Convergência Evolutiva I
A forma como as espécies se adaptam ao ambiente em que vivem depende da pressão que este impõe sobre elas. Desta forma, diferentes grupos de animais têm desenvolvido características anatómicas e fisiológicas semelhantes em resposta a esta pressão do ambiente.
No caso dos mamíferos marinhos, que se alimentam e reproduzem no meio aquático, foi necessário que a sua estrutura anatómica e fisiologia sofresse alterações – o que resultou num processo de convergência evolutiva, a que se chama homoplasia. A convergência evolutiva está frequentemente associada a uma adaptação a ambientes similares. Entre as três grandes convergências destacamos:
a) Forma do corpo
Os mamíferos marinhos descenderam de ancestrais terrestres, há cerca de 50 milhões de anos, que se movimentavam por meio de 4 membros – os mesoniquídeos.
A necessidade de se movimentarem na água levou a que o seu corpo sofresse algumas modificações.
Os cetáceos (grupo a que pertencem as baleias e os golfinhos) são um exemplo de evolução convergente: os membros anteriores evoluíram para barbatanas, que facilitam a natação, enquanto que os membros posteriores foram gradualmente reduzidos até desaparecem e se tornarem apenas vestigiais. O nariz desapareceu e as narinas "migraram" para o topo da cabeça, facilitando a respiração durante a natação. Possuem um corpo fusiforme e liso, que minimiza a resistência na água. Outras modificações incluem a perda de orelhas e interiorização dos genitais que também facilitam a deslocação dentro de água.
Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine