Um criador de bovinos de São Francisco, nos Estados Unidos, tem estado a usar os dejectos das 270 vacas leiteiras que possui para alimentar um gerador de electricidade, reduzindo o seu consumo energético em cerca de dois terços!
Uma vaca bem alimentada produz, diariamente, cerca de 55 kg de estrume.
O vaqueiro canaliza estes detritos para uma série de tanques cobertos (em circuito fechado), onde a digestão anaeróbica produz gás metano, que é usado para alimentar um gerador. Este método quase não produz derivados e não adiciona metano à atmosfera.
Este é um dos muitos projectos de energia alternativa que os Estados Unidos apoiam de forma a combater a crise de electricidade que se acentuou em 2001.
O grupo das tartarugas é um dos mais ameaçados de extinção do mundo. Tanto o é, que todas as espécies de tartarugas terrestres, marinhas e cágados enfrentam constantemente perigos (maioritariamente de origem antropogénica) que ameaçam a sua sobrevivência.
São o grupo de répteis mais afectado pelo comércio de animais exóticos/de companhia, mas também alvo da captura humana para satisfazer o comércio da medicina tradicional e ainda, em algumas partes do mundo, para garantir a sobrevivência de povos que dependem deles como fonte de proteína animal.
Para alertar a população mundial para esta problemática, a American Tortoise Rescue, uma organização fundada em 1990 em Malibu, na California, que visa a protecção, reabilitação e conservação decidiu celebrar desde 2000, o Dia Mundial das Tartarugas, a 23 de Maio.
Entretanto saiba o que pode fazer para ajudar a preservar estes animais através do seguinte site.
For most of the wild things on Earth, the future must depend upon the conscience of mankind.
Dr. Archie Carr, 1909-1987. Zoólogo e "pai" da biologia e conservação de tartarugas marinhas. Co-fundador da Caribbean Conservation Corporation, uma organização responsável pela conservação das tartarugas marinhas.
Passeio Pedestre aos Sítios Classificados de Monfurado e Cabrela
No âmbito do projecto "Sustentabilidades" o CEAI
(Centro de Estudos da Avifauna Ibérica) irá promover, no próximo dia 20
de Maio, um passeio pedestre aos Sítios Classificados de Monfurado e
Cabrela.
A
visita, guiada por Rui Ribeiro, pretende dar a conhecer alguns dos
habitats e as características da flora e vegetação tão particulares
destes locais, que permitiram a sua classificação na Rede Natura 2000.
As
inscrições têm o prazo limite de 15 de Maio, sendo a taxa de inscrição
7€ para associados do CEAI e 10€ para não associados. Para mais
informações, contactar o CEAI através do email ou pelo telefone 266 746 102.
VII Congresso Nacional de Etologia
O VII Congresso Nacional de Etologia realizar-se-á na Universidade de Coimbra, nos dias 2 e 3 de Junho de 2006.
Os
Congressos Nacionais de Etologia cumprem as funções de reunir e
actualizar a crescente actividade de investigação na área de
comportamento animal feita em Portugal, e de proporcionar um contacto
produtivo entre cientistas e alunos interessados nesta área. Neste
congresso pretendem-se reunir contribuições na área da Etologia,
juntamente com trabalhos em áreas afins, como Ecologia, Evolução,
Psicologia ou Fisiologia, com uma ligação forte à compreensão do
comportamento animal ou humano.
As informações relativas a inscrições, submissão de comunicações, programa e outras estão disponíveis em www.uc.pt/etologia.
Seminário - Gestão e Conservação de Habitats Prioritários no Sítio Serra da Estrela
A
Associação de Produtores Florestais do Paul irá organizar uma acção
integrada na divulgação dos resultados do Projecto LIFE Natureza "Serra
da Estrela: Gestão e Conservação de Habitats Prioritários" no dia 18 de
Maio, no Auditório 8.1 da Universidade da Beira Interior, na Covilhã.
Esta acção pretende definir linhas estratégicas para o futuro da Serra
da Estrela e associar-se às comemorações dos 30 anos do Parque Natural
da Serra da Estrela.
Este
Seminário destina-se a técnicos e gestores de entidades públicas e
privadas com responsabilidade na gestão do território, bem como a
pessoas interessadas na conservação da natureza.
As inscrições são grátis e estão limitadas a 150 participantes, sendo a data limite de recepção o dia 15 de Maio de 2006.
Turismo…e se for na Natureza? Susana Vidal, Bióloga
Foi em 1998 que se testemunhou a criação do Programa Nacional de Turismo de Natureza (RCM nº112/98 e no Dec. Lei nº47/99). Com esta sinergia entre a Secretaria de Estado do Ambiente e a da Economia, o país deu os primeiros passos para a "dinamização de actividades turísticas dentro das Áreas Protegidas nacionais, impulsionando a promoção e afirmação dos valores e potencialidades que estes espaços naturais encerram e concebendo novos produtos turísticos enquadrados nos objectivos de conservação da natureza". Dados publicados recentemente em diversos artigos de investigação na área do turismo, revelam que o Turismo de Natureza a nível mundial está a aumentar a uma taxa anual que varia entre os 10 e 30%, cerca de 6 vezes mais que o turismo dito convencional. Já para não falar no perfil deste tipo de turistas: indivíduos maioritariamente oriundos de países ditos desenvolvidos, principalmente Alemanha e Holanda; detentores de um elevado poder de compra; com preocupações ambientais e de saúde que os levam a escolher alternativas à praia e que optam preferencialmente por contrariar a sazonalidade. Pois por cá, temos todos os ingredientes necessários para os receber: um clima fenomenal ao longo de todo o ano, história, tradição e cultura com fortes raízes, uma riqueza paisagista singular e uma série de recursos naturais que servem de "actores" e impulsionadores do Turismo de Natureza.
Quem já ouviu falar nos santuários de aves aquáticas que existem no nosso país? Nas rotas migratórias que se fazem sentir na Costa Vicentina entre Setembro e Novembro e onde podemos testemunhar um rodopio de diversas espécies de aves que ali se concentram para rumarem às regiões mais a Sul? Nas orquídeas selvagens que despoletam no início da Primavera? Naquela ou na outra espécie de planta que só existe aqui ou ali? Pois provavelmente pouquíssima gente... Mas garanto-vos que da minoria de turistas que visitam o Algarve e que se encaixam no perfil do turista de natureza atrás referido – que se estima serem aproximadamente 10% dos turistas que nos visitam durante a época alta de Junho a Agosto (não conhecendo dados relativos à época baixa) – todos eles procuram estes "detalhes" e estas "pequenas" maravilhas da natureza e mais importante ainda, não se importam de pagar para as conhecer, para ouvir o que há para dizer delas e inevitavelmente para contribuir para a sua conservação.
Cada vez mais o ambiente e a natureza serão também tratados como qualquer outro bem económico. As Áreas Protegidas dependem sobretudo da sua justificação relativamente aos custos económicos associados. O auto-financiamento torna-se crucial, vital e urgente para o seu sucesso e futuro. E porque não utilizar mais seriamente esta actividade turística como financiador da conservação e preservação da natureza? E porque não tirar lucro disso? E porque não contribuir para educação ambiental de crianças, jovens e também de adultos? E acima de tudo, porque não contribuir para o desenvolvimento sustentável? (já que é uma expressão tão em voga hoje em dia).
Estes factores parecem no entanto não ser suficientemente convincentes ao ponto de incentivar mais afincadamente o empreendedorismo e a promoção deste sector de actividade económica, bem como a promoção justa e mais eficiente dos nossos recursos naturais. É claro que neste últimos três anos, e já passaram 8 anos desde a criação do Programa Nacional de Turismo de Natureza, o interesse generalizado neste sector tem sido cada vez maior, mas questiono-me porque estamos ainda tão longe de ser, para os operadores especializados, agências de turismo e ecoturistas, um destino de férias verdes… Enfim, um sonho que espero tornar realidade.
Certamente já nos questionámos, a certa altura, como alguns pequenos répteis como as osgas, se conseguem sustentar em superfícies como o vidro ou mesmo nos tectos, em que a gravidade parece não os afectar.
