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Baba Dioum, 1968




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2006-05-30
Curiosidades da Fauna e Flora

Estranho amor...

Denominadas odonatas, ou "providas de dentes", as libélulas existem há mais de 300 milhões de anos. Tendo em conta a longevidade, diversidade (6'000 espécies) e distribuição (todos os continentes, excepto na Antárctida) podemos considerá-las como um exemplo de sucesso na Natureza.

Vistos a certa distância, os rituais de corte e reprodução destes insectos carnívoros parecem inofensivos, até mesmo românticos. No entanto, a realidade é outra: as relações sexuais entre as libélulas chegam a ser mortais!

Dependendo das espécies, alguns machos dispensam completamente a corte e limitam-se a prender as fêmeas desprevenidas enquanto estas se aquecem ao sol. Outros, chamados "ladrões", atacam e separam pares em vias de acasalamento; outros ainda, "caçadores furtivos", agarram uma fêmea a meio da postura dos ovos, na água, para conseguir os seus propósitos, nem que para isso ela se afogue. Por seu lado, as fêmeas tentam escapar como podem, fugindo a alta velocidade ou ripostando. Por vezes, chegam até a matá-los!

Por norma, uma fêmea acasala quase sempre com mais do que um macho; estes desenvolveram estratégias para eliminar o esperma deixado por outro parceiro e para desencorajar a fêmea a copular com rivais. Neste "jogo" arriscado, o último esperma a entrar no órgão de armazenamento da fêmea é o vencedor, fertilizando os seus ovos.

Depois de acasalar, as fêmeas depositam os ovos fertilizados em plantas de ribeiros, charcos e outros locais de água. Após a eclosão dos ovos, as larvas deslocam-se para o fundo e aí permanecem até emergirem para dar origem aos adultos, necessitando de águas limpas para sobreviverem. A poluição e a perda de habitat ameaçam centenas de espécies em todo o mundo.

Publicado às 12:00 am por Departamento Educacional do Zoomarine

 

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