Encontro Técnico "Solar Food Processing and Solar Cooking Applications"
O Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve organiza, no próximo dia 30 de Maio, o 30º Encontro Técnico "Solar Food Processing and Solar Cooking Applications".
Este evento tem como principal objectivo a partilha de experiências e tecnologias relacionadas com o processamento de alimentos com recurso à energia solar.
Os interessados em participar neste evento têm até ao dia 25 de Maio para assegurar a sua participação, através do seguinte endereço de correio electrónico (cruivo@ualg.pt). O mesmo deve ser utilizado para obter informações adicionais.
Encontro Olhar pelo Mar
Este encontro terá lugar no próximo dia 28 de Maio, pelas 15h no Chalé João Lúcio da Ecoteca de Olhão.
Este encontro contará com a participação de várias entidades que abordarão temáticas como a poluição, conservação e o futuro de um bem tão precioso como são os recursos marinhos.
Para os interessados estará disponível, gratuitamente, transporte desde o Jardim Pescador Olhanense. O ponto de encontro será está marcado para as 14h30. Para mais informações contacte a Ecoteca de Olhão.
Uma ideia leguminosa Pedro Correia, educador ambiental
Sopa de lentilhas, quinoa assada, massada de grão, favas guisadas, feijão verde com entrecosto...
Água na boca? Pois, então, prepare-se para (re)conhecer algo que, à partida, não é se encontra nos menús dos restaurantes.
Como pode verificar, todas estas propostas de pratos têm um elemento em comum – são todas confeccionadas com um grupo vegetal bastante especial e de particular interesse gastronómico para toda a humanidade – as leguminosas.
As leguminosas são conhecidas por terem características particulares, no que diz respeito aos benefícios alimentares. São ricas em fibras solúveis (contribuindo para diminuir os níveis de colesterol, tão importantes nos dias que correm) e em fibras insolúveis (diminuindo eventuais problemas de prisão de ventre). São ainda uma importante fonte de amido (açucar produzido pelas plantas que funciona como reserva energética). Além de isto, a Organização Mundial de Saúde recomenda o seu consumo regular como complemento proteico, de hidratos de carbono, fibras, vitaminas e minerais. Segundo a nova roda dos alimentos, estas especies vegetais são realçadas como muito importantes na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes.
Pertencente à família Fabaceae, este é o terceiro maior grupo de plantas com flor (angiospérmicas), com cerca de 18 mil espécies conhecidas, sendo apenas ultrapassado, em termos de número, pela família das orquídeas (Orchidaceae), com 20 mil espécies, e dos girassóis (Asteraceae), com 24 mil espécies.
São ainda facilmente distinguíveis pelos seus frutos em forma de vagem, que podem aparecer numa imensa variedade de formas e tamanhos, consoante as espécies que as produzem. Certamente já se apercebeu da disparidade de formas que encontramos quando, por exemplo, comemos feijão, lentilhas ou favas. Saiba, no entanto, que a maior vagem do mundo é pertença de uma trepadeira tropical oriunda da América Central, conhecida como feijão-do-mar ou fava-do-mar (Entada gigas), podendo atingir tamanhos de 1 a 2 metros de comprimento (!). No entanto, entre todos os frutos de leguminosas que nos acostumamos a manipular no nosso dia-a-dia, um reveste-se de particular curiosidade porque se desenvolve subterraneamente – o amêndoim.
E é precisamente no subsolo que saliento uma característica singular deste interessante grupo vegetal – os nódulos radiculares para fixação de azoto.
O azoto é um nutriente fundamental para qualquer ser vivo e está presente (mas não directamente disponível) em enormes quantidades na atmosfera. No entanto, o azoto disponível no solo, proveniente da decomposição de plantas e animais, é, na grande maioria das situações, insuficiente ou de difícil aquisição por parte dos organismos superiores.
Como se trata de um elemento fulcral para o crescimento das estruturas vegetais, bem como da formação da clorofila, este grupo vegetal desenvolveu uma estratégia para a aquisição deste elemento químico através das suas raízes, de uma forma aparentemente simples e extremamente vantajosa. Através de um processo de simbiose entre as suas raízes e bactérias do género Rhizobium, é possível fixar e disponibilizar o azoto da atmosfera para uso directo da planta. Quem ganha com este processo simples é, nem mais nem menos, toda a cadeia trófica acima, uma vez que passam a ter o azoto (anteriormente na atmosfera e indisponível) pronto para ser consumido sob a forma de um saboroso e rico vegetal.
Outras estratégias há que diferem desta para a obtenção do necessário azoto para o crescimento orgânico mas esta simbiose é, em particular, um exemplo de como a Natureza vai encontrando alternativas viáveis e sempre económicas (do ponto de vista energético) para a resolução de mais um desafio.
Olhando para dentro das nossas necessidades e tendo em conta os nossos desafios a curto e médio prazo, que fazem falta parcerias e ideias simples como esta.
O período Carbónico foi assim baptizado com base nos depósitos de carvão encontrados nos estratos pertencentes ao Carbónico Superior (323 - 209 Ma). Já os depósitos do Carbónico Inferior (354 – 323 Ma) são ricos em que elemento?
Resposta à pergunta de dia 2009/05/11: Devido à grande abundância de espécies vegetais durante o Carbónico, ocorreu a diminuição da concentração atmosférica de dióxido de carbono e o enriquecimento da atmosfera em oxigénio. Os registos apontam para que a concentração atmosférica de oxigénio tenha atingido valores na ordem dos 35%, sendo que actualmente esta é de 21%. Crê-se que este facto está directamente relacionado com os fenómenos de gigantismo observados, por exemplo, em insectos como as libelinhas cuja envergadura atingiu cerca de 75 cm.
Darwin não deu por ela durante a sua visita às Galápagos e só agora foi reconhecida como uma nova espécie, apesar de já ter sido avistada nos anos 80. A espécie em causa trata-se de uma iguana cuja pele apresenta uma pigmentação cor-de-rosa.
A iguana cor-de-rosa, ainda sem nome cientifico, pertence ao género Conolophus, foi decoberta por um grupo de investigadores da Universidade de Roma "Tor Vergata".
Este "achado" pode ser uma importante peça na compreensão do puzzle evolutivo das iguanas, no que toca à divergência entre o grupo das iguanas terrestres e marinhas que habitam a América Central e do Sul.
A espécie agora descoberta é endémica da Ilha Isabela, habitando as proximidades do Vulcão do Fogo. O seu efectivo populacional é muito reduzido, tendo sido classificada como Criticamente Ameaçada.
Of all the ways of defining man, the worst is the one which makes him out to be a rational animal.
Anatole France (1844-1924). Escritor francês, autor de romances e contos que obtiveram grande sucesso e que lhe valeram o Prémio Nobel da Literatura em 1921. Alguns dos títulos mais conhecidos são "0 Crime de Silvestre Bonnard", premiado pela Academia francesa, "0 Lírio Vermelho", "O poço de Santa Clara" ou "A revolta dos anjos".
A associação Almargem promove, durante o mês de Junho, dois ateliers no Centro Ambiental da Pena – Aldeia da Pena (Salir): dia 7 - Atelier de Feltro e dia 14 - Atelier de Arte Natura.
Os interessados em participar ou receber mais informações sobre estas actividades devem contactar a associação Almargem através dos telefones 289 412 959 e 960295202, ou através do correio electrónico: asantos@almargem.org.
Evolution Megalab 09
A Open University, com o apoio da Royal Society e do British Council, lançou uma mega-iniciativa que pretende estudar a biologia evolutiva dos caracóis do género Cepeae. O projecto “Evolution Megalab 09”, que já envolve 14 países, é coordenado em Portugal pelo Ciência Viva, destina-se a toda a comunidade – ao abrigo do conceito: ciência feita pelos cidadãos.
Para participar neste estudo e consultar toda a informação sobre o mesmo, os interessados devem consultar o sítio oficial do projecto.
Com o objectivo de divulgar esta iniciativa internacional irá ter lugar, no Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra, nos dias 15 e 16 de Maio, um workshop. No sítio Darwin 2009 pode ser consultado o programa ou efectuadas as inscrições para este evento.
Aos participantes das XIV OA António Lima Grilo, Vencedor da Categoria B das XIII Olimpíadas do Ambiente
Caros colegas e amigos participantes na XIV edição das Olimpíadas do Ambiente, é a todos vós que me dirijo neste post.
Quero, antes de mais, saudar-vos a todos pela vossa vontade de participação nesta competição de carácter nacional que reúne estudantes de todos os distritos em prol de um só objectivo: mudar o mundo para melhor. Independentemente da eliminatória em que ficaram, devo dizer que estas palavras simples se dedicam a todos os participantes. A todos quero dizer que participar é, acreditem, uma óptima experiência. Depois de responder às provas e de as ver ficamos com a sensação de que temos tudo para aprender mas de que também aprendemos imenso nessas provas. A passagem à 2ª Eliminatória não é fácil e à Eliminatória Final ainda mais difícil é. Aos finalistas os meus mais sinceros parabéns: vocês são os finalistas deste ano. Os melhores de entre os melhores, e possivelmente os futuros decisores deste país nesta temática ambiental. Nesta eliminatória todos, sem excepção, são vencedores. Um grande amigo de todos os participantes, e a quem envio também um enorme abraço, o grande ornitólogo João Loureiro, que todos os finalistas conhecem ou tiveram oportunidade de conhecer, disse no ano passado: "os vencedores são aqueles que dormiram melhor na noite anterior ou que por alguma razão fizeram alguma coisinha melhor". Acreditem: eu não queria ser júri da final das Olimpíadas. É certamente uma escolha muito difícil. Por isso deixo-vos os meus parabéns. Aos vencedores de todas as categorias, deixo uma especial palavra de apreço e destaque: MUITOS PARABÉNS!!!! É de pessoas como vós que as novas gerações precisam. É em pessoas como vós que podemos confiar. Força!
A todos digo ainda: continuem o trabalho que começaram nas Olimpíadas e nunca deixem de ter a mesma vontade de lutar por esta nobre causa. Nunca se esqueçam: ao participarem nas Olimpíadas vocês integram-se na geração que promete mudar o mundo e, a partir desse momento, todos contamos com vocês para que o mundo de amanhã seja muito melhor que o de hoje.
O nome do período "Carbónico" foi atribuído tendo como base os grandes depósitos de carvão existentes em Inglaterra.
Durante este período existiam vastos pântanos, muito ricos em vegetação. A matéria vegetal, ao se depositar nesses ambientes, encontrou as condições ideias para a formação de carvão.