O panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca), outrora comum na China, Myanmar e Vietname, está hoje reduzido a cerca de 1'000 indivíduos, que se localizam na floresta de bambú da China, onde continuam a "competir" pelo habitat com os agricultores da região.
Este grande mamífero, facilmente reconhecido pelas manchas pretas e brancas na pelagem, que atinge pesos entre os 75 e 160 kg e mede entre 1,4 e 1,8 metros, está equipado com molares grandes e planos que servem para mastigar bambú, o seu principal alimento, que compõe 99% da sua dieta. Para além de bambú, o panda-gigante consome alguma fruta, pequenos mamíferos, peixe e insectos; despende 10 a 12 horas por dia nesta actividade.
Possui um sentido de olfacto muito apurado, que compensa a sua fraca visão. Com as suas fortes garras, está totalmente adaptado para subir às árvores, fazendo-o com bastante agilidade.
O panda-gigante tem vindo a ser perseguido devido à sua pele, utilizada para o fabrico de mantas e cobertores. Recentemente, surgiu uma corrente de pensamento que acredita que as marcas pretas têm um poder sobrenatural, que impede o aparecimento de fantasmas e ajuda a predizer o futuro através dos sonhos. Outras ameaças para estes animais incluem a perda de habitat, a ocupação humana invasiva e o turismo. O governo chinês adoptou medidas de protecção desta espécie, que passam, por exemplo, pela pena de morte para o tráfico ilegal. Tentativas de reprodução sob cuidados humanos começam lentamente a dar os seus frutos.
Esta espécie, da família dos ursos, está listada no Apêndice I da CITES e insere-se na categoria "Em Perigo" (EN) da IUCN.
There is nothing in which the birds differ more from man than the way in which they can build and yet leave a landscape as it was before.
Robert Lynd (1879-1949). Escritor, ensaísta e nacionalista irlandês, autor de vários títulos de renome como The Blue Lion (1923) ou Anthology of Modern Poetry (1939).
Identificação e Controlo de Espécies Vegetais Invasoras
Irá decorrer entre 4 a 8 de Julho, na Escola Superior Agrária de Coimbra, o curso de Identificação e Controlo de Espécies Vegetais Invasoras, no âmbito do projecto de investigação "INVADER II: processos de invasão, controlo e recuperação de ecossistemas costeiros invadidos por Acacia longifolia".
Esta acção de formação visa contribuir para a resolução e divulgação do problema das invasões biológicas, as quais são consideradas como uma das principais ameaças à biodiversidade, sendo estas reconhecidas pela Convenção para a Diversidade Biológica como uma das grandes causas das alterações globais.
A informação relativa ao curso e o formulário de inscrição estão disponíveis na página web do curso.
Um Património a Preservar
O Museu Nacional de História Natural (MNHN) apresenta, até 30 de Junho, a exposição "Arquipélagos dos Bijagós, um Património a Preservar", um projecto internacional da responsabilidade do Programa Regional de Conservação da Zona Costeira e Marinha da África Ocidental, sob a égide da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), com o objectivo de obter, para este arquipélago, a classificação de Sítio de Património Natural e Cultural Mundial.
Inicialmente apresentado em Paris, na sede da UNESCO, de 24 a 28 de Fevereiro de 2005, esta exposição itinerante passou ainda peloPalais de la Porte Dorée, entre 6 de Abril e 6 de Novembro de 2005.
A exposição é composta de diversas fotografias e objectos relacionados com a cultura e religião Bijagó.
Para quem gosta de conhecer novos locais, culturas e patrimónios, mais informações estão disponíveis no site do CIDAC (Centro de Informação e Documentação Anti-Colonial) ou do MNHN.
Energias renováveis
O que sabemos sobre energias renováveis? Para todos aqueles que pretendem aumentar os seus conhecimentos sobre esta temática ou, simplesmente, navegar sobre um assunto tão pertinente e actual em termos ambientais, sugere-se uma "espreitadela" a esta página onde se podem informar sobre diferentes tipos de energias renováveis.
Biomassa, energias eólica, geotérmica, hídrica, solar e de hidrogénio são temáticas abordadas nesta página de Internet, onde se encontra igualmente informação sobre as suas aplicações actuais no nosso país e projectos para utilizações futuras, legislação aplicável a estas tecnologias e notícias relacionadas com o tema.
... o mamífero que faz o maior percurso migratório é a baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus). Os indivíduos desta espécie realizam anualmente um percurso de cerca de 10'200 km de distância, descendo a costa do Oceano Pacífico Norte (junto das águas gélidas do Árctico) até às lagoas protegidas de Baja Califórnia, México, para se reproduzir.
Sendo animais lentos, chegam a demorar por volta de três meses para completar este trajecto. No total, perfazem um percurso de pouco mais de 20'000 km e cerca de seis meses para completar um ciclo anual de reprodução!
Os animais que vivem em ambiente bentónico, ocupam que componente do oceano?
1. O fundo oceânico 2. A água azul 3. O ar 4. Os cascos dos barcos
Resposta à pergunta do dia 05/06/2006: Algumas espécies de foca que habitam as regiões polares, nascem com um "casaco" de pêlo branco que é mudado após as primeiras semanas de vida. Esta pelagem é bastante eficaz, permitindo às crias camuflarem-se no meio do gelo, aumentando as suas hipóteses de sobrevivência.
