1. Possui uma única cauda 2. É um mamífero tramado para os seus congéneres 3. Pertence à Ordem mais evoluída dos mamíferos 4. Possui apenas um orifício para todas as excreções
Resposta à pergunta do dia 01/05/2006: A bioluminescência tem a função, entre várias outras, de evitar e confundir predadores. Esta funcionalidade serve também para atrair presas (como observado em alguns peixes como o tamboril, Lophius piscatorius) ou ainda atrair parceiros para reprodução (como os peixes-lanterna, Notoscopelus kroyeri).
Os cientistas crêem que a saliva nos defende de organismos hostis. Como?
Até há decada de 50, pouco se sabia sobre esta substância. Apenas se sabia que servia para emulsionar os alimentos aquando da mastigação dos mesmos e que continha enzimas que os começavam a digerir. Actualmente os cientistas descobriram muitos mais constituintes!
Algumas proteínas inibem a transmissão do vírus da sida; outras permitem que bactérias inócuas adiram aos dentes e gengivas, evitando infecções graves.
Actualmente, investigam-se formas de encontrar sintomas de doenças na saliva. Os investigadores procuram na saliva hormonas causadoras de stress e indicadores associados a doenças cardíacas, à sida e à osteoporose.
A saliva é igualmente importante para outros animais. Para alguns morcegos, neutraliza o veneno da pele das rãs e ajuda na cicatrização das feridas de ratos. Carraças, sanguessugas, morcegos-vampiro, mosquitos e outros sugadores de sangue, conhecidos como hematófagos, usam a saliva como anticoagulante quando se alimentam de sangue. Além disto, a saliva é igualmente um instrumento de comunicação. Nos porcos, contém substâncias que indicam disponibilidade sexual.
Apesar de constituída por 99% de água, possui todas estas características.
E não esqueçamos que engolimos quase um litro de saliva por dia!
Com um comprimento máximo de 9m e um conjunto de poderosos músculos, a anaconda (Eunectes murinus), habitante da América do Sul, é a maior serpente do Mundo. Apresenta uma coloração verde bastante escura e prefere águas paradas ou pouco movimentadas, sendo também encontrada enrolada nos ramos das árvores exposta ao Sol.
Está completamente adaptada ao meio aquático, onde é capaz de se mover com extrema rapidez, tornando-se, no entanto, mais lenta quando em terra.
Possui hábitos nocturnos, utilizando métodos de caça muito semelhantes ao dos jacarés: espera pacientemente que a sua presa se dirija para a água para saciar a sede, aproximando-se então dela e capturando-a. Os seus poderosos músculos entram então em acção, impedindo a presa de respirar. A sua alimentação passa por diferentes espécies de vertebrados, especialmente peixes, anfíbios, outras serpentes e mamíferos. O seu sistema digestivo é lento, pelo que, após uma refeição, leva algum tempo a digerir a presa, estendendo-se ao Sol, não necessitando de se alimentar durante semanas ou até meses.
Apesar da sua fama, são poucos os ataques conhecidos a seres humanos; nenhuma morte foi registada até ao presente
As anacondas são caçadas pelo tráfico de pele, embora a pequena escala. Por outro lado, são muitas vezes mortas por medo dos habitantes das redondezas do seu habitat.
Esta espécie está inserida no Apêndice II da CITES – Convention on International Trade in Endangered Species of wild Fauna and Flora.
No âmbito do projecto "Sustentabilidades", o CEAI (Centro de Estudos da Avifauna Ibérica) irá promover, no dia 13 de Maio, um passeio pedestre na zona dos Mármores de Orada, Borba, acompanhado pelo Mestre Salgueiro, seguido de um colóquio alusivo ao tema. Este passeio terá início pelas 9 horas e prolongar-se-á até às 13 horas, sendo que o colóquio terá inicio às 15 horas na Casa do Povo de Orada e terá espaço a debate público sobre o tema.
Para mais informações, contactar o CEAI através do email ou pelo telefone 266 746 102, sendo que o prazo limite para aceitação das inscrições será o dia 12 de Maio.
