... o mamífero que faz o maior percurso migratório é a baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus). Os indivíduos desta espécie realizam anualmente um percurso de cerca de 10'200 km de distância, descendo a costa do Oceano Pacífico Norte (junto das águas gélidas do Árctico) até às lagoas protegidas de Baja Califórnia, México, para se reproduzir.
Sendo animais lentos, chegam a demorar por volta de três meses para completar este trajecto. No total, perfazem um percurso de pouco mais de 20'000 km e cerca de seis meses para completar um ciclo anual de reprodução!
Os animais que vivem em ambiente bentónico, ocupam que componente do oceano?
1. O fundo oceânico 2. A água azul 3. O ar 4. Os cascos dos barcos
Resposta à pergunta do dia 05/06/2006: Algumas espécies de foca que habitam as regiões polares, nascem com um "casaco" de pêlo branco que é mudado após as primeiras semanas de vida. Esta pelagem é bastante eficaz, permitindo às crias camuflarem-se no meio do gelo, aumentando as suas hipóteses de sobrevivência.
O lince-ibérico (Lynx pardinus) é uma espécie muito ameaçada, estimando-se, em 2004, que a população mundial estava reduzida a uns meros 100 indivíduos. Assim, alguns esforços de conservação têm vindo a ser realizados, passando pela reprodução desta espécie sob cuidados humanos, tendo em vista uma posterior reintrodução em zonas que fizeram parte da sua distribuição natural.
Este é um processo lento e sujeito a inúmeros factores que podem condicionar o seu sucesso, como o número reduzido de crias em cada parto e a capacidade de sobrevivência de cada uma delas.
No final de Março surgiu mais uma esperança para este mamífero, com o nascimento de duas crias em Espanha, no Parque Natural de Doñana. Foi a 23 de Março, num parto que foi transmitido em directo para os visitantes do parque. A progenitora, chamada de Saliega, foi em Março do ano passado mãe das primeiras três crias desta espécie nascidas sob cuidados humanos, uma das quais, infelizmente, faleceu em Maio do mesmo ano.
Os responsáveis do parque esperam que este sucesso venha a repetir-se ainda este ano e nos seguintes, pelo que a reintrodução está prevista para, o mais tardar, o ano de 2009, nos parques naturais da Sierra Norte (Sevilha) e dos Despeñaperros (Jaén) e nas zonas de Hornachuelos e Guadalmellato.
Albert Honoré Charles Grimaldi, mais conhecido por Albert do Mónaco ou Alberto I, nasceu a 13 de Novembro de 1848, em Paris, herdeiro do trono monegasco.
Evidenciando, desde novo, um interesse pelo mar, entrou com 18 anos na Academia Naval espanhola, tendo concluído o curso naval quatro anos mais tarde, sendo promovido a guarda-marinha, equivalente em Portugal a Sub-Tenente.
Aos 22 anos desenhou diversos equipamentos destinados a pesquisa em oceano profundo e ao estudo da interacção oceano-atmosfera, no qual foi pioneiro. A partir de 1875 iniciou, numa chalupa a vapor, uma série de expedições oceanográficas pelo Atlântico, Mediterrâneo e Árctico, durante as quais se fez acompanhar por um grupo dos mais considerados especialistas da época em biologia marinha, meteorologia e oceanografia.
Algumas das suas descobertas revelaram-se importantes para a pesca e navegação, tais como a descoberta da formação submarina Banco Princesa Alice, nos Açores.
Em 1906 Alberto I fundou, em Paris, o Instituto Oceanográfico e, em 1911, o Museu Oceanográfico do Mónaco, que possui presentemente uma biblioteca de referência em Oceanografia, uma das mais diversificadas colecções de biologia marinha do mundo e um conjunto de laboratórios de investigação. Cousteau foi seu director durante três décadas.
Primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente
A primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente vai reunir em Olhão, entre 27 e 30 de Julho, todos os parques Portugueses, Espanhóis, Franceses e empresas ligadas ao sector. Um projecto inédito que pretende fazer de Olhão uma plataforma nacional para apresentação de projectos na área da conservação da natureza, turismo de natureza e ambiente.
Esta feira resulta do trabalho efectuado nos últimos anos pela Câmara Municipal de Olhão, pelo Parque Natural da Ria Formosa e outros parceiros e tem como principal objectivo sensibilizar a sociedade portuguesa para as oportunidades de desenvolvimento sustentável e para a preservação da biodiversidade, com especial destaque na divulgação de projectos desenvolvidos pelas organizações e entidades convidadas.
A realização da Feira coincidirá com as comemorações do Dia Nacional da Conservação da Natureza e decorrerá no âmbito do extenso programa ECODROME 2006 e inclui, entre outras acções, a realização de conferências, debates, ciclos de cinema ambiental, música, workshops e exposições de Bioarte e ECODESIGN.
Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina
Este curso, organizado pela Associação ALDEIA e pelo Parque Natural do Douro Internacional decorrerá entre 14 e 18 de Junho em Figueira de Castelo Rodrigo.
O curso pretende contribuir para a divulgação e formação técnica sobre vários aspectos relacionados com a identificação, biologia e conservação de um dos grupos mais emblemáticos, embora menos estudados da fauna portuguesa – as Aves de Rapina. A formação será assegurada por técnicos que trabalham directamente nesta área e que irão partilhar conhecimentos e experiências.