O lince-ibérico (Lynx pardinus) é uma espécie muito ameaçada, estimando-se, em 2004, que a população mundial estava reduzida a uns meros 100 indivíduos. Assim, alguns esforços de conservação têm vindo a ser realizados, passando pela reprodução desta espécie sob cuidados humanos, tendo em vista uma posterior reintrodução em zonas que fizeram parte da sua distribuição natural.
Este é um processo lento e sujeito a inúmeros factores que podem condicionar o seu sucesso, como o número reduzido de crias em cada parto e a capacidade de sobrevivência de cada uma delas.
No final de Março surgiu mais uma esperança para este mamífero, com o nascimento de duas crias em Espanha, no Parque Natural de Doñana. Foi a 23 de Março, num parto que foi transmitido em directo para os visitantes do parque. A progenitora, chamada de Saliega, foi em Março do ano passado mãe das primeiras três crias desta espécie nascidas sob cuidados humanos, uma das quais, infelizmente, faleceu em Maio do mesmo ano.
Os responsáveis do parque esperam que este sucesso venha a repetir-se ainda este ano e nos seguintes, pelo que a reintrodução está prevista para, o mais tardar, o ano de 2009, nos parques naturais da Sierra Norte (Sevilha) e dos Despeñaperros (Jaén) e nas zonas de Hornachuelos e Guadalmellato.
Albert Honoré Charles Grimaldi, mais conhecido por Albert do Mónaco ou Alberto I, nasceu a 13 de Novembro de 1848, em Paris, herdeiro do trono monegasco.
Evidenciando, desde novo, um interesse pelo mar, entrou com 18 anos na Academia Naval espanhola, tendo concluído o curso naval quatro anos mais tarde, sendo promovido a guarda-marinha, equivalente em Portugal a Sub-Tenente.
Aos 22 anos desenhou diversos equipamentos destinados a pesquisa em oceano profundo e ao estudo da interacção oceano-atmosfera, no qual foi pioneiro. A partir de 1875 iniciou, numa chalupa a vapor, uma série de expedições oceanográficas pelo Atlântico, Mediterrâneo e Árctico, durante as quais se fez acompanhar por um grupo dos mais considerados especialistas da época em biologia marinha, meteorologia e oceanografia.
Algumas das suas descobertas revelaram-se importantes para a pesca e navegação, tais como a descoberta da formação submarina Banco Princesa Alice, nos Açores.
Em 1906 Alberto I fundou, em Paris, o Instituto Oceanográfico e, em 1911, o Museu Oceanográfico do Mónaco, que possui presentemente uma biblioteca de referência em Oceanografia, uma das mais diversificadas colecções de biologia marinha do mundo e um conjunto de laboratórios de investigação. Cousteau foi seu director durante três décadas.
Primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente
A primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente vai reunir em Olhão, entre 27 e 30 de Julho, todos os parques Portugueses, Espanhóis, Franceses e empresas ligadas ao sector. Um projecto inédito que pretende fazer de Olhão uma plataforma nacional para apresentação de projectos na área da conservação da natureza, turismo de natureza e ambiente.
Esta feira resulta do trabalho efectuado nos últimos anos pela Câmara Municipal de Olhão, pelo Parque Natural da Ria Formosa e outros parceiros e tem como principal objectivo sensibilizar a sociedade portuguesa para as oportunidades de desenvolvimento sustentável e para a preservação da biodiversidade, com especial destaque na divulgação de projectos desenvolvidos pelas organizações e entidades convidadas.
A realização da Feira coincidirá com as comemorações do Dia Nacional da Conservação da Natureza e decorrerá no âmbito do extenso programa ECODROME 2006 e inclui, entre outras acções, a realização de conferências, debates, ciclos de cinema ambiental, música, workshops e exposições de Bioarte e ECODESIGN.
Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina
Este curso, organizado pela Associação ALDEIA e pelo Parque Natural do Douro Internacional decorrerá entre 14 e 18 de Junho em Figueira de Castelo Rodrigo.
O curso pretende contribuir para a divulgação e formação técnica sobre vários aspectos relacionados com a identificação, biologia e conservação de um dos grupos mais emblemáticos, embora menos estudados da fauna portuguesa – as Aves de Rapina. A formação será assegurada por técnicos que trabalham directamente nesta área e que irão partilhar conhecimentos e experiências.
A iniciativa destina-se a profissionais da área, mas também a quem pretenda consolidar o seu conhecimento sobre estas aves. Terá uma componente essencialmente prática, com saídas de campo organizadas no Parque Natural do Douro Internacional/Arribes del Duero, para a observação das aves, identificação de ameaças, análise dos problemas de conservação e respectivas soluções.
Poderá consultar o programa para obter todas as informações necessárias.
A Ecocasa
Para quem leva muito a sério as questões relacionadas com a poupança de energia, recomenda-se um site no qual poderá obter bastante informação relativa a soluções habitacionais de poupança de energia – o site Ecocasa.
Dicas sobre lâmpadas, electrodomésticos, climatização, materiais de construção, energias renováveis, um espaço para os mais jovens, e ainda divulgação de notícias e encontros sobre esta temática são alguns dos assuntos abordados nesta ferramenta ambiental. Sugere-se uma visita.