitas escolares, cursos de formação e críticas a livros, filmes e websites, convidando igualmente o leitor ao envio de material para publicação, em qualquer língua.
Uma interessante iniciativa, a descobrir no site do Science in School.
ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental
A ASPEA é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1990, que tem como objectivo principal o desenvolvimento da Educação Ambiental. Para tal, desenvolve diversas acções de formação e actividades de forma a promover o seu objectivo e a formar profissionais que actuem na área ambiental.
No website pode obter um conjunto detalhado de informação relativa a eventos, nacionais e internacionais, projectos desenvolvidos e a desenvolver, convívios na natureza, jogos e actividades que poderá utilizar como recursos para fomentar a Educação Ambiental e muito mais.
Não deixe de conhecer as actividades desenvolvidas nas Oficinas de Arte e Ambiente, onde muito se faz com a reciclagem de materiais numa perspectiva de Educação Ambiental bem criativa!
A importância dos intermédios Omphale la Blanche, biólogo
Li há dias uma frase muito simples, da autoria de Miguel Esteves Cardoso, que brilhantemente (como é seu apanágio) explorou a forma como vemos duas (para mim das mais belas) estações do ano:
"A Primavera e o Outono não existem. A Primavera é o Verão que ainda não chegou e o Outono é o Verão que já acabou"
Esta é, creio eu, a forma como encaramos cada vez mais estas estações (leia-se Primavera e Outono); a preparação para o tão ambicionado calor (sinónimo, para muitos, de praia e férias) ou para o frio e a chuva (e as consequentes constipações). E raramente lhes reconhecemos a devida importância.
Talvez (garantidamente, acho eu) os mais velhos e experientes e aqueles que estão, de algum modo, ligados à terra e sentem "na pele" os constantes caprichos da Natureza, não encarem assim as estações, mas a muitos de nós, a vida citadina vai-nos "cegando" aos poucos, com toda a exuberância dos seus Shoppings, dos ares condicionados e dos carros desportivos.
Findo o desabafo, vejamos o que são, na realidade, as estações do ano.
As estações são caracterizadas pelos seus diferentes padrões climáticos, que por sua vez têm origem no movimento de translação da terra em relação ao Sol. As suas características climáticas resultam da distância do Sol e ângulo de incidência dos raios solares na Terra. E desde os tempos mais remotos que esta é uma sabedoria empírica, de onde os próprios nomes das estações provêm.
Primavera deriva do latim primo vere, que significa princípio de boa estação, fazendo jus ao início de um período de boas condições climáticas, com o aumento de temperatura e dias maiores.
Verão deriva de veranum tempus, que significa tempo da frutificação, período em que a chuva é escassa e os dias são mais longos.
Outono teve a sua origem em tempus autumnus, tempo de ocaso, em que os dias ficam progressivamente mais curtos e se aproxima o tempo mais frio e instável.
Por fim, Inverno, tempus hibernus, ou tempo de hibernar, quando o tempo se caracteriza por chuva e frio. Atrevo-me a dizer que o seu nome é quase auto-explicativo.
Estas quatro estações são, no entanto, mais sentidas nas regiões temperadas como a nossa (Portugal), em que há uma nítida variação da duração do dia ao longo do ano. Nas regiões mais setentrionais e equatoriais do globo, as estações resumem-se a duas, geralmente a estação quente e a estação fria.
Mas para o que nos diz respeito, é importante que possamos contar com as quatro estações, quer do ponto de vista económico (para toda a sazonalidade de culturas ou para o turismo), quer do ponto de vista biológico.
A região ecológica da Bacia Mediterrânica (na qual grande parte de Portugal se insere) é predominantemente caracterizada (ao contrário do que muitos poderão pensar) pela sua biodiversidade vegetal, perfeitamente adaptada às variações climáticas que caracterizam a região. As quatro estações, a desaparecer, levarão, inevitavelmente, a uma profunda mudança na paisagem e, consequentemente, em toda a diversidade biológica (florística e faunística). Para muitas espécies de animais, como para alguns anfíbios, a Primavera e o Outono são, precisamente, as alturas em que estão mais activos, pelas suas características climáticas menos extremadas (menos frio ou menos calor, respectivamente).