Segundo estudos recentes, estes pequenos répteis, pertencentes à família Gekkonidae, apresentam a superfície inferior dos dedos repleta de minúsculas cerdas ou setas. Estas pequenas estruturas originam atracções eléctricas nas superfícies de contacto, que literalmente os "cola" onde quer que eles se encontrem. A força combinada de milhares destas fracas atracções eléctricas, semelhante às forças de van der Waals, permitem a estes pequenos répteis se sustentarem inclusive em superfícies tão lisas como o vidro polido.
Após estudos realizados na Universidade da Califórnia, calculou-se que a capacidade de aderência destes répteis às superfícies ultrapassa em muito (cerca de 10 vezes) a necessária para a sua sustentação.
Actualmente, a comunidade científica tenta a sua aplicação em novas gerações de materiais como fita-adesiva seca, robôs e até músculos artificiais.
1. Possui uma única cauda 2. É um mamífero tramado para os seus congéneres 3. Pertence à Ordem mais evoluída dos mamíferos 4. Possui apenas um orifício para todas as excreções
Resposta à pergunta do dia 01/05/2006: A bioluminescência tem a função, entre várias outras, de evitar e confundir predadores. Esta funcionalidade serve também para atrair presas (como observado em alguns peixes como o tamboril, Lophius piscatorius) ou ainda atrair parceiros para reprodução (como os peixes-lanterna, Notoscopelus kroyeri).
Os cientistas crêem que a saliva nos defende de organismos hostis. Como?
Até há decada de 50, pouco se sabia sobre esta substância. Apenas se sabia que servia para emulsionar os alimentos aquando da mastigação dos mesmos e que continha enzimas que os começavam a digerir. Actualmente os cientistas descobriram muitos mais constituintes!
Algumas proteínas inibem a transmissão do vírus da sida; outras permitem que bactérias inócuas adiram aos dentes e gengivas, evitando infecções graves.
Actualmente, investigam-se formas de encontrar sintomas de doenças na saliva. Os investigadores procuram na saliva hormonas causadoras de stress e indicadores associados a doenças cardíacas, à sida e à osteoporose.
A saliva é igualmente importante para outros animais. Para alguns morcegos, neutraliza o veneno da pele das rãs e ajuda na cicatrização das feridas de ratos. Carraças, sanguessugas, morcegos-vampiro, mosquitos e outros sugadores de sangue, conhecidos como hematófagos, usam a saliva como anticoagulante quando se alimentam de sangue. Além disto, a saliva é igualmente um instrumento de comunicação. Nos porcos, contém substâncias que indicam disponibilidade sexual.
Apesar de constituída por 99% de água, possui todas estas características.
E não esqueçamos que engolimos quase um litro de saliva por dia!
Com um comprimento máximo de 9m e um conjunto de poderosos músculos, a anaconda (Eunectes murinus), habitante da América do Sul, é a maior serpente do Mundo. Apresenta uma coloração verde bastante escura e prefere águas paradas ou pouco movimentadas, sendo também encontrada enrolada nos ramos das árvores exposta ao Sol.
Está completamente adaptada ao meio aquático, onde é capaz de se mover com extrema rapidez, tornando-se, no entanto, mais lenta quando em terra.
Possui hábitos nocturnos, utilizando métodos de caça muito semelhantes ao dos jacarés: espera pacientemente que a sua presa se dirija para a água para saciar a sede, aproximando-se então dela e capturando-a. Os seus poderosos músculos entram então em acção, impedindo a presa de respirar. A sua alimentação passa por diferentes espécies de vertebrados, especialmente peixes, anfíbios, outras serpentes e mamíferos. O seu sistema digestivo é lento, pelo que, após uma refeição, leva algum tempo a digerir a presa, estendendo-se ao Sol, não necessitando de se alimentar durante semanas ou até meses.
Apesar da sua fama, são poucos os ataques conhecidos a seres humanos; nenhuma morte foi registada até ao presente
As anacondas são caçadas pelo tráfico de pele, embora a pequena escala. Por outro lado, são muitas vezes mortas por medo dos habitantes das redondezas do seu habitat.
Esta espécie está inserida no Apêndice II da CITES – Convention on International Trade in Endangered Species of wild Fauna and Flora.