Primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente
A primeira Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente vai reunir em Olhão, entre 27 e 30 de Julho, todos os parques Portugueses, Espanhóis, Franceses e empresas ligadas ao sector. Um projecto inédito que pretende fazer de Olhão uma plataforma nacional para apresentação de projectos na área da conservação da natureza, turismo de natureza e ambiente.
Esta feira resulta do trabalho efectuado nos últimos anos pela Câmara Municipal de Olhão, pelo Parque Natural da Ria Formosa e outros parceiros e tem como principal objectivo sensibilizar a sociedade portuguesa para as oportunidades de desenvolvimento sustentável e para a preservação da biodiversidade, com especial destaque na divulgação de projectos desenvolvidos pelas organizações e entidades convidadas.
A realização da Feira coincidirá com as comemorações do Dia Nacional da Conservação da Natureza e decorrerá no âmbito do extenso programa ECODROME 2006 e inclui, entre outras acções, a realização de conferências, debates, ciclos de cinema ambiental, música, workshops e exposições de Bioarte e ECODESIGN.
Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina
Este curso, organizado pela Associação ALDEIA e pelo Parque Natural do Douro Internacional decorrerá entre 14 e 18 de Junho em Figueira de Castelo Rodrigo.
O curso pretende contribuir para a divulgação e formação técnica sobre vários aspectos relacionados com a identificação, biologia e conservação de um dos grupos mais emblemáticos, embora menos estudados da fauna portuguesa – as Aves de Rapina. A formação será assegurada por técnicos que trabalham directamente nesta área e que irão partilhar conhecimentos e experiências.
A iniciativa destina-se a profissionais da área, mas também a quem pretenda consolidar o seu conhecimento sobre estas aves. Terá uma componente essencialmente prática, com saídas de campo organizadas no Parque Natural do Douro Internacional/Arribes del Duero, para a observação das aves, identificação de ameaças, análise dos problemas de conservação e respectivas soluções.
Poderá consultar o programa para obter todas as informações necessárias.
A Ecocasa
Para quem leva muito a sério as questões relacionadas com a poupança de energia, recomenda-se um site no qual poderá obter bastante informação relativa a soluções habitacionais de poupança de energia – o site Ecocasa.
Dicas sobre lâmpadas, electrodomésticos, climatização, materiais de construção, energias renováveis, um espaço para os mais jovens, e ainda divulgação de notícias e encontros sobre esta temática são alguns dos assuntos abordados nesta ferramenta ambiental. Sugere-se uma visita.
Grandes poderes, grandes responsabilidades Marco Bragança, Porto d'Abrigo do Zoomarine
Desde há muito tempo que o Zoomarine dá apoio às autoridades nacionais no resgate e reabilitação de espécies marinhas (e.g. cetáceos, focas e tartarugas marinhas). No entanto, até há não muito tempo a larga maioria dos Portugueses ainda não sabia quem podia contactar em caso de arrojamento destes animais. Até há bem pouco tempo golfinhos e tartarugas eram reencaminhados para o oceano sem qualquer apoio medico-veterinário, numa tentativa desesperada, de quem os encontrava em dificuldades, de lhes dar uma segunda oportunidade.
Hoje a realidade é diferente. Em situação de clara emergência o Zoomarine é contactado por diversas pessoas e autoridades para uma só ocorrência. Num só arrojamento de golfinho cheguei a ser avisado da situação por 6 pessoas diferentes. Nos dias de hoje pescadores que encontrem tartarugas em apuros nas suas redes telefonam para o Zoomarine para que avaliemos o estado das mesmas, antes que possam ser devolvidas ao mar; nos dias de hoje proprietários de armações de atum dão o alerta às autoridades de que uma baleia se encontra encurralada pela sua armadilha. Nos dias de hoje não só as pessoas estão mais alerta para essa possibilidade, que é o arrojamento de um espécime marinho, como estão mais predispostas a ajudar.
Mas então o que é que mudou de há uns anos para cá? Qual terá sido o veículo de tanta informação e sensibilização junto da população em geral?
A resposta a esta pergunta é apenas uma – comunicação social!
Não pretendo de forma alguma minimizar a capacidade do Zoomarine de tocar as pessoas porque, afinal, acabou por ser isso que aconteceu! Mas não tenho dúvida que seria difícil, senão quase impossível, chegarmos a tantas pessoas, mostrando o nosso trabalho e sensibilizando cada uma para a importância da preservação da vida marinha.
Hoje, quando chego à praia, por vezes é quase impossível convencer a sair da água pessoas que tremem de frio por suportarem um golfinho durante muito tempo, evitando assim que este afunde e não consiga respirar. Recusam-se a ser substituídas, ficando dentro de água até que estejam reunidas as condições para o transporte.
