Atenção! Andam por aí anfíbios nas cidades!!! Jorge Carecho, Professor de Biologia e Geologia
A vida nas cidades parece, frequentemente, ausente de Natureza. No entanto, nos nossos quintais, nos nossos jardins, nas nossas ruas e fontes, calma e vagarosamente húmida, por vezes ruidosamente coaxante, para alguns bela, para outros repugnante, ela rasteja, ela é viscosa, ela é pegajosa mas ao mesmo tempo frágil, colorida, engraçada até… e eis um Anfíbio, mesmo por baixo do nosso pé!
Os Anfíbios são elementos valiosíssimos da fauna portuguesa, existindo em Portugal 17 espécies autóctones. Apesar de alguns nos serem animais muito familiares, são verdadeiramente os "parentes pobres" da nossa fauna. Ignorados, sujeitos a mitos e lendas, acusados de todo o tipo de maleitas, confundidos com répteis… se ao menos alguém desse a conhecer o quanto pacatos, inofensivos, simpáticos e como a sua conservação é essencial para o equilíbrio ecológico de uma cidade e das nossas águas!!! E eis o projecto "Anfíbios na Cidade", um projecto ambiental desenvolvido na cidade da Covilhã.
Onde vivem? Em que condições vivem? Que podemos fazer para os conservar e assim contribuir para a melhoria da qualidade ambiental da nossa cidade?
Vários alunos participaram neste projecto, localizando microhabitats em que podem viver e/ou reproduzirem-se os Anfíbios. Deste modo, foi estabelecida uma Zona Prioritária de Conservação que compreende o espaço entre as duas ribeiras que atravessam a cidade (Goldra e Carpinteira), estabelecendo-se, assim, um corredor ecológico entre ambas. Esta zona, especialmente rica em jardins, fontes, tanques, quintais e hortas, constitui-se como uma zona de particular importância ecológica para o bem-estar da cidade, tanto para os seus cidadãos humanos como para os seus "cidadãos" de "pele nua". A não utilização de pesticidas e fertilizantes, a valorização de espécies vegetais autóctones nos nossos jardins, a conservação dos pontos de água assim como o reconhecimento do valor ambiental dos Anfíbios – seres simpáticos e inofensivos cuja destruição é uma directa perda ambiental para nós – deverão ser o nosso pequeno, mas importante contributo, para a conservação da Natureza, da qual tanto dependemos.
A manutenção da qualidade ambiental da nossa cidade passa por todos nós. A grande maioria dos alunos e restantes habitantes da cidade nem sequer reconheciam, muito menos valorizavam, os microhabitats como zonas altamente importantes do ponto de vista ambiental numa cidade. A sensibilização para conservação destes microhabitats, tendo como pretexto a conservação dos Anfíbios, aliada à motivação dos alunos para o trabalho de campo associado à conservação da Natureza, foram a "força" deste projecto. E na vossa cidade, por onde andam os Anfíbios???
Projecto "Anfíbios na Cidade", seleccionado como um dos cinco vencedores da modalidade "Ambiente e Cidadania" das XIV Olimpíadas do Ambiente
Foi no Período Pérmico que apareceram os primeiros insectos com verdadeira metamorfose. Estes insectos primitivos foram os primeiros a apresentarem um desenvolvimento, bastante vulgar entre alguns grupos de insectos actuais, onde o desenvolvimento começa do ovo para larva, de larva para pupa e de pupa para a forma adulta.
O aparecimento da metamorfose nos insectos teve uma profunda influência na ecologia e evolução deste grupo, uma vez que as fases imaturas podiam explorar recursos diferentes que aqueles na fase adulta.
O final do Período Pérmico ficou marcado pelo aparecimento de um grupo de plantas que rapidamente se adaptou e dominou o ambiente terrestre. De que grupo se trata?
Resposta à pergunta do dia 2009/06/08: O final do Período Pérmico ficou marcado pelo maior evento de extinção em massa na história da Terra. Afectou muitos grupos de organismos em muitos ambientes diferentes, sendo que o mais afectado terá sido o ambiente aquático, com a extinção da maioria dos invertebrados marinhos da época.
Este enorme cardume de ratões (Rhinoptera bonasus), pertencentes à família Myliobatidae, foi avistado quando migrava no Golfo do México em busca de águas quentes, de luz e de maior abundância de alimento. De entre o alimento procurado incluem-se moluscos e crustáceos que esmagam com um aparelho bucal altamente especializado para quebrar as rijas “cascas” das presas capturadas.
Esta é uma das raras espécies de raias que migram em massa!
Com origem em vários tipos de magma e com cores variáveis consoante as características magmáticas originais, esta rocha é gerada por vulcanismo bastante explosivo.
É muito vesiculada devido à presença de bolhas de ar na lava que consolidou muito rapidamente, sendo os espaços vazios ocupados por gases. Devido a esta característica, a densidade da pedra-pomes é muito baixa, podendo, inclusive, flutuar na água.
It seems to me that the natural world is the greatest source of excitement; the greatest source of visual beauty; the greatest source of intellectual interest. It is the greatest source of so much in life that makes life worth living.
Sir David Attenborough. Célebre apresentador britânico que tem vindo a marcar as últimas décadas da televisão mundial com inúmeros documentários de natureza é, desde há largos anos, uma figura incontornável na divulgação da mensagem de conservação da Natureza.