A decorrer em Vila Nova de Santo André, de 2 a 4 de Junho de 2006, este evento funcionará também como o 1º encontro formal do grupo PLANET – Portuguese Lagoons Network, que terá lugar no último dia do seminário.
Para mais informações consultar a página web da SPEA.
Um pequeno (grande) contributo João Neves, Biólogo
Como noticiado há cerca de um mês, um manatim (Trichechus manatus)
chegou ao Zoomarine, sendo actualmente o único exemplar da espécie na
Península Ibérica. O que me leva a escrever este pequeno texto é
precisamente a presença desta singularidade no nosso país, facto que me
instigou alguma curiosidade sobre a biologia e ecologia destes
mamíferos marinhos.
Pessoalmente,
pouco sabia acerca destes animais, tão especiais pela sua aparência e
comportamento e pelo facto de serem os únicos mamíferos marinhos cuja
alimentação se constitui quase exclusivamente por vegetação aquática.
Na pesquisa por mais informação acerca destes animais, e entre muitos
factos curiosos, deparei-me com uma notícia interessante relacionada
com a evolução destes mamíferos, especialmente com a transição do
ambiente terrestre para o aquático e que gostaria de partilhar, tendo
em conta a novidade desta espécie para muitos de nós.
É aceite (até prova em contrário) que os primeiros mamíferos tiveram origem num grupo extinto de répteis terapsídeos
(também chamados mamíferos reptilianos), que possuíam, como
características aproximadas aos mamíferos primitivos, um esqueleto e
dentição característica daqueles mamíferos e a capacidade de manutenção
da temperatura corporal interna.
Na
sua origem, estes mamíferos primitivos partilhavam o seu território com
outros répteis, como os dinossáurios. Devido à grande extinção,
ocorrida no fim do Cretácico,
quando se deu o desaparecimento de grande parte dos dinossáurios,
aqueles mamíferos tiveram oportunidade para ocupar os nichos ecológicos
anteriormente pertencentes aos desaparecidos répteis, permitindo-lhes
uma grande diversificação específica. E foi nesta sequência de especiação, que alguns mamíferos se adaptaram aos ambientes aquáticos.
Presentemente,
encontramos cinco grandes grupos de mamíferos marinhos, pertencentes a
três ordens distintas: as baleias, cachalotes e golfinhos, pertencentes
à Ordem Cetacea; os pinípedes (focas, leões-marinhos e otárias), as
lontras e o urso-polar, todos pertencentes à Ordem Carnivora; e por
fim, os manatins, pertencentes à Ordem Sirenia.
Em termos adaptativos, os sirenídeos e os cetáceos não apresentam membros posteriores. Têm, no entanto, como estrutura vestigial,
pequenos ossos localizados na porção posterior do corpo. Como
adaptação, os membros posteriores regrediram e surgiu a barbatana
caudal, estrutura que lhes permite a propulsão na água. Os membros
posteriores (pernas) dos mamíferos terrestres e a barbatana caudal são,
na realidade, estruturas análogas. Ambas têm como função principal a
deslocação do animal.
Mas o porquê deste pequeno preâmbulo?
Porque a notícia,
datada de 2001, dá conta da descoberta de um esqueleto de manatim com
cerca de 50 milhões de anos, pertencente a uma espécie, actualmente
extinta, com características singulares: a presença de membros
posteriores (pernas) que possibilitariam a locomoção em terra. Este é o
fóssil mais primitivo dos antepassados directos dos manatins actuais e
permite completar, segundo a equipa de investigação responsável pelo
achado, o quadro da transição de um ancestral completamente terrestre
para as espécies actualmente existentes, integramente aquáticas.
Associada
a esta descoberta, a compreensão da transição terra/água ganha cada vez
mais sentido. À excepção dos manatins (e da tartaruga-verde), não
existem actualmente outros animais de grande envergadura que explorem a
vegetação marinha para alimentação, motivo pelo qual estas espécies se
terão adaptado num sentido divergente ao contexto alimentar "normal".