Os profissionais de comunicação social que acompanharam muitas das nossas actividades, construíram o seu trabalho de forma não só a passar informação, mas de uma forma educativa. Existiu uma preocupação em educar, formar as pessoas. Não só na forma como construíram as suas peças e artigos, mas no que nos pediam para mostrar e explicar.
Em cada uma das acções de resgate em que participo noto essa pequena grande mudança que teve lugar nos últimos anos.
Por essa mudança que provocaram na população Portuguesa, por esse grande trabalho, eu vos dou os meus parabéns!
Existem espécies animais que adaptam o seu metabolismo consoante as estações do ano, de forma a garantir a sua sobrevivência.
Durante o período de Inverno, certas espécies, denominadas hibernantes, como o urso, reduzem as suas funções vitais ao absolutamente necessário à sua sobrevivência. Ocorre uma diminuição da sua temperatura corporal e, em consequência, o seu metabolismo torna-se mais lento, podendo representar uma economia energética até 98%. As espécies hibernantes, suprimem as suas necessidades energéticas durante este período do ano, utilizando as gorduras armazenadas durante a época de maior disponibilidade de alimento.
Mas então como reagem outras espécies a um aumento excessivo da temperatura?
Existem espécies animais que "dormem" na estação quente e seca, porque para elas as maiores ameaças são as altas temperaturas e a falta de água. Esta adaptação é denominada de estivação. Muitos caracóis adoptam esta estratégia durante a estação quente e seca, durante as quais há pouco alimento e a humidade é escassa.
1. Camada de pêlo branco que algumas espécies de focas possuem ao nascer. 2. Um órgão sensorial presente na maioria das folhas das plantas. 3. Um tipo de dentição. 4. A pelagem típica das ovelhas.
Resposta à pergunta do dia 29/05/2006: Os locais mais profundos do oceano são as fossas abissais. A fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é considerada a mais profunda, atingindo 11,5 Km de profundidade, tendo sido descoberta, pela primeira vez, em 1960.
A petição deste grupo baseia-se no contínuo degelo do principal habitat deste mamífero marinho, um bloco de gelo no Oceano Árctico. Este processo, ainda que lento, irá conduzir a um Árctico, em pleno Verão, sem gelo, até ao final do século XXI.
Nos desertos de Angola e Namíbia, cresce uma planta que suscita opiniões diversas. Considerada por muitos a mais estranha do nosso planeta, a Welwitschia mirabilisé por outros considerada uma das mais espectaculares plantas actualmente existentes.
Vulgarmente chamada de Welvichia ou Tumboa, esta planta de aspecto singular pertence à Classe Gnetopsida e tem apenas duas folhas que crescem continuamente (cerca de 13 cm por ano) durante toda a vida da planta. Sendo complicado avaliar a idade certa destas plantas, crê-se, no entanto, que possam atingir idades de 2000 anos.
A Welvichia é uma planta dióica, isto é, apresenta estruturas reprodutoras masculinas e femininas em indivíduos distintos, e encontra-se perfeitamente adaptada ao clima árido e quente onde vive. Devido à escassez hídrica dos desertos, esta planta absorve a água necessária ao seu metabolismo pela absorção do orvalho nas suas folhas. Além disso, apresenta uma adaptação fisiológica característica em plantas frequentemente encontradas nos desertos, o metabolismo CAM (Crassulacean Acid Metabolism) que reduz a perda de água durante o dia. Esta adaptação permite que durante o dia, as folhas mantenham os estomas fechados, impedindo a perda de água por transpiração. À noite, estes abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no nos vacúolos das suas células; durante o dia, libertam o CO2, convertem-no em compostos orgânicos, concluindo assim o processo de fotossíntese.
Uma base de dados, contendo mais de 1'800 ilustrações científicas elaboradas por Jón Baldur Hlíðberg de várias espécies de plantas e animais.
Esta base de dados pode ser consultada através dos nomes-comuns das várias espécies em inglês, islandês ou através do seu nome científico (em latim).
Poderá ainda aceder a um conjunto de ilustrações de carácter educacional do mesmo autor.
O autor das ilustrações, nascido em Reykjavík em 1957, desde cedo mostrou o seu interesse pela Natureza e o seu fascínio pelo desenho, levando-o a frequentar a escola de Arte da sua cidade natal, mais tarde ingressando na Academy of fine Arts and Crafts. Desde então tem-se dedicado à ilustração cientifica, tendo os seus desenhos ilustrado um grande número de livros que abordam a Natureza da Irlanda.
Exposição "A Vida nos Rios de Portugal – Peixes & Companhia"
A exposição, de carácter temporário, estará em exibição na sala Polivalente do Aquário Vasco da Gama até ao próximo dia 9 de Julho.
Esta exposição pretende alertar, a opinião pública e todas as entidades com a alguma capacidade de decisão neste domínio, para a necessidade de proteger as espécies endémicas criticamente ameaçadas e para a necessidade de iniciar, em Portugal, um esforço de restauração dos cursos de água.
Serão oferecidas aos participantes diversas actividades, entre trilhos pedestres, operações de limpeza, campanhas de sensibilização ambiental, passeios de BTT e cicloturismo, futebol, jogos tradicionais, convívios, e muitas outras interessantes dinâmicas.
Os mais curiosos poderão obter informações sobre a mesma na página web da Câmara Municipal de Melgaço.
Bom Trabalho!!! - O poder do reforço positivo nas pessoas
Miguel Santos, treinador de aves de rapina
“Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência...”
Quantas vezes não ouvimos já isto? Eu ouvi vezes suficientes de forma a pôr em prática com as aves, mas e que tal nas pessoas?
Tive a sorte suficiente de participar num estágio com uma equipa fantástica num dos seus espectáculos. Aquela oportunidade permitiu-me aperceber a força e importância do Reforço Positivo em humanos! Era algo que eu subestimava até então.
Nas tarefas mais rotineiras que fizesse, alguém se apressava em agradecer e salientava o bom trabalho que eu havia feito. Os treinadores davam-nos o seu reconhecimento na elaboração das nossas tarefas, salientando que até as pequenas coisas são importantes. De repente apercebi-me, eu estava a ser treinado! Como pude eu não me aperceber de tal? (Na verdade eu apercebi-me, mas não imaginava que funcionasse tão bem). E era tão fácil! Assim como era nas aves! Passados uns dias, toda a gente estava a dar o seu melhor em todas as tarefas, melhorando todos os dias e sendo reforçado positivamente em todas as funções. Todos trabalhávamos muito mas ninguém se incomodava, uma vez que era divertido e recompensador!! Passados uns dias, todos nós nos reforçávamos uns aos outros, mesmo sem pensar nisso. Todas as vezes que alguém fazia algo de errado, e eu fi-lo por algumas vezes, tentávamos aprender com o erro e encontrávamos uma maneira de melhorarmos em conjunto, em vez de culparmos alguém ou arranjar desculpas.
“Um erro é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais informação” e “Admitir o lapso é o primeiro passo para a resolução do problema”. Estas eram as duas frases que eu guardava na minha cabeça acerca do erro. Uma forma positiva de ver os erros é olhando para eles como uma etapa no nosso processo de aprendizagem, ao invés do reforço negativo ou punição. É tão mais fácil daquela forma e tira a pressão das pessoas.
Eu apercebi-me da poderosa ferramenta que tinha agora nas minhas mãos. Esta forma positiva de ver as situações dá-me a possibilidade de alterar e melhorar os comportamentos não só com os animais com que trabalho diariamente, mas também com os meus colegas, chefias, amigos e, inclusive, comigo próprio, da melhor forma possível: positivamente!
Simples frases como “Obrigado” ou “Bom trabalho” podem fazer tanto. Eu acho que o Homem, ainda mais que qualquer outro animal na Terra, necessita de reforço positivo. Nós necessitamos de nos sentir bem com o que fazemos e apreciamos o reconhecimento. O reconhecimento público reveste-se frequentemente de um maior reforço, pelo simples facto de nos alimentar o ego e aumentar a motivação para continuar a fazer mais e melhor.
Como alguém sábio me disse uma vez, “Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência.”, funciona com as aves e, por mais simples que possa parecer, funciona com as pessoas também. Acredito que, afinal, não somos tão diferentes!
Também me disse que “Nós somos responsáveis pela nossa própria felicidade”. Naquela altura, ele provavelmente quereria dizer outra coisa, mas eu penso que poderei enquadrar este pensamento neste caso particular. Nós não estamos isolados. Estamos constantemente a interagir com os outros. Melhorar a comunicação e fazer os outros felizes pelo reforço positivo, irá consequentemente melhorar o nosso meio e, portanto, a nossa felicidade. Toda a gente tem algo a ganhar.
Nós temos o poder e as ferramentas. Cada um de nós tem a possibilidade de “construir” melhores pessoas, quer no trabalho, em casa ou noutro local qualquer.
Poderemos fazê-lo melhor, simplesmente sendo positivos!