Qual das seguintes formações montanhosas não se formou durante os processos orogénicos (processo de formação de cadeias montanhosas) do Carbónico?
1. Apalaches; 2. Urais; 3. Andes; 4. Cordilheira do Pamir.
Resposta à pergunta de dia 2009/05/18: O Período Carbónico é dividido em Superior e Inferior, com base na composição dos estratos geológicos. Os estratos do Carbónico Superior (323 - 209 Ma) são ricos em carvão, enquanto os estratos do Carbónico Inferior (354 – 323 Ma) são ricos em calcários.
Um Sistema de Informação para a Biodiversidade Marinha em Portugal
No âmbito da Estratégia Nacional para o Mar, foi recentemente aprovado o programa M@rBIS (Marine Biodiversity Information System) com a finalidade de recolher, padronizar e geo-referenciar a informação sobre biodiversidade marinha dispersa por vários centros de investigação, institutos e laboratórios e torná-la acessível a investigadores e ao público em geral.
O objectivo inclui referenciar regiões em função das espécies mais sensíveis a dragagens, à poluição ou a qualquer outro factor antropogénico.
Numa primeira etapa serão inventariados biótopos e ecossistemas com potencial para integrarem a Rede Natura e Rede de Áreas Marinhas Protegidas e terá o apoio de uma rede de instituições e investigadores nacionais e internacionais.
O M@rBIS é coordenado pelo ICNB e pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.
Organismos unicelulares, pertence ao Filo dos Protozoários, que têm a capacidade de segregar uma concha, que pode ser formada por carbonato de cálcio ou por outro elemento inorgânico, como a sílica. Grande parte dos foraminíferos habita no ambiente marinho.
I have become my own version of an optimist. If I can't make it through one door, I'll go through another door - or I'll make a door. Something terrific will come no matter how dark the present.
Rabindranath Tagore (1861-1941). Foi o primeiro Prémio Nobel da Literatura asiático (1913). Autor de uma extensa obra literária de poesia e prosa, tendo-se destacado também como músico. Renuncia, em 1919, ao título de Sir em protesto contra a política britânica em relação ao Punjabe (região fronteiriça entre a Índia e o Paquistão, actualmente dividida entre os dois estados).
Encontro Técnico "Solar Food Processing and Solar Cooking Applications"
O Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve organiza, no próximo dia 30 de Maio, o 30º Encontro Técnico "Solar Food Processing and Solar Cooking Applications".
Este evento tem como principal objectivo a partilha de experiências e tecnologias relacionadas com o processamento de alimentos com recurso à energia solar.
Os interessados em participar neste evento têm até ao dia 25 de Maio para assegurar a sua participação, através do seguinte endereço de correio electrónico (cruivo@ualg.pt). O mesmo deve ser utilizado para obter informações adicionais.
Encontro Olhar pelo Mar
Este encontro terá lugar no próximo dia 28 de Maio, pelas 15h no Chalé João Lúcio da Ecoteca de Olhão.
Este encontro contará com a participação de várias entidades que abordarão temáticas como a poluição, conservação e o futuro de um bem tão precioso como são os recursos marinhos.
Para os interessados estará disponível, gratuitamente, transporte desde o Jardim Pescador Olhanense. O ponto de encontro será está marcado para as 14h30. Para mais informações contacte a Ecoteca de Olhão.
Uma ideia leguminosa Pedro Correia, educador ambiental
Sopa de lentilhas, quinoa assada, massada de grão, favas guisadas, feijão verde com entrecosto...
Água na boca? Pois, então, prepare-se para (re)conhecer algo que, à partida, não é se encontra nos menús dos restaurantes.
Como pode verificar, todas estas propostas de pratos têm um elemento em comum – são todas confeccionadas com um grupo vegetal bastante especial e de particular interesse gastronómico para toda a humanidade – as leguminosas.
As leguminosas são conhecidas por terem características particulares, no que diz respeito aos benefícios alimentares. São ricas em fibras solúveis (contribuindo para diminuir os níveis de colesterol, tão importantes nos dias que correm) e em fibras insolúveis (diminuindo eventuais problemas de prisão de ventre). São ainda uma importante fonte de amido (açucar produzido pelas plantas que funciona como reserva energética). Além de isto, a Organização Mundial de Saúde recomenda o seu consumo regular como complemento proteico, de hidratos de carbono, fibras, vitaminas e minerais. Segundo a nova roda dos alimentos, estas especies vegetais são realçadas como muito importantes na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes.
Pertencente à família Fabaceae, este é o terceiro maior grupo de plantas com flor (angiospérmicas), com cerca de 18 mil espécies conhecidas, sendo apenas ultrapassado, em termos de número, pela família das orquídeas (Orchidaceae), com 20 mil espécies, e dos girassóis (Asteraceae), com 24 mil espécies.
São ainda facilmente distinguíveis pelos seus frutos em forma de vagem, que podem aparecer numa imensa variedade de formas e tamanhos, consoante as espécies que as produzem. Certamente já se apercebeu da disparidade de formas que encontramos quando, por exemplo, comemos feijão, lentilhas ou favas. Saiba, no entanto, que a maior vagem do mundo é pertença de uma trepadeira tropical oriunda da América Central, conhecida como feijão-do-mar ou fava-do-mar (Entada gigas), podendo atingir tamanhos de 1 a 2 metros de comprimento (!). No entanto, entre todos os frutos de leguminosas que nos acostumamos a manipular no nosso dia-a-dia, um reveste-se de particular curiosidade porque se desenvolve subterraneamente – o amêndoim.
E é precisamente no subsolo que saliento uma característica singular deste interessante grupo vegetal – os nódulos radiculares para fixação de azoto.
O azoto é um nutriente fundamental para qualquer ser vivo e está presente (mas não directamente disponível) em enormes quantidades na atmosfera. No entanto, o azoto disponível no solo, proveniente da decomposição de plantas e animais, é, na grande maioria das situações, insuficiente ou de difícil aquisição por parte dos organismos superiores.
Como se trata de um elemento fulcral para o crescimento das estruturas vegetais, bem como da formação da clorofila, este grupo vegetal desenvolveu uma estratégia para a aquisição deste elemento químico através das suas raízes, de uma forma aparentemente simples e extremamente vantajosa. Através de um processo de simbiose entre as suas raízes e bactérias do género Rhizobium, é possível fixar e disponibilizar o azoto da atmosfera para uso directo da planta. Quem ganha com este processo simples é, nem mais nem menos, toda a cadeia trófica acima, uma vez que passam a ter o azoto (anteriormente na atmosfera e indisponível) pronto para ser consumido sob a forma de um saboroso e rico vegetal.
Outras estratégias há que diferem desta para a obtenção do necessário azoto para o crescimento orgânico mas esta simbiose é, em particular, um exemplo de como a Natureza vai encontrando alternativas viáveis e sempre económicas (do ponto de vista energético) para a resolução de mais um desafio.
Olhando para dentro das nossas necessidades e tendo em conta os nossos desafios a curto e médio prazo, que fazem falta parcerias e ideias simples como esta.
O período Carbónico foi assim baptizado com base nos depósitos de carvão encontrados nos estratos pertencentes ao Carbónico Superior (323 - 209 Ma). Já os depósitos do Carbónico Inferior (354 – 323 Ma) são ricos em que elemento?
Resposta à pergunta de dia 2009/05/11: Devido à grande abundância de espécies vegetais durante o Carbónico, ocorreu a diminuição da concentração atmosférica de dióxido de carbono e o enriquecimento da atmosfera em oxigénio. Os registos apontam para que a concentração atmosférica de oxigénio tenha atingido valores na ordem dos 35%, sendo que actualmente esta é de 21%. Crê-se que este facto está directamente relacionado com os fenómenos de gigantismo observados, por exemplo, em insectos como as libelinhas cuja envergadura atingiu cerca de 75 cm.
Darwin não deu por ela durante a sua visita às Galápagos e só agora foi reconhecida como uma nova espécie, apesar de já ter sido avistada nos anos 80. A espécie em causa trata-se de uma iguana cuja pele apresenta uma pigmentação cor-de-rosa.
A iguana cor-de-rosa, ainda sem nome cientifico, pertence ao género Conolophus, foi decoberta por um grupo de investigadores da Universidade de Roma "Tor Vergata".
Este "achado" pode ser uma importante peça na compreensão do puzzle evolutivo das iguanas, no que toca à divergência entre o grupo das iguanas terrestres e marinhas que habitam a América Central e do Sul.
A espécie agora descoberta é endémica da Ilha Isabela, habitando as proximidades do Vulcão do Fogo. O seu efectivo populacional é muito reduzido, tendo sido classificada como Criticamente Ameaçada.