E
assim, mais um pequeno contributo foi dado em função da teoria da
evolução, tão sobejamente conhecida e tantas vezes contestada. Com
certeza que outras descobertas seguirão esta, num rumo, que creio,
irreversível.
Partilho
esta notícia porque, além de muito interessante, acredito que são estas
pequenas (grandes) descobertas que, com muito esforço e dedicação por
parte dos investigadores, vão permitindo completar o fantástico puzzle
que é a Natureza, possibilitando às gerações vindouras uma percepção
mais fácil e integrada da vida no nosso planeta.
O Smithsonian's National Zoo, em Washington, assistiu pela segunda vez apenas nos seus 116 anos de história ao nascimento de uma ave da espécie Apteryx mantelli – uma espécie rara de Kiwi.
Esta pequena ave nasceu no dia 13 de Fevereiro deste ano, com 275 gramas, após uma monitorização diária por parte do pessoal técnico do zoo, que acompanhou o seu desenvolvimento embrionário.
O primeiro indivíduo desta espécie a nascer no Smithsonian tem actualmente 30 anos (nascido em 1975) e encontra-se ainda em exibição neste zoo.
A espécie Apteryx mantelli, endémica da Nova Zelândia, está ameaçada de extinção, estando classificada como "Em perigo" pela IUCN.
A bioluminescência tem várias funções biológicas e ecológicas, das quais podemos destacar:
1. Iluminar a água quando anoitece 2. Evitar e confundir predadores 3. Chamar a atenção para predadores 4. Nenhuma das anteriores
Resposta à pergunta do dia 24/04/2006: Os manatins apresentam uma característica única entre os mamíferos marinhos: são essencialmente herbívoros. Desta forma, um manatim adulto pode comer cerca de 45 kg de vegetação aquática por dia.
Os investigadores descobriram uma ligação entre o sobre-aquecimento global e o misterioso desaparecimento de anfíbios. Um artigo publicado na revista Nature defende que a subida das temperaturas propicia e acelera o desenvolvimento de um fungo nocivo.
Há décadas que os investigadores sabem que as populações de anfíbios de todo o mundo estão em apuros. Mas o Global Amphibian Assessment, publicado em 2004, promovido pela Conservation International, revelou dados assustadores... Das 5.700 espécies conhecidas de rãs, sapos, salamandras e afins, cerca de um terço estão ameaçadas e 168 espécies já estão extintas, sendo que a maioria das extinções ocorreu nas últimas duas décadas.
Os problemas globais incluem a perda de habitat, doenças, o excesso de exploração, as alterações climáticas, entre outros factores. A perda de habitat é o factor que mais contribui para este cenário, mas recentemente surgiu um culpado menos conhecido: uma doença causada por um fungo (Batrachochytrium dendrobatidis), introduzido na América e Austrália. O fungo "ataca" a pele e perturba o balanço hídrico.
Pensa-se que este fungo possa ter "viajado" na pele de sapos-africanos, exportados para investigação médica ou através das rãs-touro-americanas, criadas na América-do-Sul e exportadas vivas para os Estados Unidos, onde as suas coxas são tidas como uma iguaria.
Foi em 1896 que teve início de uma série de campanhas oceanográficas ao largo da costa portuguesa, a bordo do barco real "Amélia", sob comando do rei D. Carlos. Estas campanhas marítimas recolheram importante material zoológico e dados oceanográficos que deram origem à publicação de trabalhos de reconhecido valor científico.
Os resultados dessas investigações receberam rasgados elogios de alguns sábios estrangeiros e constam dos quatro seguintes livros publicados:
- Yacht «Amelia» – Campanha oceanographica de 1896, Lisboa, 1897. - Resultados das investigações cientificas feitas a bordo do yacht «Amelia» e sob a direcção de D. Carlos de Bragança Pescas maritimas – I – A pesca do atum no Algarve em 1898. - Buletin des Campagnes Scientifiques accomplies sur le yacht «Amelia» par D. Carlos de Bragança. - Resultado das investigações cientificas feitas a bordo do yacht «Amelia» e sob a direcção de D. Carlos de Bragança – Ichthyologia – II – Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903.