A petição deste grupo baseia-se no contínuo degelo do principal habitat deste mamífero marinho, um bloco de gelo no Oceano Árctico. Este processo, ainda que lento, irá conduzir a um Árctico, em pleno Verão, sem gelo, até ao final do século XXI.
Nos desertos de Angola e Namíbia, cresce uma planta que suscita opiniões diversas. Considerada por muitos a mais estranha do nosso planeta, a Welwitschia mirabilisé por outros considerada uma das mais espectaculares plantas actualmente existentes.
Vulgarmente chamada de Welvichia ou Tumboa, esta planta de aspecto singular pertence à Classe Gnetopsida e tem apenas duas folhas que crescem continuamente (cerca de 13 cm por ano) durante toda a vida da planta. Sendo complicado avaliar a idade certa destas plantas, crê-se, no entanto, que possam atingir idades de 2000 anos.
A Welvichia é uma planta dióica, isto é, apresenta estruturas reprodutoras masculinas e femininas em indivíduos distintos, e encontra-se perfeitamente adaptada ao clima árido e quente onde vive. Devido à escassez hídrica dos desertos, esta planta absorve a água necessária ao seu metabolismo pela absorção do orvalho nas suas folhas. Além disso, apresenta uma adaptação fisiológica característica em plantas frequentemente encontradas nos desertos, o metabolismo CAM (Crassulacean Acid Metabolism) que reduz a perda de água durante o dia. Esta adaptação permite que durante o dia, as folhas mantenham os estomas fechados, impedindo a perda de água por transpiração. À noite, estes abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no nos vacúolos das suas células; durante o dia, libertam o CO2, convertem-no em compostos orgânicos, concluindo assim o processo de fotossíntese.
Uma base de dados, contendo mais de 1'800 ilustrações científicas elaboradas por Jón Baldur Hlíðberg de várias espécies de plantas e animais.
Esta base de dados pode ser consultada através dos nomes-comuns das várias espécies em inglês, islandês ou através do seu nome científico (em latim).
Poderá ainda aceder a um conjunto de ilustrações de carácter educacional do mesmo autor.
O autor das ilustrações, nascido em Reykjavík em 1957, desde cedo mostrou o seu interesse pela Natureza e o seu fascínio pelo desenho, levando-o a frequentar a escola de Arte da sua cidade natal, mais tarde ingressando na Academy of fine Arts and Crafts. Desde então tem-se dedicado à ilustração cientifica, tendo os seus desenhos ilustrado um grande número de livros que abordam a Natureza da Irlanda.
Exposição "A Vida nos Rios de Portugal – Peixes & Companhia"
A exposição, de carácter temporário, estará em exibição na sala Polivalente do Aquário Vasco da Gama até ao próximo dia 9 de Julho.
Esta exposição pretende alertar, a opinião pública e todas as entidades com a alguma capacidade de decisão neste domínio, para a necessidade de proteger as espécies endémicas criticamente ameaçadas e para a necessidade de iniciar, em Portugal, um esforço de restauração dos cursos de água.
Serão oferecidas aos participantes diversas actividades, entre trilhos pedestres, operações de limpeza, campanhas de sensibilização ambiental, passeios de BTT e cicloturismo, futebol, jogos tradicionais, convívios, e muitas outras interessantes dinâmicas.
Os mais curiosos poderão obter informações sobre a mesma na página web da Câmara Municipal de Melgaço.
Bom Trabalho!!! - O poder do reforço positivo nas pessoas
Miguel Santos, treinador de aves de rapina
“Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência...”
Quantas vezes não ouvimos já isto? Eu ouvi vezes suficientes de forma a pôr em prática com as aves, mas e que tal nas pessoas?
Tive a sorte suficiente de participar num estágio com uma equipa fantástica num dos seus espectáculos. Aquela oportunidade permitiu-me aperceber a força e importância do Reforço Positivo em humanos! Era algo que eu subestimava até então.
Nas tarefas mais rotineiras que fizesse, alguém se apressava em agradecer e salientava o bom trabalho que eu havia feito. Os treinadores davam-nos o seu reconhecimento na elaboração das nossas tarefas, salientando que até as pequenas coisas são importantes. De repente apercebi-me, eu estava a ser treinado! Como pude eu não me aperceber de tal? (Na verdade eu apercebi-me, mas não imaginava que funcionasse tão bem). E era tão fácil! Assim como era nas aves! Passados uns dias, toda a gente estava a dar o seu melhor em todas as tarefas, melhorando todos os dias e sendo reforçado positivamente em todas as funções. Todos trabalhávamos muito mas ninguém se incomodava, uma vez que era divertido e recompensador!! Passados uns dias, todos nós nos reforçávamos uns aos outros, mesmo sem pensar nisso. Todas as vezes que alguém fazia algo de errado, e eu fi-lo por algumas vezes, tentávamos aprender com o erro e encontrávamos uma maneira de melhorarmos em conjunto, em vez de culparmos alguém ou arranjar desculpas.
“Um erro é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais informação” e “Admitir o lapso é o primeiro passo para a resolução do problema”. Estas eram as duas frases que eu guardava na minha cabeça acerca do erro. Uma forma positiva de ver os erros é olhando para eles como uma etapa no nosso processo de aprendizagem, ao invés do reforço negativo ou punição. É tão mais fácil daquela forma e tira a pressão das pessoas.
Eu apercebi-me da poderosa ferramenta que tinha agora nas minhas mãos. Esta forma positiva de ver as situações dá-me a possibilidade de alterar e melhorar os comportamentos não só com os animais com que trabalho diariamente, mas também com os meus colegas, chefias, amigos e, inclusive, comigo próprio, da melhor forma possível: positivamente!
Simples frases como “Obrigado” ou “Bom trabalho” podem fazer tanto. Eu acho que o Homem, ainda mais que qualquer outro animal na Terra, necessita de reforço positivo. Nós necessitamos de nos sentir bem com o que fazemos e apreciamos o reconhecimento. O reconhecimento público reveste-se frequentemente de um maior reforço, pelo simples facto de nos alimentar o ego e aumentar a motivação para continuar a fazer mais e melhor.
Como alguém sábio me disse uma vez, “Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência.”, funciona com as aves e, por mais simples que possa parecer, funciona com as pessoas também. Acredito que, afinal, não somos tão diferentes!
Também me disse que “Nós somos responsáveis pela nossa própria felicidade”. Naquela altura, ele provavelmente quereria dizer outra coisa, mas eu penso que poderei enquadrar este pensamento neste caso particular. Nós não estamos isolados. Estamos constantemente a interagir com os outros. Melhorar a comunicação e fazer os outros felizes pelo reforço positivo, irá consequentemente melhorar o nosso meio e, portanto, a nossa felicidade. Toda a gente tem algo a ganhar.
Nós temos o poder e as ferramentas. Cada um de nós tem a possibilidade de “construir” melhores pessoas, quer no trabalho, em casa ou noutro local qualquer.
Poderemos fazê-lo melhor, simplesmente sendo positivos!
Denominadas odonatas, ou "providas de dentes", as libélulas existem há mais de 300 milhões de anos. Tendo em conta a longevidade, diversidade (6'000 espécies) e distribuição (todos os continentes, excepto na Antárctida) podemos considerá-las como um exemplo de sucesso na Natureza.
Vistos a certa distância, os rituais de corte e reprodução destes insectos carnívoros parecem inofensivos, até mesmo românticos. No entanto, a realidade é outra: as relações sexuais entre as libélulas chegam a ser mortais!
Dependendo das espécies, alguns machos dispensam completamente a corte e limitam-se a prender as fêmeas desprevenidas enquanto estas se aquecem ao sol. Outros, chamados "ladrões", atacam e separam pares em vias de acasalamento; outros ainda, "caçadores furtivos", agarram uma fêmea a meio da postura dos ovos, na água, para conseguir os seus propósitos, nem que para isso ela se afogue. Por seu lado, as fêmeas tentam escapar como podem, fugindo a alta velocidade ou ripostando. Por vezes, chegam até a matá-los!
Por norma, uma fêmea acasala quase sempre com mais do que um macho; estes desenvolveram estratégias para eliminar o esperma deixado por outro parceiro e para desencorajar a fêmea a copular com rivais. Neste "jogo" arriscado, o último esperma a entrar no órgão de armazenamento da fêmea é o vencedor, fertilizando os seus ovos.
Depois de acasalar, as fêmeas depositam os ovos fertilizados em plantas de ribeiros, charcos e outros locais de água. Após a eclosão dos ovos, as larvas deslocam-se para o fundo e aí permanecem até emergirem para dar origem aos adultos, necessitando de águas limpas para sobreviverem. A poluição e a perda de habitat ameaçam centenas de espécies em todo o mundo.
Resposta à pergunta do dia 22/05/2006: Dentro dos pólipos dos corais encontram-se algas chamadas zooxantelas, que através do processo da fotossíntese produzem compostos orgânicos.
Que os golfinhos-roaz (Tursiops truncatus) são exímios nadadores já não é uma novidade.
A surpresa reside na sua capacidade de mergulhar a tão grandes profundidades... Um novo recorde, de 900 metros, foi registado por uma equipa de investigadores do Dolphin Quest, em San Diego, na Califórnia.
A equipa de investigação encontrava-se a estudar os movimentos e comportamento de 6 golfinhos-roaz utilizando dados capturados através de telemetria por satélite. O mergulho mais profundo teve uma duração de 11 a 12 minutos.
Alexandre Rodrigues Ferreira, naturalista luso-brasileiro, nasceu na Bahia, a 27 de Abril de 1756. Após os seus estudos iniciais na sua cidade natal, viajou para Portugal, tendo-se bacharelado em Coimbra aos 22 anos, prosseguindo os seus estudos nesta instituição, obtendo o grau de doutor em 1779, e tendo então iniciado funções no Museu Real da Ajuda.
Em 1783 demitiu-se do seu cargo no Museu Real da Ajuda para embarcar numa viagem de descoberta ao centro-norte do Brasil, a pedido da Rainha D. Maria I, e na sua qualidade de naturalista. Embarcado em Outubro desse ano, fez-se acompanhar por Joaquim Codina e Joaquim Freire, desenhistas, e por Joaquim do Cado, um jardineiro botânico.
Durante os nove anos em que decorreu a sua viagem pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá, Rodrigues Ferreira explorou diversas zonas, recolhendo informação e amostras de vegetação, animais e minerais.
Regressou a Lisboa em 1793, tendo então sido nomeado Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. Em 1794 foi condecorado com a Ordem de Cristo e ocupou o cargo de director interino do Real Gabinete de História Natural e Jardim Botânico. Um ano mais tarde passou a vice-presidente desta instituição, sendo também nomeado Administrador das Reais Quintas e Deputado da Real Junta do Comércio.