"ln the end we will conserve only what we love. We love only what we understand. We will understand only what we are taught."
Baba Dioum, 1968




Olimpíadas do Ambiente




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Uma geração para mudar o mundo!

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2009-04-03
Alguém o Pensou

Let every individual and institution now think and act as a responsible trustee of Earth, seeking choices in ecology, economics and ethics that will provide a sustainable future, eliminate pollution, poverty and violence, awaken the wonder of life and foster peaceful progress in the human adventure.

John McConnell. Pacifista e defensor dos direitos do Homem que, desde sempre, se mostrou muito interessado na compreensão do potencial humano bem como na resolução de problemas cruciais para a civilização.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-04-02
O DE do ZM Recomenda

5º Congresso Mundial de Educação Ambiental

Entre 10 e 14 de Maio terá lugar, em Montreal, no Canadá, o 5º Congresso Mundial de Educação Ambiental. O tema escolhido para esta edição é "A Terra: a nossa casa comum".

Os principais objectivos deste evento são, entre outros, a promoção do papel da Educação Ambiental no desenvolvimento e enriquecimento humano e enfatizar a importância desta no desenvolvimento das políticas públicas.

Para mais informações, consultar a página electrónica do congresso.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-04-01
Um Autor Convidado

Boleia para um só
Pedro Aranha, Biólogo

Recentemente li uma notícia no Jornal Barlavento, que dava conta de uma estatística pouco positiva, algo preocupante mesmo, mas muito pouco surpreendente: o Algarve tem cerca de 200 000 viaturas e a mais alta taxa de automóveis por habitante, de todo o país (continental e ilhas).

Segundo este jornal, o distrito de Faro tem uma média de 2,1 habitantes por automóvel, superior à média nacional, que presentemente se encontra em 2,4 habitantes por automóvel. Para melhor ilustrar e comparar o jornal acrescenta que, em Lisboa, a média é de 2,2 automóveis por habitante, no Porto de 2,6 e nos Açores de 3,1.

Fora de contexto o leitor poderia pensar que os algarvios são pouco sensíveis às questões ambientais ou têm preconceitos em andar de transportes públicos.

Mas a realidade é bem diferente.

Acho que, de uma forma geral, os Portugueses encaram o Algarve como uma grande cidade, ou uma pequena região onde tudo "fica já ali". Não é muito raro ouvirmos pessoas que estão de visita no Verão dizer algo do género: "Estás em Albufeira? Vem ter connosco, estamos já aqui em Vila Real de Santo António". E assim se percorre uma distância de quase 100 km.

O Algarve é uma região dispersa, com localidades afastadas umas das outras. Os elementos de muitas famílias trabalham em cidades diferentes. Sendo muita da actividade do Algarve dedicada ao turismo, muitas pessoas trabalham por turnos, com folgas alternadas. A partilha de carro ir para o trabalho não está assim tão acessível à maior parte dos algarvios.

As grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, ainda que com bem mais população do que toda a região do Algarve, têm um sistema de transportes públicos que, ainda estando longe de ser perfeito, permite que as pessoas se desloquem se recorrer a um automóvel particular. No Algarve é muito complicado para uma pessoa confiar nos transportes públicos para chegar a horas ao seu destino. Em particular se falarmos do Inverno, onde as cidades parecem abandonadas, e os serviços são reduzidos ao mínimo.

É um dos casos em que a sensibilização das populações para uma conhecida problemática com impacto no ambiente se torna insuficiente, ou mesmo desmotivante. Muitas pessoas procuram reduzir essa dependência do automóvel, mas vêem-se impotentes para o conseguir. Torna-se necessário dotar a região de alternativas reais e eficientes, que possam assegurar às pessoas uma deslocação em tempo real, para os vários destinos.

Diminuir esta taxa é importante, mas com alternativas viáveis

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-31
Curiosidades da Fauna e Flora

Corais em forma de tubos

Os corais da pré-história, assim como grande parte da vida existente hoje, não se assemelhavam com o que conhecemos ou idealizamos.

O aparecimento dos primeiros corais, chamados corais tabulares e hoje extintos, aconteceu no decorrer do período Silúrico. Tal como os corais actuais, os tabulares habitavam apenas águas salgadas, com a particularidade de se agregarem sempre em colónias.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-30
Uma Questão de Educação

Entre as poucas formas de vida terrestre do Silúrico, encontram-se:

1. Pequenos mamíferos e plantas;
2. Aracnídeos e centípedes;
3. Pequenos anfíbios e répteis;
4. Plantas e anfíbios.

Resposta à pergunta do dia 2009/03/23:
Os peixes tiveram, no Silúrico, um rápido e grande acréscimo de diversidade. Entre aqueles, apareceram os primeiros peixes de água doce, bem como os primeiros peixes mandibulados.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-29
Ao Sabor da Corrente

Um puzzle por montar

A região do Alasca, como hoje o conhecemos, é um verdadeiro puzzle geológico, um mosaico de fragmentos de várias partes do mundo.

Após alguns estudos geológicos, foram descobertas importantes similaridades entre fósseis aqui localizados e outros encontrados na Europa e Rússia e que datam da mesma época geológica o Silúrico (entre os 443 e 417 milhões de anos atrás).

Exemplos disso são as espécies Spinicharybdis krizi ou Beraunia bohemica, encontradas no Alasca, em tudo semelhantes a outros fósseis encontrados na Europa.

Esta descoberta vem corroborar com a hipótese de que o Alasca teve origem num conjunto de várias "ilhas" derivadas de várias regiões do planeta e que se agregaram ao continente Americano numa era geológica mais recente (entre os 251 e 60 milhões de anos atrás).