6º Encontro Regional de Educação Ambiental do Algarve
Este encontro, organizado pela Almargem, irá decorrer nos dias 25 e 26 de Junho, desta vez na cidade de Tavira. Este é um evento que se tem revelado, para técnicos, docentes e entidades, uma das principais iniciativas levadas a cabo por esta associação, e que muito tem contribuído para o desenvolvimento de uma estratégia comum em matéria da Educação Ambiental para a região.
Este ano o tema escolhido foi "Biodiversidade das Zonas húmidas", uma vez que o concelho de Tavira integra a Ria Formosa, uma das zonas húmidas mais ricas e com uma enorme importância em termos de biodiversidade a nível nacional.
Como preparar um futuro incerto? João Carlos Gomes, Professor do ensino básico e secundário
A Educação Ambiental deve ser assumida como uma dimensão essencial da educação que diz respeito a uma esfera de interacções que está na base do desenvolvimento pessoal e social: a da relação com o meio em que vivemos. Esta relação é particularmente importante perante o actual quadro de crise ambiental. As alterações climáticas são actualmente, uma das maiores ameaças ambientais, responsáveis por graves impactes económicos, sociais e ambientais, muitos dos quais já irreversíveis.
Além disso, na actual sociedade, em que os lugares e os veículos da educação se situam cada vez mais na complexa teia das redes tecidas pelos espaços e tempos do trabalho e do lazer, a escola perdeu o seu papel central em termos de agência de transmissão de conhecimentos e de socialização. A constatação desta realidade tem consequências na forma como a escola se estrutura e se relaciona com outras "agências de socialização", porventura mais poderosas. No passado, a escola afirmou-se como uma das três instituições centrais da socialização e da promoção da coesão social, juntamente com a igreja e a família, em processos que integravam holisticamente a aquisição do saber, do saber-fazer e de saber-ser, num todo coerente. Nesta conjuntura, a escola encontra-se numa relação de concorrência com outras "agências de educação", numa situação de horizontalidade.
No contexto da globalização, os desafios colocados por uma sociedade diversificada, caracterizada por complexas interacções, com problemas sociais múltiplos, associados a conflitos difíceis, relevam a construção de uma política participada cada vez mais apoiada numa cidadania activa e num discurso público, onde são as próprias comunidades a assumir o seu futuro.
Não podemos deixar ainda de constatar que, pela primeira vez na história do Homem, estamos a educar as nossas crianças e jovens para a vida num mundo cujo conhecimento do futuro é escasso, excepto que será caracterizado por substanciais e rápidas mudanças.
Uma resposta adequada à mudança implica novas formas de estar, suportadas em novas mentalidades e em novos comportamentos, e uma interactividade sustentável entre o sistema societário e o sistema biofísico.
À escola assiste o dever de procurar respostas flexíveis e adaptadas a este mundo em mudança, devendo por isso, integrar-se numa perspectiva de educação emancipadora, assente em princípios de responsabilidade, de participação, de parcerias, de transversalidade, de solidariedade, de reflexividade, de criatividade, de formação globalizante. É na escola que também se educam as gerações vindouras e, por isso mesmo, as vivências e práticas que aí se implementam têm repercussões na própria sociedade.
Num mundo em que as alterações climáticas constituem um dos maiores desafios para a sustentabilidade do planeta, é urgente reconhecer que somos todos parte do problema e também da sua solução.
É por isso que, integrando a componente energia e carbono, reduzindo o consumo energético e, consequentemente, as emissões de Gases com Efeito de Estufa pela implementação de medidas de redução de emissões, o Colégio Valsassina estará no caminho de se constituir como uma Low Carbon School, ou seja, uma Escola onde as preocupações com o impacte da sua actividade no clima foram integrada na gestão quotidiana, levando à determinação de acções de gestão da actividade que reduzem o seu impacte no clima.
Mas este esforço pode ser uma gota no oceano. A consciência ecológica é inseparável do aumento dos índices de informação e conhecimento da população. Só esse aumento de consciência poderá estimular uma participação cada vez mais activa das populações, nações e estados na política mundial. Cada vez mais, a escola desempenha o papel central. O ensino deverá permitir a formação de um cidadão consciente das suas responsabilidades nos domínios da ética, da gestão dos recursos naturais, da preservação do ambiente, assumindo-se como elemento integrante, que é efectivamente da biosfera.
Projecto "Colégio Valsassina: A caminho de uma Low Carbon School", seleccionado como um dos cinco vencedores da modalidade "Ambiente e Cidadania" das XIV Olimpíadas do Ambiente
Embora improváveis, os mais importantes herbívoros no Período Pérmico foram... os insectos.
Entre as espécies mais generalizadas estavam formas primitivas de libélulas, gafanhotos e baratas, assim como formas, então recentemente evoluídas, de escaravelhos.
Qual o evento que marcou o final do Período Pérmico?
1. Aparecimento das primeiras plantas com raízes; 2. Terceiro grande Boom de biodiversidade; 3. A maior extinção em massa registada na história da Terra; 4. Queda de um meteorito que alterou as características da Terra.
Resposta à pergunta do dia 2009/06/01: O Período Pérmico decorreu entre os 290 e os 248 milhões de anos atrás. Foi o último período geológico da Era Paleozóica.