E o futuro, a este ritmo, não parece risonho. Parece incontornável que, a médio prazo, viveremos num Portugal a duas estações, em que as diferenças climáticas serão cada vez mais significativas; ou muito calor e seco; ou muito frio e dilúvios. E em nada beneficiará a biodiversidade de que tanto nos podemos orgulhar.
Correndo o risco de ser uma repetição de algo que muitas vezes ouvimos, arrisco ainda assim em apontar uma origem para esta mudança – a influência que o Homem tem nos ciclos normais da água, carbono, etc., assim como a contínua e crescente libertação de CO2 e outros gases de estufa para a atmosfera, que estão a alterar as dinâmicas e equilíbrios de todo o planeta.
Cabe, portanto, a todos nós uma pequena fatia de responsabilidade com a qual devemos e temos (!) de aprender a lidar. Podemos, através daqueles pequenos actos "ambientalmente conscientes", começar a inverter esta tendência, de forma a continuar a contemplar esta tão saudável heterogeneidade de condições climáticas com que a Natureza nos brinda todos os anos.
Existem rãs que vivem toda a sua vida em ambientes extremamente secos e quentes. No entanto, a sua pele não pode ficar seca.
Para evitar esta situação, rãs da espécie Cyclorana platycephala reduzem a perda de água por evaporação, espalhando por todo o corpo ceras e gordura produzidas por glândulas especiais que possuem na pele, formando uma capa protectora contra a perda de água.
1. A onça-pintada (Panthera onca) 2. O puma (Puma concolor) 3. O tigre (Panthera tigris) 4. O lince-do-Canadá (Lynx canadensis)
Resposta à pergunta do dia 19/06/2006: As aves de rapina apresentam dimorfismo sexual, isto é, existem diferenças morfológicas entre o macho e a fêmea, sendo que estas podem ser na compleição física, cor ou presença de apêndices. Neste contexto, as fêmeas das aves de rapina são geralmente 1/3 maiores que os machos.
Mamíferos aquáticos como indicadores de qualidade de água
A presença ou ausência de populações de mamíferos aquáticos poderá ajudar a determinar o grau de contaminação da água, uma vez que, indirectamente, informa sobre o actual estado de produtividade numa determinada área.
O motivo pelo que os mamíferos aquáticos são estudados como indicadores de poluentes, deve-se ao facto de serem, geralmente, os consumidores finais da cadeia trófica. Muitas populações destes mamíferos estão expostas a agentes patogénicos e concentram nos seus tecidos os produtos tóxicos (como compostos químicos e metais pesados) resultantes da actividade humana.
Estes compostos, de difícil degradação, acumulam-se ao longo da cadeia trófica, num processo denominado de biomagnificação, alterando o crescimento, desenvolvimento ósseo e reprodução, provocando ainda a inflamação das mucosas e desordens neurológicas, podendo conduzir mesmo à morte dos indivíduos.
Mais grave ainda, é o facto de uma fêmea lactante estar a amamentar a sua cria com leite contaminado por toxinas (que se irão acumular na camada de gordura), estando a contaminá-la desde a primeira etapa da sua vida.
Isto é o que está actualmente a suceder com a população residente de golfinhos-roaz do estuário do Sado. O potencial efeito destes contaminantes nesta população está (entre outros factores) a afectar negativamente o seu estado de conservação, causando distúrbios genéticos, alterações no decorrer da reprodução e no sistema imunitário das crias, levando ao declínio cada vez mais rápido dos poucos indivíduos que ainda sobrevivem.
Foi no ano de 1831 que a embarcação intitulada de Beagle, partiu de Inglaterra, do cais da cidade de Plymouth, para enveredar numa viagem que mudou definitivamente a visão da biologia.
Nesta viagem que durou 4 anos, 9 meses e cinco dias, o Beagle deu uma volta ao mundo pelo Hemisfério Sul, com especial realce pela passagem pelas Ilhas Galápagos, Equador, onde Charles Darwin se inspirou para elaborar a teoria da selecção natural, hoje aceite pela grande maioria da comunidade ligada à biologia.
Esta embarcação, embora construída com o intuito do mapeamento hidrográfico da costa da América do Sul, com vista à melhor navegação naquela importante zona de comércio, ficou mundialmente conhecida com a viagem que inspirou Charles Darwin a escrever a obra "A Origem das Espécies".