A iniciativa destina-se a profissionais da área, mas também a quem pretenda consolidar o seu conhecimento sobre estas aves. Terá uma componente essencialmente prática, com saídas de campo organizadas no Parque Natural do Douro Internacional/Arribes del Duero, para a observação das aves, identificação de ameaças, análise dos problemas de conservação e respectivas soluções.
Poderá consultar o programa para obter todas as informações necessárias.
A Ecocasa
Para quem leva muito a sério as questões relacionadas com a poupança de energia, recomenda-se um site no qual poderá obter bastante informação relativa a soluções habitacionais de poupança de energia – o site Ecocasa.
Dicas sobre lâmpadas, electrodomésticos, climatização, materiais de construção, energias renováveis, um espaço para os mais jovens, e ainda divulgação de notícias e encontros sobre esta temática são alguns dos assuntos abordados nesta ferramenta ambiental. Sugere-se uma visita.
Grandes poderes, grandes responsabilidades Marco Bragança, Porto d'Abrigo do Zoomarine
Desde há muito tempo que o Zoomarine dá apoio às autoridades nacionais no resgate e reabilitação de espécies marinhas (e.g. cetáceos, focas e tartarugas marinhas). No entanto, até há não muito tempo a larga maioria dos Portugueses ainda não sabia quem podia contactar em caso de arrojamento destes animais. Até há bem pouco tempo golfinhos e tartarugas eram reencaminhados para o oceano sem qualquer apoio medico-veterinário, numa tentativa desesperada, de quem os encontrava em dificuldades, de lhes dar uma segunda oportunidade.
Hoje a realidade é diferente. Em situação de clara emergência o Zoomarine é contactado por diversas pessoas e autoridades para uma só ocorrência. Num só arrojamento de golfinho cheguei a ser avisado da situação por 6 pessoas diferentes. Nos dias de hoje pescadores que encontrem tartarugas em apuros nas suas redes telefonam para o Zoomarine para que avaliemos o estado das mesmas, antes que possam ser devolvidas ao mar; nos dias de hoje proprietários de armações de atum dão o alerta às autoridades de que uma baleia se encontra encurralada pela sua armadilha. Nos dias de hoje não só as pessoas estão mais alerta para essa possibilidade, que é o arrojamento de um espécime marinho, como estão mais predispostas a ajudar.
Mas então o que é que mudou de há uns anos para cá? Qual terá sido o veículo de tanta informação e sensibilização junto da população em geral?
A resposta a esta pergunta é apenas uma – comunicação social!
Não pretendo de forma alguma minimizar a capacidade do Zoomarine de tocar as pessoas porque, afinal, acabou por ser isso que aconteceu! Mas não tenho dúvida que seria difícil, senão quase impossível, chegarmos a tantas pessoas, mostrando o nosso trabalho e sensibilizando cada uma para a importância da preservação da vida marinha.
Hoje, quando chego à praia, por vezes é quase impossível convencer a sair da água pessoas que tremem de frio por suportarem um golfinho durante muito tempo, evitando assim que este afunde e não consiga respirar. Recusam-se a ser substituídas, ficando dentro de água até que estejam reunidas as condições para o transporte.
Os profissionais de comunicação social que acompanharam muitas das nossas actividades, construíram o seu trabalho de forma não só a passar informação, mas de uma forma educativa. Existiu uma preocupação em educar, formar as pessoas. Não só na forma como construíram as suas peças e artigos, mas no que nos pediam para mostrar e explicar.
Em cada uma das acções de resgate em que participo noto essa pequena grande mudança que teve lugar nos últimos anos.
Por essa mudança que provocaram na população Portuguesa, por esse grande trabalho, eu vos dou os meus parabéns!
Existem espécies animais que adaptam o seu metabolismo consoante as estações do ano, de forma a garantir a sua sobrevivência.
Durante o período de Inverno, certas espécies, denominadas hibernantes, como o urso, reduzem as suas funções vitais ao absolutamente necessário à sua sobrevivência. Ocorre uma diminuição da sua temperatura corporal e, em consequência, o seu metabolismo torna-se mais lento, podendo representar uma economia energética até 98%. As espécies hibernantes, suprimem as suas necessidades energéticas durante este período do ano, utilizando as gorduras armazenadas durante a época de maior disponibilidade de alimento.
Mas então como reagem outras espécies a um aumento excessivo da temperatura?
Existem espécies animais que "dormem" na estação quente e seca, porque para elas as maiores ameaças são as altas temperaturas e a falta de água. Esta adaptação é denominada de estivação. Muitos caracóis adoptam esta estratégia durante a estação quente e seca, durante as quais há pouco alimento e a humidade é escassa.
1. Camada de pêlo branco que algumas espécies de focas possuem ao nascer. 2. Um órgão sensorial presente na maioria das folhas das plantas. 3. Um tipo de dentição. 4. A pelagem típica das ovelhas.
Resposta à pergunta do dia 29/05/2006: Os locais mais profundos do oceano são as fossas abissais. A fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é considerada a mais profunda, atingindo 11,5 Km de profundidade, tendo sido descoberta, pela primeira vez, em 1960.
A petição deste grupo baseia-se no contínuo degelo do principal habitat deste mamífero marinho, um bloco de gelo no Oceano Árctico. Este processo, ainda que lento, irá conduzir a um Árctico, em pleno Verão, sem gelo, até ao final do século XXI.