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-28
Palavras com Sentido

Icnofóssil

Vestígios da presença e/ou actividade de animais preservados em rochas sedimentares ou rochas metamórficas. Podem ser trilhos, pegadas, galerias, ovos, ninhos ou coprólitos.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-27
Alguém o Pensou

There are no passengers on Spaceship Earth. We are all crew.

Marshall McLuhan (1911-1980). Natural do Canadá, foi professor de literatura inglesa, crítico literário e, acima de tudo, teórico do processo comunicativo. O seu trabalho é considerado como um dos pilares do estudo da teoria dos média, tendo celebrizado expressões, hoje vulgares, como "aldeia global" ou "impacto sensorial", como metáforas para a sociedade contemporânea.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-26
O DE do ZM Recomenda

III Jornadas de Biologia da Conservação

A Associação Aldeia e o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) promovem as III Jornadas de Biologia da Conservação. Este evento terá lugar entre 4 e 5 de Abril no CISE.

Toda a informação relativa a estas jornadas pode ser consultada na página electrónica da Associação Aldeia.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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2009-03-25
Um Autor Convidado

"Fénix" renascida
Edgar Ribeiro, Educador Ambiental

A perda de biodiversidade à escala global é um facto incontornável. Basta uma simples pesquisa, num qualquer motor de busca, para que o nosso ecrã se encha de factos reportando o desaparecimento de inúmeras espécies.

Os dados recolhidos nos diversos estudos efectuados apontam para que a taxa de extinções seja 100 a 1000 vezes superior ao "normal". Transformando estes valores em algo mais palpável: a cada 20 minutos uma espécie, de fauna ou flora, extingue-se.

As causas do decréscimo da biodiversidade global são amplamente conhecidas: destruição de habitats, poluição, espécies invasoras e a caça; são apenas alguns exemplos das ameaças que as espécies enfrentam.

Este conjunto de problemáticas cria uma complexa rede, da qual muitas espécies não conseguem ser salvas. Mas felizmente, para muitas outras, ainda há esperança!

Certamente, muitos dos leitores já tomaram conhecimento da existência de diversos programas de conservação, que se dedicam à protecção tanto de espécies como de habitats. O sucesso ou fracasso destes programas depende de inúmeros factores: cada caso é um caso!

O programa de que pretendo falar tem várias nuances, por exemplo: a espécie é um típico exemplo de uma espécie bandeira, para além de ser um ícone nacional. Apesar disso, nada impediu que o pigargo-americano (Haliaeetus leucocephalus) vivesse no fio da navalha durante vários anos.

Mas, para perceber o que torna este caso especial ao ponto de me levar a contar a sua história, para além da grande empatia que tenho com esta ave de rapina, é necessário recuar no tempo até 1872. Nesse ano, por deliberação do Congresso, o pigargo-americano foi escolhido como símbolo nacional dos Estados Unidos da América. Tal distinção devia ter funcionado como um escudo contra eventuais ameaças à sua sobrevivência, o que não se veio a verificar.

Não foi a objecção de Benjamin Franklin, um dos fundadores da nação, que defendia que o perú era sim moralmente digno de tal distinção, a colocar o pigargo-americano à beira da extinção.

Os primeiros colonos europeus viram nesta águia um competidor pelos recursos pesqueiros e uma ameaça ao gado. Argumentos mais do que suficientes para tornar esta ave num alvo a abater, aos quais se juntou a caça "desportiva". Na sequência do processo de colonização, o crescimento dos centros urbanos e a necessidade de construção de estruturas de apoio a este desenvolvimento, levaram à alteração e destruição de vários habitats do pigargo-americano.

Esta sucessão de acontecimentos levou ao rápido decréscimo das populações, o que levou o Congresso norte-americano, em 1940, a proibir a caça, captura ou posse desta ave.

Em 1963 eram contabilizados, em 48 estados, apenas 478 casais reprodutores. Estima-se que em meados do século XIX existissem entre 250 000 a 500 000 espécimes, em toda a América do Norte.

Apesar da protecção legal, outro "inimigo" desferiu um rude golpe no já reduzido efectivo populacional: o DDT. Utilizado em larga escala, este pesticida chegava ao pigargo-americano através da cadeia alimentar, tendo uma influencia negativa na formação da casca dos ovos, o que inviabilizava o processo reprodutivo.

Só em 1972 foi proibida a utilização de DDT, nos Estados Unidos da América. No ano seguinte entrou em vigor o "Endangered Species Act", onde o pigargo-americano foi classificado como ameaçado.

Os dois factos reportados anteriormente marcaram um importante ponto de viragem na história desta ave, rumo à recuperação. Mas foi necessário também o trabalho desenvolvido por organizações governamentais e pelas comunidades locais, na preservação dos habitats e em programas de reprodução e reintrodução. Outro factor preponderante, "last but not least", foram os programas educacionais de sensibilização, para todas as problemáticas e que demonstraram a importância da conservação desta espécie.

Foram 40 anos de trabalho, recompensados com a retirada do pigargo-americano da lista do "Endangered Species Act", em 2007. Um feito, infelizmente, ainda raro. Estima-se que actualmente existam cerca de 11 400 casais reprodutores.

Uma história de sucesso, que fez renascer o símbolo de uma nação.

Infelizmente nem todas as espécies gozam deste estatuto, pelos mais diversos motivos. No entanto todas elas são dignas de serem protegidas.

Como educador e acima de tudo como cidadão, olho para a educação como um elemento fulcral na construção de programas de conservação. O primeiro passo é dar a conhecer, se quisermos evitar este triste fado.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine
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