Uma base de dados, contendo mais de 1'800 ilustrações científicas elaboradas por Jón Baldur Hlíðberg de várias espécies de plantas e animais.
Esta base de dados pode ser consultada através dos nomes-comuns das várias espécies em inglês, islandês ou através do seu nome científico (em latim).
Poderá ainda aceder a um conjunto de ilustrações de carácter educacional do mesmo autor.
O autor das ilustrações, nascido em Reykjavík em 1957, desde cedo mostrou o seu interesse pela Natureza e o seu fascínio pelo desenho, levando-o a frequentar a escola de Arte da sua cidade natal, mais tarde ingressando na Academy of fine Arts and Crafts. Desde então tem-se dedicado à ilustração cientifica, tendo os seus desenhos ilustrado um grande número de livros que abordam a Natureza da Irlanda.
Exposição "A Vida nos Rios de Portugal – Peixes & Companhia"
A exposição, de carácter temporário, estará em exibição na sala Polivalente do Aquário Vasco da Gama até ao próximo dia 9 de Julho.
Esta exposição pretende alertar, a opinião pública e todas as entidades com a alguma capacidade de decisão neste domínio, para a necessidade de proteger as espécies endémicas criticamente ameaçadas e para a necessidade de iniciar, em Portugal, um esforço de restauração dos cursos de água.
Serão oferecidas aos participantes diversas actividades, entre trilhos pedestres, operações de limpeza, campanhas de sensibilização ambiental, passeios de BTT e cicloturismo, futebol, jogos tradicionais, convívios, e muitas outras interessantes dinâmicas.
Os mais curiosos poderão obter informações sobre a mesma na página web da Câmara Municipal de Melgaço.
Bom Trabalho!!! - O poder do reforço positivo nas pessoas
Miguel Santos, treinador de aves de rapina
“Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência...”
Quantas vezes não ouvimos já isto? Eu ouvi vezes suficientes de forma a pôr em prática com as aves, mas e que tal nas pessoas?
Tive a sorte suficiente de participar num estágio com uma equipa fantástica num dos seus espectáculos. Aquela oportunidade permitiu-me aperceber a força e importância do Reforço Positivo em humanos! Era algo que eu subestimava até então.
Nas tarefas mais rotineiras que fizesse, alguém se apressava em agradecer e salientava o bom trabalho que eu havia feito. Os treinadores davam-nos o seu reconhecimento na elaboração das nossas tarefas, salientando que até as pequenas coisas são importantes. De repente apercebi-me, eu estava a ser treinado! Como pude eu não me aperceber de tal? (Na verdade eu apercebi-me, mas não imaginava que funcionasse tão bem). E era tão fácil! Assim como era nas aves! Passados uns dias, toda a gente estava a dar o seu melhor em todas as tarefas, melhorando todos os dias e sendo reforçado positivamente em todas as funções. Todos trabalhávamos muito mas ninguém se incomodava, uma vez que era divertido e recompensador!! Passados uns dias, todos nós nos reforçávamos uns aos outros, mesmo sem pensar nisso. Todas as vezes que alguém fazia algo de errado, e eu fi-lo por algumas vezes, tentávamos aprender com o erro e encontrávamos uma maneira de melhorarmos em conjunto, em vez de culparmos alguém ou arranjar desculpas.
“Um erro é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais informação” e “Admitir o lapso é o primeiro passo para a resolução do problema”. Estas eram as duas frases que eu guardava na minha cabeça acerca do erro. Uma forma positiva de ver os erros é olhando para eles como uma etapa no nosso processo de aprendizagem, ao invés do reforço negativo ou punição. É tão mais fácil daquela forma e tira a pressão das pessoas.
Eu apercebi-me da poderosa ferramenta que tinha agora nas minhas mãos. Esta forma positiva de ver as situações dá-me a possibilidade de alterar e melhorar os comportamentos não só com os animais com que trabalho diariamente, mas também com os meus colegas, chefias, amigos e, inclusive, comigo próprio, da melhor forma possível: positivamente!
Simples frases como “Obrigado” ou “Bom trabalho” podem fazer tanto. Eu acho que o Homem, ainda mais que qualquer outro animal na Terra, necessita de reforço positivo. Nós necessitamos de nos sentir bem com o que fazemos e apreciamos o reconhecimento. O reconhecimento público reveste-se frequentemente de um maior reforço, pelo simples facto de nos alimentar o ego e aumentar a motivação para continuar a fazer mais e melhor.
Como alguém sábio me disse uma vez, “Um comportamento reforçado ocorre com maior frequência.”, funciona com as aves e, por mais simples que possa parecer, funciona com as pessoas também. Acredito que, afinal, não somos tão diferentes!
Também me disse que “Nós somos responsáveis pela nossa própria felicidade”. Naquela altura, ele provavelmente quereria dizer outra coisa, mas eu penso que poderei enquadrar este pensamento neste caso particular. Nós não estamos isolados. Estamos constantemente a interagir com os outros. Melhorar a comunicação e fazer os outros felizes pelo reforço positivo, irá consequentemente melhorar o nosso meio e, portanto, a nossa felicidade. Toda a gente tem algo a ganhar.
Nós temos o poder e as ferramentas. Cada um de nós tem a possibilidade de “construir” melhores pessoas, quer no trabalho, em casa ou noutro local qualquer.
Poderemos fazê-lo melhor, simplesmente sendo positivos!
Denominadas odonatas, ou "providas de dentes", as libélulas existem há mais de 300 milhões de anos. Tendo em conta a longevidade, diversidade (6'000 espécies) e distribuição (todos os continentes, excepto na Antárctida) podemos considerá-las como um exemplo de sucesso na Natureza.
Vistos a certa distância, os rituais de corte e reprodução destes insectos carnívoros parecem inofensivos, até mesmo românticos. No entanto, a realidade é outra: as relações sexuais entre as libélulas chegam a ser mortais!
Dependendo das espécies, alguns machos dispensam completamente a corte e limitam-se a prender as fêmeas desprevenidas enquanto estas se aquecem ao sol. Outros, chamados "ladrões", atacam e separam pares em vias de acasalamento; outros ainda, "caçadores furtivos", agarram uma fêmea a meio da postura dos ovos, na água, para conseguir os seus propósitos, nem que para isso ela se afogue. Por seu lado, as fêmeas tentam escapar como podem, fugindo a alta velocidade ou ripostando. Por vezes, chegam até a matá-los!
Por norma, uma fêmea acasala quase sempre com mais do que um macho; estes desenvolveram estratégias para eliminar o esperma deixado por outro parceiro e para desencorajar a fêmea a copular com rivais. Neste "jogo" arriscado, o último esperma a entrar no órgão de armazenamento da fêmea é o vencedor, fertilizando os seus ovos.
Depois de acasalar, as fêmeas depositam os ovos fertilizados em plantas de ribeiros, charcos e outros locais de água. Após a eclosão dos ovos, as larvas deslocam-se para o fundo e aí permanecem até emergirem para dar origem aos adultos, necessitando de águas limpas para sobreviverem. A poluição e a perda de habitat ameaçam centenas de espécies em todo o mundo.
Resposta à pergunta do dia 22/05/2006: Dentro dos pólipos dos corais encontram-se algas chamadas zooxantelas, que através do processo da fotossíntese produzem compostos orgânicos.
Que os golfinhos-roaz (Tursiops truncatus) são exímios nadadores já não é uma novidade.
A surpresa reside na sua capacidade de mergulhar a tão grandes profundidades... Um novo recorde, de 900 metros, foi registado por uma equipa de investigadores do Dolphin Quest, em San Diego, na Califórnia.
A equipa de investigação encontrava-se a estudar os movimentos e comportamento de 6 golfinhos-roaz utilizando dados capturados através de telemetria por satélite. O mergulho mais profundo teve uma duração de 11 a 12 minutos.
Alexandre Rodrigues Ferreira, naturalista luso-brasileiro, nasceu na Bahia, a 27 de Abril de 1756. Após os seus estudos iniciais na sua cidade natal, viajou para Portugal, tendo-se bacharelado em Coimbra aos 22 anos, prosseguindo os seus estudos nesta instituição, obtendo o grau de doutor em 1779, e tendo então iniciado funções no Museu Real da Ajuda.
Em 1783 demitiu-se do seu cargo no Museu Real da Ajuda para embarcar numa viagem de descoberta ao centro-norte do Brasil, a pedido da Rainha D. Maria I, e na sua qualidade de naturalista. Embarcado em Outubro desse ano, fez-se acompanhar por Joaquim Codina e Joaquim Freire, desenhistas, e por Joaquim do Cado, um jardineiro botânico.
Durante os nove anos em que decorreu a sua viagem pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá, Rodrigues Ferreira explorou diversas zonas, recolhendo informação e amostras de vegetação, animais e minerais.
Regressou a Lisboa em 1793, tendo então sido nomeado Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos. Em 1794 foi condecorado com a Ordem de Cristo e ocupou o cargo de director interino do Real Gabinete de História Natural e Jardim Botânico. Um ano mais tarde passou a vice-presidente desta instituição, sendo também nomeado Administrador das Reais Quintas e Deputado da Real Junta do Comércio.
Apostando na diversidade e na oportunidade de estender a todos um maior contacto com a vida selvagem, a SPEA, em colaboração com a Associação de Cegos e Amblíopes (ACAPO), a Associação Promotora do Ensino dos Cegos (APEC) e a Associação dos Deficientes das forças Armadas (ADFA) promovem, nos dias 3, 4, 10 e 11 de Junho de 2006, um Curso de Identificação de Aves para Pessoas com Deficiência Visual.
Este interessante curso, que aborda temáticas como biologia e hábitos das aves, identificação do seu canto, identificação do local onde as aves podem ser encontradas, bem como duas sessões práticas, está aberto ao público em geral, embora seja dada preferência a deficientes visuais, no caso de se esgotarem as vagas disponíveis.
Mais informações e inscrições podem ser encontradas no site da SPEA.
Projecto Tyto Tagus
O LabOr – Laboratório de Ornitologia da Universidade de Évora está a iniciar o Projecto Tyto Tagus, que visa estudar a dispersão da Coruja-das-torres (Tyto alba) no troço superior do estuário do Tejo. Para tal, solicitam a comunicação de quaisquer informações relativas à existência de ninhos ou poisos daquela espécie em terrenos dos municípios de Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Coruche, Santarém, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira.
Os dados sobre a localização de ninhos e/ou poisos de Coruja-das-torres (data de observação, nome do monte/lugar, freguesia e concelho) devem ser preferencialmente enviados por e-mail para o coordenador do Projecto, João E. Rabaça, ou para Inês Roque.
Para mais informações sobre o Projecto, consultar o site do mesmo, em Destaques.
Uma Casa Natural
A Escola de Campo "O Carvalhal" irá realizar, durante os meses de Maio a Setembro, uma iniciativa dedicada a jovens que procurem soluções mais ecológicas a nível de construção, e que queiram embarcar num desafio diferente.
Este projecto tem como objectivo a construção de uma Casa de Brincar Redonda Ecológica, com 3 metros de diâmetro e 1,5 metros de altura, uma réplica miniatura de uma casa maior a construir posteriormente.
Mais informações sobre esta iniciativa podem ser encontradas na página web do projecto.
Fotografar a vida selvagem
O Parque Biológico de Gaia convida à participação de todos os fotógrafos, amadores e profissionais, amantes da vida selvagem, no concurso nacional de fotografia "Parques e Vida Selvagem" a terminar até 1 de Outubro de 2006.
De inscrição gratuita e participação com exemplares em número ilimitado, desde que correctamente identificados, este concurso pretende incentivar um olhar mais atento ao património natural no nosso país, que tanto de belo tem para oferecer.
Para todos os interessados, mais informações sobre como participar poderão ser obtidas através do site do Parque Biológico de Gaia.
A Primavera do Verão Élio Vicente, biólogo marinho
O Verão já chegou! Sim, é certo!, ainda não estamos a 21 de Junho; mas a verdade é que muitas pessoas facilmente argumentarão que o Verão, na realidade, não nos abandonou verdadeiramente no ano passado... Quase que poderíamos dizer que, depois de Setembro de 2005, continuámos numa serena e reconfortante "Primavera Invernal", sem especial frio, sem enormes chuvadas e com magníficos dias de passeios!
Entretanto, há quem tenha saudades dos tempos em que ditados como "Em Abril, águas mil" andavam na boca de toda a gente... Mas ainda há quem se lembra de "Março marçagão, de manhã Inverno, de tarde... Verão"???... Só se forem as gerações (bem) mais velhas - porque as mais novas lembrar-se-ão de mais Marços soalheiros do que invernosos.
E é óbvio que recordar "Dos Santos ao Natal, ou bem chover ou bem nevar" já não parece fazer muito sentido em Portugal (a não ser em curiosos e muito pontuais fenómenos que fazem ocorrer milhares de pessoas à rua e à Serra de Monchique, como aconteceu, no passado dia 29 de Janeiro - um mês depois do período a que se refere o ditado). E presumo que todos estamos de acordo que "Quando Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro" é um ditado perfeitamente desactualizado...
A infeliz realidade é que, como muitas outras coisas, o tempo mudou - como o confirma (empiricamente) o crescente número de pessoas que, tardiamente na vida, desenvolveram alergias ao polén, por exemplo, resultado dos maiores e mais recorrentes blooms de polén que circula por todo a Europa, nestes dias (fruto do aumento da temperatura e do efeito imediato que tal causa nas plantas que geram flor...).
