Há medida que as condições climáticas do Pérmico se tornavam cada vez mais quentes e secas, a ocupação dos nichos ecológicos terrestres, por parte de uma grande variedade de plantas, teve, neste período, uma grande expressão.
Esta variabilidade vegetal ficou bem marcada pelo aparecimento de muitas espécies produtoras de sementes, entre elas vários géneros de coníferas (Walchia spp, Ernestiodendron spp), cicas (Taeniopteris spp, Russellites spp), gigantopterídeos (Gigantopteridium spp, Cathaysiopteris spp, Zeilleropteris spp, etc.), e callipterídeos (Autunia spp, Rachiphyllum spp).
O Período Pérmico marca o final de uma Era geológica e o início de uma outra. Que Eras são estas?
1. Paleozóico e Mesozóico; 2. Paleozóico e Eocénico; 3. Mesozóico e Quaternário; 4. Mesozóico e Triássico.
Resposta à pergunta do dia 2009/06/22: As duas grandes massas de água que rodeavam o supercontinente Pangea eram o oceano Panthalassa e o mar de Tethys. O primeiro ocupava praticamente toda a área da superfície aquática e o segundo, bem mais pequeno, estaria no lado Este do continente Pangeia.
O seu óleo é usado há muitos séculos, como tempero, hidratante para a pele, amaciador para o cabelo e tratamento de doenças como o acne.
Estudos revelaram que este fruto contém antioxidantes ricos e ácidos gordos saudáveis o que o tornou um elixir raro e extremamente caro. Agora, não só as cabras do Sudoeste de Marrocos e os berberes se arriscam a ultrapassar os ramos espinhosos da Argania spinosa, para obter frutos tão valiosos...
No entanto, as árvores, uma vez plantadas, necessitam de 25 anos para começar a dar os seus apreciados frutos.
Education: Being able to differentiate between what you do know and what you don't. It's knowing where to go to find out what you need to know; and it's knowing how to use the information once you get it.
William Feather (1889-1981). Escritor e editor americano, foi o fundador da revista The William Feather Magazine.
Seminário "Telemetria convencional e de satélite na avaliação do impacte de infraestruturas sobre a avifauna"
O auditório da CCDR Alentejo em Évora acolhe, entre 3 e 4 de Julho, o Seminário "Telemetria convencional e de satélite na avaliação do impacte de infraestruturas sobre a avifauna".
Este evento está enquadrado no projecto LIFE-Natureza “Conservação de Populações Arborícolas de Águia de Bonelli em Portugal”, coordenado pelo Centro de Estudos da Avifauna Ibérica (CEAI).
Para mais informações sobre este seminário, os interessados devem consultar a página electrónica do CEAI.
A razão de ouro é uma ideia com cerca de 2 400 anos de idade. Nada mau para uma ideia tão simples, isto é, simples o suficiente para poder ser expressa através de um único número:
Bem, admito que escrito desta forma não parece um número simples como 2, ou 10 ou mesmo 58,3. Mas é verdade que a expansão decimal(1) da razão de ouro é apenas um número situado algures entre o 1,5 e o 2. Porém, ao longo de dois milénios e meio de História este número ganhou designações tão nobres como Razão de Ouro, Proporção Áurea ou Proporção Divina. Porquê? Pela ideia que leva a esse número. Imaginem que possuem uma certa quantidade inicial de algo (não importa o quê nem quanto – ver Fig. 1). Querem agora juntar uma certa quantidade da mesma coisa de forma a que a quantidade total e a quantidade acrescentada estejam na mesma proporção que essa mesma quantidade acrescentada e a quantidade inicial. Existe apenas uma proporção segundo a qual é possível fazer esta construção: a Razão de Ouro.
A importância desta ideia é devida à noção de processo de acumulação infinito que ela implica, ou seja, depois de aprendermos a fazer a primeira acumulação nada nos impede de, por simples repetição, continuar a acrescentar quantidades cada vez maiores, sempre em proporção áurea com as quantidades já acumuladas. Ora, é precisamente através destes mecanismos de esforço mínimo e resultados máximos que costumam surgir as mais espantosas realizações, seja no mundo físico, seja no mundo das ideias. Existem outros números que são resultado de ideias igualmente profundas e poderosas (e.g., o número e) mas, a razão de ouro cedo adquiriu uma certa qualidade mística, chave e selo de verdades profundas. Isto levou a que muitas das afirmações da importância da razão de ouro em áreas como a pintura, arquitectura, anatomia ou a biologia, manifestassem alguma tendência para o exagero. Por isso, devido à extensa polémica que ainda hoje envolve a razão de ouro e suas manifestações, abstenho-me de apresentar exemplos, antes convidando quem estiver interessado em saber um pouco mais, a explorar os links referenciados em baixo.
(1) A expansão decimal de um número consiste na escrita sequencial dos algarismos que constituem esse número, onde a parte inteira é separada da parte decimal por um sinal convencionado, usualmente uma vírgula ou um ponto.
Foi no Período Pérmico que a vegetação se tornou cada vez mais adaptada a condições xerófilas (ausência de água), à medida que o clima foi mudando de frio (Carbonífero Superior) para quente (Pérmico Inferior).
Esta mudança no clima levou à alteração das condições hídricas das florestas tropicais da época à medida que as chuvas se tornaram sazonais. Apenas a região que hoje pertence à China manteve as suas florestas tropicais e pântanos até ao Pérmico Superior.
Foi no decorrer do Pérmico que se formou um supercontinente – Pangeia, rodeado por duas massas de água. Qual o nome destas?
1. Atlântico e Pacífico; 2. Índico e Antárctico; 3. Panthalassa e Tethys; 4. Gondwana e Panthalassa.
Resposta à pergunta do dia 2009/06/15: As gimnospérmicas marcaram o final do Pérmico, dominando o ambiente terrestre, em detrimento das florestas de fetos. As gimnospérmicas apresentaram uma característica adaptativa que lhes conferiu uma grande vantagem – a presença de sementes. Segundo o registo fóssil, foi no Pérmico que as coníferas, as mais familiares gimnospérmicas da actualidade, primeiro apareceram.
O aspecto ameaçador das moreias é agora comprovado pela ciência!
Por detrás de uma boca repleta de dentes, está oculta uma dupla mandíbula que se projecta da região da garganta e que “puxa” as presas capturadas pelas poderosas mandíbulas visíveis.
Esta estratégia de alimentação parece compensar a fraca capacidade de sucção exibida pela maioria dos peixes, facilitando, desta forma, a deglutição. Este é o primeiro registo de um mecanismo deste género para o grupo dos peixes, uma vez que as cobras, apesar de pertencerem a um ramo evolutivo diferente, têm um mecanismo semelhante.
Mais uma prova de convergência evolutiva em que organismos não aparentados desenvolvem soluções semelhantes ao enfrentarem os mesmos problemas na natureza!