Uma Peça do Puzzle da Vida
O panda-gigante
O panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca), outrora comum na China, Myanmar e Vietname, está hoje reduzido a cerca de 1'000 indivíduos, que se localizam na floresta de bambú da China, onde continuam a "competir" pelo habitat com os agricultores da região.
Este grande mamífero, facilmente reconhecido pelas manchas pretas e brancas na pelagem, que atinge pesos entre os 75 e 160 kg e mede entre 1,4 e 1,8 metros, está equipado com molares grandes e planos que servem para mastigar bambú, o seu principal alimento, que compõe 99% da sua dieta. Para além de bambú, o panda-gigante consome alguma fruta, pequenos mamíferos, peixe e insectos; despende 10 a 12 horas por dia nesta actividade.
Possui um sentido de olfacto muito apurado, que compensa a sua fraca visão. Com as suas fortes garras, está totalmente adaptado para subir às árvores, fazendo-o com bastante agilidade.
O panda-gigante tem vindo a ser perseguido devido à sua pele, utilizada para o fabrico de mantas e cobertores. Recentemente, surgiu uma corrente de pensamento que acredita que as marcas pretas têm um poder sobrenatural, que impede o aparecimento de fantasmas e ajuda a predizer o futuro através dos sonhos. Outras ameaças para estes animais incluem a perda de habitat, a ocupação humana invasiva e o turismo. O governo chinês adoptou medidas de protecção desta espécie, que passam, por exemplo, pela pena de morte para o tráfico ilegal. Tentativas de reprodução sob cuidados humanos começam lentamente a dar os seus frutos.
Esta espécie, da família dos ursos, está listada no Apêndice I da CITES e insere-se na categoria "Em Perigo" (EN) da IUCN.
Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine