Resposta à pergunta de 2009/11/16: Durante a época Holocena, o grupo de mamíferos com maior distribuição, a nível mundial, foi o dos Hominídeos. A época Holocena, a que vivemos actualmente, é marcada pelo aparecimento da civilização.
Esta é uma relação incontornável no processo evolutivo de qualquer espécie e na qual a natureza trata de se encarregar da sua aplicação – quanto maior o custo de uma adaptação, maior terá que ser o seu benefício. E as abelhas-orquídea são um excelente exemplo disso...
Altamente especializadas, desenvolveram longas línguas que lhes permitem retirar o néctar de orquídeas que apenas elas conseguem sugar. Após um estudo por parte de Brendan Borrell da Universidade de Berkeley, California, com o objectivo de tentar perceber qual o custo de tal característica anatómica relativamente a outros insectos nectarinos, revelou que as abelhas-orquídea ficam em desvantagem em termos de velocidade de sucção e mobilidade. Em contrapartida, têm a vantagem de aceder a flores cuja quantidade de néctar pode ser cerca de 10 vezes superior à obtida pelas "vulgares" abelhas.
Esta teoria explica que as eras do gelo que ocorreram durante a época do Pleistocénico, se deveram às oscilações que existem na órbita da Terra à volta do Sol, o que provoca alterações climáticas.
We've got to somehow stabilize our connection to nature so that 50 years from now, 500 years, 5,000 years from now there will still be a wild system and respect for what it takes to sustain us.
Sylvia Earle. Bióloga marinha norte-americana, conhecida como a embaixadora dos oceanos, tendo já sido galardoada por inúmeros títulos honoríficos. Fundou o Projecto Mares Sustentáveis (Sustainable Seas Project), que realiza actualmente uma série de explorações científicas nas reservas marinhas dos Estados Unidos da América.
Sobrevivência... a quanto obrigas! Rita Lopes, educadora ambiental
Na Natureza, por vezes, a sobrevivência significa mentir, roubar ou camuflar-se. A sobrevivência no mundo natural, onde quase todos os animais servem de alimento a outros, exige truques ardilosos para enganar os predadores.
O truque mais frequente é o mimetismo visual, desenvolvido para enganar o olhar...
O percevejo-das-plantas (Anisocelis flavolineata) possui extensões foliáceas vermelhas nas sua patas posteriores que desviam as atenções dos predadores para órgão não-vitais.
O corpo de um insecto-pau (Acanthodis curvidens) da Ordem Phasmatodea, imita na perfeição a casca de uma árvore com protuberâncias que o assemelham a um galho. Adicionalmente, este insecto nocturno mantém-se imóvel durante as horas de luz para melhor se dissimular. A sua intenção é permanecer invisível aos olhos de predadores de vista apurada que usam a visão para caçar. Ao cair da noite, alimentam-se da folhagem e detritos do solo da floresta onde habita.
Noutras situações, o burlão pretende que reparem em si – um peixe-sapo (Antennarius sp.) movimenta o seu apêndice, localizado no topo da cabeça, como um isco atraindo assim incautas presas.
Mas o logro vai ainda mais além! As lagartas das borboletas são devoradoras vorazes de folhas. As aves adoram lagartas gordas e suculentas e quando voam procuram sinais de folhas roídas. Para impedir o reconhecimento aéreo, uma lagarta da família Geometridae optou por um estilo alimentar original – em vez de mastigar as folhas de forma aleatória, corta-as avançando pelas margens, usando as suas mandíbulas como uma tesoura. Quando termina o seu banquete, as folhas ficam mais pequenas mas os contornos mantém a sua forma natural serrada.
Mas também existe o mimetismo vocal...
Uma espécie de mariposa da família Arctiidae, dissuade os morcegos predadores imitando estalidos ultra-sónicos de uma outra espécie de borboleta nocturna, tóxica e muito menos apreciada pelos morcegos.
Existe ainda o impressionante mimetismo olfactivo...
As orquídeas do género Bulbophyllum desenvolvem flores grandes e fétidas com aspecto e odor putrefacto para atrair moscas necrófagas, que poisam nas suas flores, na esperança que estes insectos polvilhados de pólen as ajudem a reproduzir-se.
E imagine-se... existe uma forma de mimetismo táctil! Como o de um fungo parasita que vive nas câmaras interiores de termiteiras, onde se mantém quente, húmido e livre da competição, assumindo a forma e a textura dos ovos maduros das térmitas.
O mimetismo exemplifica a evolução através da selecção natural, em que os progenitores geram uma numerosa descendência que, na sua maioria, é eliminada pelo acaso e pela natureza cruel para com os inadaptados. Se uma ligeira alteração das suas características morfológicas ou comportamentais lhe conferir vantagens suficientes para sobreviver até acasalar, a sua prole poderá herdar esse “traço” afortunado. E se na descendência, alguém o superar como imitador, passadas algumas centenas de gerações, esse carácter será transmitido e tornar-se-á uma característica da sua espécie.
Na natureza abundam imitadores preenchendo cada nicho e enganando todos os sentidos. Por vezes o disfarce serve de camuflagem, permitindo escapar a predadores, presas, ou até ambos. O importante é sobreviver!
O avanço do gelo provocou alterações nos níveis do mar. Grandes quantidades de água ficaram presas no gelo, o que originou uma diminuição dos níveis dos mares.
Aquelas mesmas luzes usadas em festas de discotecas para animar os participantes, são também usadas na pesca de palangre para atrair atuns e peixes-espada. Mas, eis que não são apenas os peixes e as pessoas a gostarem particularmente destas luzes... répteis marinhos, como tartarugas marinhas, são também impelidas a investigar as luzes (talvez pensando que são alforrecas ou apenas pela estranheza de uma luminosidade continua) e o desfecho está à vista – a morte acidental de dezenas de milhar de tartarugas marinhas.
Só no ano 2000, e segundo a União Mundial para a Conservação, cerca de 200 000 tartarugas-comuns e 50 000 tartarugas-de-couro morreram acidentalmente devido à pesca de palangre.
Recentemente, cientistas descobriram que, apenas com a mudança do tipo e intensidade da luz, poderá contribuir para a minimização deste sério problema.
Este termo refere-se a animais vertebrados de grande porte. Geralmente é utilizado para designar aqueles animais que viveram durante o Pleistocénico e que acabaram por se extinguir depois da última era do gelo, como os mamutes, mastodontes ou os tigres-dentes-de-sabre.