Entretanto, se atentarmos nas temperaturas médias durante os tradicionais meses de Outono e Inverno e, claro!, se analisarmos os valores de precipitação dos últimos 36 meses, facilmente percebemos que muitas das características do meses de veraneio (baixa precipitação, tempo quente e seco, etc.) há muito que nos fazem companhia. O clima já não é o que era... E "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades": já não precisamos de esperar pelos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro para andarmos de t-shirt, calções e chinelos, para bebermos bebidas frescas e para dormirmos sem cobertores.
Ora, isso é bom para o Turismo! Logo, é bom para a Economia. Ou seja, é bom para os Portugueses... O que significa que é bom para Portugal!
Ou será que não?...
A verdade é que não é possível ter "Sol na Eira e Chuva no Nabal". E se alguns de nós beneficiamos com o quente tempo e seco (que convida para passeios, mergulhos nos mar e descansos na praia), a verdade é que todos nós saímos prejudicados ambientalmente... E quando se perde na área do ambiente... perde-se em todo o lado!
Nos dias que correm, só os muito distraídos poderão não ter noção das graves consequências de um prolongado período de seca, inerente a todos estes fenómenos climáticos. E, infelizmente, Portugal continua a atravessar um dos mais fortes e "dolorosos" períodos de seca da sua história recente. E os próximos meses "prometem" ser ainda mais parcos em pluviosidade...
E como é que a nossa Fauna e Flora reage a estas mudanças? Como os humanos: alguns bem, outros razoavelmente, e outros (muito) mal! Claro que muitas espécies (especialmente, de vertebrados) têm grandes capacidades adaptativas e podem mudar de hábitos e/ou de habitats - nem sempre para melhor, mas podem mudar. Mas muitas espécies evoluíram de tal forma que muito dificilmente (por limitações fisiológicas e/ou temporais) se adaptarão ou conseguirão um novo nicho ecológico ou habitat. E isso significa que muitas plantas e muito animais (grupos familiares, populações e, por vezes, espécies inteiras) poderão ser irremediavelmente (por vezes, fatalmente) afectadas. Quem fala em fauna e flora não se pode esquecer dos fungos - igualmente fundamentais para o equilíbrio ecológico do nosso planeta.
E não sejamos ingénuos: se os fungos, se a fauna e se a flora mudam, nós também somos obrigados a mudar. E mesmo que pareça o contrário, raramente mudamos para melhor...
Pois é, as tradições mudam. A cultura evoluiu. Perdem-se oportunidades...
Mas... também nascem oportunidades! Como, por exemplo, as crescentes iniciativas de sequestro de carbono. Simples, fácil e muito, muito útil! Num mundo cada vez mais global e onde as nossas acções têm um cada vez maior e mais prolongado impacto, é reconfortante verificar que vão nascendo iniciativas cientificamente equilibradas e socialmente justas, que se preocupam em difundir e aplicar novos valores ecológicos, novas dinâmicas operacionais e mais fortes posturas éticas - e nos facilitam, a título individual, a minimizar o nosso impacto. A um ritmo cada vez maior, já se vêem em Portugal equipas e projectos que activamente contribuem para criar comunidades melhor informadas, mais determinadas a ajudar e mais activas. Embora estas dinâmicas ainda sejam notoriamente insuficientes, não sejamos pessimistas: todos os esforços, por mais pequenos que possam parecer, ajudam - porque "grão a grão, enche a galinha o papo".
E porque "ditado puxa ditado", fazemos votos que o crescente envolvimento e consciencialização ambiental dos Portugueses se fortaleça, contribuindo activamente para que a nossa sociedade mude (para melhor), ecologicamente, e de modo a garantir que não se cumpra, em termos ambientais, o bem velho mas também bem verdadeiro ditado "Quem semeia ventos, colhe tempestades"...
Contrariamente ao esperado, as lulas são progenitoras atentas e cuidadosas... A espécie Gonatus onyx, uma espécie relativamente comum nas águas profundas do Monterey Canyon ao largo da Califórnia, foi observada por um grupo de investigadores do Monterey Aquarium Research Institute a transportar grandes sacos de ovos entre os seus braços, protegendo-os e oxigenando-os durante 6 a 9 meses até que a prole nasça.
Esta é uma descoberta inesperada, uma vez que este comportamento protector era desconhecido dos biólogos marinhos que julgavam, até há data, que as fêmeas abandonavam os ovos à sorte no fundo do mar após a postura.